• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Revista ISTOÉ destaca proposta de renegociação das dívidas liderada por MT

terça-feira, 14 de julho de 2009

DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

A mídia nacional ouviu e continua repercutindo o chamado dos estados brasileiros. O grito pela renegociação das dívidas com a União, encampado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o secretário de Fazenda, Eder Moraes, encontrou espaço nesta semana na revista ISTOÉ, com a reportagem ‘Um PAC para as dívidas dos estados’, na seção Brasil. A matéria traz a proposta de redução em dois pontos percentuais nos 15% de destinação da receita liquida dos estados para o endividamento e a troca dos indexadores.

Maggi e Eder Moraes são apontados como os líderes do movimento que tomou dimensões nacionais com a aprovação da proposta no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A reportagem da jornalista Camila Pati ainda está em destaque no site da revista. Abaixo, o texto em sua íntegra.

Um PAC para as dívidas dos estados

Governos querem juros mais baixos e, em contrapartida, vão prometer mais investimentos

Camila Pati

Menos juros e mais obras. Nos próximos dias, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai receber essa proposta por parte dos secretários estaduais de Fazenda. Atentos à queda das taxas de juros, os estados vão cobrar do governo federal uma revisão nos contratos das dívidas com a União. Em jogo, um montante que chega a R$ 409 bilhões, total devido por estados e municípios ao Tesouro Nacional. Hoje, para pagar a dívida, cada estado desembolsa juros indexados ao IGP-DI (índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) mais 6% ao ano. Com um agravante: o cálculo é composto, ou seja, juros em cima de juros. Por lei, a receita líquida real pode ficar comprometida até o limite de 15% para honrar as prestações. Por conta desse “seqüestro na receita”, na opinião daqueles que são responsáveis pelo caixa dos estados, os investimentos são comprimidos.

Os secretários querem a redução de 2 pontos percentuais nos 15% de destinação da receita líquida real amarrados pelos contratos. E irão pedir a Mantega que o IGP-DI seja substituído pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) como indexador das dívidas. Nos últimos dez anos, o IGP-DI subiu entre 3% e 4% acima do IPCA. Em 2002, por exemplo, em meio à crise financeira, enquanto o IPCA alcançou 12,53%, o IGP-DI bateu 26,41%. Em contrapartida à troca do indexador, os estados prometem aplicar a sobra de recursos em obras de infra-estrutura.

A campanha nacional para renegociação dos contratos, batizada de Investe Brasil, é liderada pelo Mato Grosso. As propostas foram aprovadas, em abril, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda das 27 unidades da federação. As únicas abstenções foram o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Segundo o secretário de Fazenda do Mato Grosso, Éder Moraes, o motivo foi político. “Por serem governadores da base aliada ao Palácio do Planalto, não querem enfrentamento”, afirma. “Apoiamos o governo federal, mas separamos as coisas quando se trata de interesse nacional. Do jeito como os contratos estão hoje, é uma relação de agiotagem entre a União, os municípios e os estados”, justifica Moraes. Ele lembra que a iniciativa para o movimento surgiu depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ouvir reclamações, sugerir ao governador Blairo Maggi (PR) a apresentação de propostas de renegociação da dívida.

“Em 98 devíamos R$ 3,179 bilhões, em 10 anos quitamos R$ 5,134 bilhões e continuamos devendo R$ 5,389 bilhões”, afirma Moraes. Ele calcula que se a alteração tivesse sido feita há dez anos, a economia do estado teria sido de R$ 2 bilhões - o suficiente, garante o secretário, para pavimentar estradas e acabar com o déficit habitacional. Segundo Moraes, as mudanças propostas estão de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Não estamos renegociando, e sim estabelecendo um reequilíbrio do contrato”, diz.

O economista Fábio Giambiagi, especialista em contas públicas discorda. “Poderia haver uma normatização para que os estados pudessem emitir papéis junto ao mercado”, sugere Giambiagi. Dessa forma, continua ele, seriam criados títulos da dívida dos estados que ao serem vendidos serviriam como captação de recursos para o pagamento à União. No entanto, esta opção deixaria os estados à mercê dos humores do mercado financeiro, que hoje cobra juros menores, mas amanhã ninguém sabe.

Ou veja no link: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/um-pac-para-as-dividas-dos-estados-governos-querem-juros-143387-1.htm

Secretário reforça renegociação da dívida pública em entrevista com Joelmir Beting

sexta-feira, 26 de junho de 2009

LUCIANE MILDENBERGER E DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, em entrevista ao vivo, por telefone, na manhã desta quarta-feira (24.06) ao jornalista Joelmir Beting e ao radialista José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, reforçou a luta encampada por Mato Grosso em nível nacional pela reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. Eder disse que está aguardando a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir o assunto em uma reunião nas próximas semanas com dez secretários estaduais de Fazenda, conforme combinado anteriormente na presença do governador Blairo Maggi e do próprio secretário.

“Nós, secretários de Fazenda, iremos fazer um amplo detalhamento da proposta de renegociação da dívida dos Estados e municípios com a União. Esperamos que seja tomada alguma providência em relação ao assunto, sob pena do presidente Lula levar este ônus em sua vida pública, de não ter estendido a mão aos entes federados neste momento de crise”, disparou Eder Moraes. Questionado sobre o posicionamento do Estado paulista em relação à proposta de renegociação, o secretário afirmou que “o Estado de São Paulo está somando conosco, estamos conversando constantemente com o secretário Mauro Ricardo, e ele está na mesma linha de pensamento”, disse.

