• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Revista ISTOÉ destaca proposta de renegociação das dívidas liderada por MT

terça-feira, 14 de julho de 2009

DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

A mídia nacional ouviu e continua repercutindo o chamado dos estados brasileiros. O grito pela renegociação das dívidas com a União, encampado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o secretário de Fazenda, Eder Moraes, encontrou espaço nesta semana na revista ISTOÉ, com a reportagem ‘Um PAC para as dívidas dos estados’, na seção Brasil. A matéria traz a proposta de redução em dois pontos percentuais nos 15% de destinação da receita liquida dos estados para o endividamento e a troca dos indexadores.

Maggi e Eder Moraes são apontados como os líderes do movimento que tomou dimensões nacionais com a aprovação da proposta no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A reportagem da jornalista Camila Pati ainda está em destaque no site da revista. Abaixo, o texto em sua íntegra.

Um PAC para as dívidas dos estados

Governos querem juros mais baixos e, em contrapartida, vão prometer mais investimentos

Camila Pati

Menos juros e mais obras. Nos próximos dias, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai receber essa proposta por parte dos secretários estaduais de Fazenda. Atentos à queda das taxas de juros, os estados vão cobrar do governo federal uma revisão nos contratos das dívidas com a União. Em jogo, um montante que chega a R$ 409 bilhões, total devido por estados e municípios ao Tesouro Nacional. Hoje, para pagar a dívida, cada estado desembolsa juros indexados ao IGP-DI (índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) mais 6% ao ano. Com um agravante: o cálculo é composto, ou seja, juros em cima de juros. Por lei, a receita líquida real pode ficar comprometida até o limite de 15% para honrar as prestações. Por conta desse “seqüestro na receita”, na opinião daqueles que são responsáveis pelo caixa dos estados, os investimentos são comprimidos.

Os secretários querem a redução de 2 pontos percentuais nos 15% de destinação da receita líquida real amarrados pelos contratos. E irão pedir a Mantega que o IGP-DI seja substituído pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) como indexador das dívidas. Nos últimos dez anos, o IGP-DI subiu entre 3% e 4% acima do IPCA. Em 2002, por exemplo, em meio à crise financeira, enquanto o IPCA alcançou 12,53%, o IGP-DI bateu 26,41%. Em contrapartida à troca do indexador, os estados prometem aplicar a sobra de recursos em obras de infra-estrutura.

A campanha nacional para renegociação dos contratos, batizada de Investe Brasil, é liderada pelo Mato Grosso. As propostas foram aprovadas, em abril, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda das 27 unidades da federação. As únicas abstenções foram o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Segundo o secretário de Fazenda do Mato Grosso, Éder Moraes, o motivo foi político. “Por serem governadores da base aliada ao Palácio do Planalto, não querem enfrentamento”, afirma. “Apoiamos o governo federal, mas separamos as coisas quando se trata de interesse nacional. Do jeito como os contratos estão hoje, é uma relação de agiotagem entre a União, os municípios e os estados”, justifica Moraes. Ele lembra que a iniciativa para o movimento surgiu depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao ouvir reclamações, sugerir ao governador Blairo Maggi (PR) a apresentação de propostas de renegociação da dívida.

“Em 98 devíamos R$ 3,179 bilhões, em 10 anos quitamos R$ 5,134 bilhões e continuamos devendo R$ 5,389 bilhões”, afirma Moraes. Ele calcula que se a alteração tivesse sido feita há dez anos, a economia do estado teria sido de R$ 2 bilhões - o suficiente, garante o secretário, para pavimentar estradas e acabar com o déficit habitacional. Segundo Moraes, as mudanças propostas estão de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Não estamos renegociando, e sim estabelecendo um reequilíbrio do contrato”, diz.

O economista Fábio Giambiagi, especialista em contas públicas discorda. “Poderia haver uma normatização para que os estados pudessem emitir papéis junto ao mercado”, sugere Giambiagi. Dessa forma, continua ele, seriam criados títulos da dívida dos estados que ao serem vendidos serviriam como captação de recursos para o pagamento à União. No entanto, esta opção deixaria os estados à mercê dos humores do mercado financeiro, que hoje cobra juros menores, mas amanhã ninguém sabe.

Ou veja no link: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/um-pac-para-as-dividas-dos-estados-governos-querem-juros-143387-1.htm

Maggi discute renegociação da dívida com ministro da Fazenda

terça-feira, 9 de junho de 2009

O governador Blairo Maggi se encontra nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e irá aproveitar para retomar a discussão sobre a renegociação da dívida, além da assinatura do Programa de Ajuste Fiscal, linha de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cobrar o repasse referente à Lei Kandir, prometido pelo governo Federal.

O Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal é renovado a cada três anos pelos estados que refinanciaram suas dívidas e apresentam metas anuais para um triênio. A cada ano é avaliado o cumprimento das metas e compromissos do exercício anterior. Na semana passada fiscais da Secretaria Nacional do Tesouro estiveram em Mato Grosso para analisar o cumprimento das metas.

O secretário de Fazenda, Eder Moraes, também participará do encontro e aproveitará para expor a proposta da renegociação da dívida, já aprovada pelo Conselho Nacional de Fazenda (Confaz).

O governo de Mato Grosso propõe a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos da dívida dos estados e municípios pelo período de dois anos (2009 e 2010), retirar o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) como indexador das dívidas dos estados e municípios com a Secretaria do Tesouro Nacional, ficando apenas os juros de 6% ao ano e reduzir de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida real para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nº 8.727/93 e 9.496/97.

Maggi também vai em busca de garantir os R$ 92,3 milhões do BNDES para o financiamento na compra de maquinários, repassados aos municípios.

O Estado cobra também o repasse de R$ 92,4 milhões prometidos pelo governo Federal através do Fundo de Exportação. O recurso já deveria ter chegado aos cofres públicos, porém até agora a União não liberou o dinheiro, o que tem prejudicado alguns projetos do Estado.

Empresários paulistas entram na defesa pela renegociação da dívida pública

segunda-feira, 18 de maio de 2009

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Símbolos do mercado financeiro brasileiro, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Fundação Getúlio Vargas, a sede do banco Itaú, e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), serviram como cenário para a proposta de renegociação da dívida dos Municípios e Estados com a União encampada por Mato Grosso. Um grupo de empresários paulistas distribuiu na última quinta-feira (14.05) o reprinte da revista ISTOÉ Dinheiro com a reportagem ‘Mato Grosso lidera movimento nacional para trocar juros por obras’. Eles convocaram a população para aderir à proposta que ajudaria no desenvolvimento do país e a retomada dos empregos e renda.

 

“A proposta de renegociação está tendo uma aceitação muito grande nacionalmente, principalmente em São Paulo, um dos Estados mais afetados com a crise internacional. Com a diminuição dos juros e extinção dos atuais indexadores da dívida, os Estados e Municípios terão mais recursos para investir em obras de infraestrutura e alavancar a geração de empregos”, argumentou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes.

 

Historicamente, os investimentos em infraestrutura básica no período pós constituição federal, ou seja, da década de 90 até hoje, estão sendo realizados 80% pelos Municípios e Estados, explicou o assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), Vivaldo Lopes. A união tem arcado com apenas 20% de todos os investimentos no segmento. “Uma das bandeiras federais que poderia mudar esta realidade foi erguida com o Programa de Acelaração do Crescimento (PAC), porém, até agora, os recursos aplicados não chegam a 10% dos previstos inicialmente”, enfatizou.

 

Situando o volume de investimentos do Governo Federal, somente o Estado de São Paulo investe em infraestrutura mais que a União em todo o país. “Muitas pessoas perderam os empregos na região sudeste devido a retração na demanda internacional por produtos industrializados. A renegociação ganha espaço como alternativa tanto para os trabalhadores como para a União neste momento”, reforçou Eder Moraes.

 

A dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança mais de R$ 340 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O dinheiro estaria sendo utilizado principalmente para obtenção do superávit primário e o resgate de títulos da dívida pública brasileira. São estes R$ 4,8 bilhões que poderiam estar sendo aplicados diretamente pelos Estados e Municípios para a construção de obras, movimentando a economia e contribuindo para a superação da crise financeira internacional.

 

Se a proposta for aprovada em sua íntegra pelo Governo Federal, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras. Seria possível asfaltar cerca mil quilômetros todos os anos com este valor, por exemplo. A proposta já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e pelo Colegiado de Presidentes da Assembleias Legislativas de todo o país.