Moraes enfatizou que o movimento para aprovação da proposta, intitulado Investe Brasil, é travado fora do campo político. “A discussão está sendo extremamente técnica. O ministro Guido Mantega entende que não é o momento de fazer superávit primário, de se estar poupando muito. É hora de colocar recursos na economia real, de fazer girar e circular a riqueza, de gerar empregos e renda a população”, reiterou o secretário.

O chefe do Fisco mato-grossense convocou ainda a participação nacional para apoiar a aprovação da proposta junto a União. “Não queremos partir para uma briga jurídica. O atual modelo de juros compostos que está sendo praticado na dívida pública não se sustenta nem por cinco minutos. A união estabeleceu uma relação de agiotagem com os Estados e municípios. Somos da base aliada do Governo Federal, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, pontuou Moraes.

O secretário propôs uma alternativa para que o Governo Federal mantenha seu controle sobre os recursos. “Se a União não confia nos Estados para gerir estes recursos, pode-se criar um fundo regional com o dinheiro oriundo dos juros que são pagos de dívida pública. À medida que os recursos forem destinados ao fundo, os Estados e municípios apresentam seus projetos com valores proporcionais a contribuição que deram. Dessa maneira os recursos continuariam sobre a tutela da União, mas seriam realmente aplicados em infraestrutura”.

A proposta a ser apresentada ao ministro Guido Mantega retira o IGP-DI e IGP-M como indexadores, substituindo-os pelo IPCA; reduz para o máximo de 10% o comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas; e deixa claro que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos serão exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio.

A gravação da entrevista está à disposição dos ouvintes no site: www.radiobandeirantes.com.br

Maggi discute renegociação da dívida com ministro da Fazenda

terça-feira, 9 de junho de 2009

O governador Blairo Maggi se encontra nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e irá aproveitar para retomar a discussão sobre a renegociação da dívida, além da assinatura do Programa de Ajuste Fiscal, linha de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cobrar o repasse referente à Lei Kandir, prometido pelo governo Federal.

O Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal é renovado a cada três anos pelos estados que refinanciaram suas dívidas e apresentam metas anuais para um triênio. A cada ano é avaliado o cumprimento das metas e compromissos do exercício anterior. Na semana passada fiscais da Secretaria Nacional do Tesouro estiveram em Mato Grosso para analisar o cumprimento das metas.

O secretário de Fazenda, Eder Moraes, também participará do encontro e aproveitará para expor a proposta da renegociação da dívida, já aprovada pelo Conselho Nacional de Fazenda (Confaz).

O governo de Mato Grosso propõe a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos da dívida dos estados e municípios pelo período de dois anos (2009 e 2010), retirar o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) como indexador das dívidas dos estados e municípios com a Secretaria do Tesouro Nacional, ficando apenas os juros de 6% ao ano e reduzir de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida real para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nº 8.727/93 e 9.496/97.

Maggi também vai em busca de garantir os R$ 92,3 milhões do BNDES para o financiamento na compra de maquinários, repassados aos municípios.

O Estado cobra também o repasse de R$ 92,4 milhões prometidos pelo governo Federal através do Fundo de Exportação. O recurso já deveria ter chegado aos cofres públicos, porém até agora a União não liberou o dinheiro, o que tem prejudicado alguns projetos do Estado.

Eder faz levante para reduzir dívidas

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, é um dos líderes do movimento em âmbito nacional para diminuir os valores empregados com dívidas

Ao analisar os avanços implementados pela Secretaria Estadual de Fazenda no conjunto das políticas traçadas para elevar a arrecadação de Mato Grosso, o secretário Eder Moraes lança um ‘levante’ na defesa da revisão da dívida dos estados e municípios junto à União.

O movimento visa a assegurar, por meio da integração da sociedade, a abertura de um diálogo com o governo federal. A principal meta é garantir a adequação do pagamento das pendências a uma nova realidade econômica de estados e municípios. Eder critica a dura posição adotada pela União quando o tema é revisão dos débitos das unidades federativas.

O secretário destaca também a importância da conscientização da sociedade em relação ao correto pagamento dos tributos. Neste sentido, ressalta as inovações instaladas na Sefaz para coibir a evasão fiscal, por meio de sistema interligado que permite o cruzamento de dados. Éder acrescenta ainda a importância dos bons resultados obtidos pela atual gestão fiscal ao ressaltar o significado desse quadro para Mato Grosso, que assegura reflexos positivos no âmbito do desenvolvimento. Moraes pontua ainda a liderança de Mato Grosso em relação aos incentivos fiscais e redução tributária que, segundo ele, coloca o Estado à frente das outras unidades da federação em relação à Reforma Tributária. Nesta entrevista ao Diário, também analisa as possíveis conseqüências para o Estado sobre a crise na economia mundial. Avisa também sobre o estreitamento do cerco contra a evasão fiscal que será “reforçado” em 2009.

Leia a entrevista completa aqui

Fonte: Jornal Diário de Cuiabá