 

Fonte: Daniel Dino - ASC/Sefaz-MT

SP vai promover luta política para apoiar bandeira desfraldada por MT

quarta-feira, 13 de maio de 2009

SÃO PAULO (SP) – A proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios brasileiros defendida há mais de um ano pelo Governo de Mato Grosso foi apresentada pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, em sessão solene no dia 08 de maio, na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante o VI Encontro do Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas. A abertura do evento contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Michel Temer (PMDB-SP), que defendeu a descentralização da União, chegando aos Estados e municípios. “Esta é a melhor forma de governar”, afirmou o deputado.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e presidente do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas e da Câmara Distrital, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), agradeceu a presença de Mato Grosso, que acolheu o convite de participar do evento e expor a luta que vem travando em todo país pela redução dos juros da dívida pública cobrados pela União. O presidente lembrou, inclusive, que a proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

Segundo Alberto Coelho, o colegiado tem interesse na celeridade da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 351/09, que altera o artigo 100 à Constituição Federal e acrescenta o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e municípios. Ele também leu a minuta de um documento de defesa dos estados federados, que trata da revisão da dívida dos Estados com a União, com redução dos juros.

NOVOS INDEXADORES

Ao defender a proposta encampada pelo governador Blairo Maggi, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, lembrou que já faz algum tempo que Mato Grosso vem travando essa luta por menos juros e mais empregos aos estados e municípios brasileiros. “É uma luta um pouco inglória, mas que não desistimos. Lutamos com muita força e disposição, angariando ao longo do caminho muitos adeptos, como políticos, empresários, movimento sindical, estudantes, entre outros, que acreditam em nossa proposta”, disse.

Conforme Eder Moraes, a luta pela redução dos juros terá que ganhar as ruas. “Os ‘caras pintadas’ vão ter que voltar às ruas e pedir mais empregos e menos juros”, destacou, ao explicar que a reivindicação de Mato Grosso não é pela prorrogação do prazo para pagamento das dívidas, mas pela mudança do indexador para o IPCA, índice oficial que mede a inflação do Brasil.

“Atualmente a correção da dívida feita pela União é de juros sobre juros”, afirmou o secretário de Fazenda, ao mostrar dados da dívida pública de Mato Grosso. Segundo os números apresentados, em 1998 a dívida do Estado com a União era de R$ 3,17 bilhões, foram pagos R$ 5,13 bilhões e o Estado ainda devia, em 2008, R$ 5,38 bi. “Temos que colocar um fim nisso, sob pena de travar o desenvolvimento do Brasil. É insuportável, por isso a importância da mobilização”, alertou Moraes aos presidentes das Assembleias Legislativas do país.

O secretário Eder Moraes foi convincente em sua apresentação. Tanto que a repercussão foi imediata, principalmente por parte do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Antônio Barros Munhoz, que conduziu os trabalhos. “O secretário de Fazenda de Mato Grosso chamou a atenção para verdades tão contundentes. Ele tocou no ponto fundamental para o fortalecimento dos Estados”, afirmou. “De nada adianta termos legislativos fortes com Estados fracos”, enfatizou. O deputado estadual, recém eleito por unanimidade para a Presidência da Assembléia, afirmou que pretende comandar “uma luta política” para avançar com a bandeira desfraldada por Mato Grosso. “São Paulo já está com Mato Grosso nessa luta para aprovarmos as mudanças que são necessárias na renegociação da dívida”, garantiu Barros Munhoz.

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Fernando Toledo, também se manisfestou sobre o assunto: “O posicionamento do secretário Eder Moraes foi objetivo, conciso e prático. Ele tocou em um ponto fundamental da mudança do indexador nas dívidas estaduais. Hoje, o modelo é desigual e draconiano. É preciso mudar esta realidade”, destacou.

Toledo enfatizou que no estado de Alagoas a situação é de insolvência. “Somos um dos menores estados da federação e devemos R$ 7 bilhões à União. Nossa situação é comparável a do Rio Grande do Sul, que também sofre muito com este modelo. O secretário Eder foi correto ao afirmar que vai ser preciso uma ampla mobilização popular para mudar o sistema de parcelamento da dívida. Alagoas respalda a posição de Mato Grosso”, reiterou o deputado.

REFORÇO

O secretário de Estado de Fazenda de Minas Gerais, Simão Cirineu, reforçou a necessidade de renegociação das dívidas: “Fala-se em redução do rendimento da poupança, mas não em diminuição dos juros das dívidas dos Estados”. Ele informou que Minas Gerais fez a opção de reduzir o pagamento da dívida em 2%, o que, segundo o secretário, significa R$ 5 bilhões liberados para investimentos e geração de empregos, por exemplo.

A dívida de Estados com a União está estimada atualmente em R$ 348 bilhões. Os municípios devem R$ 52,4 bilhões. O arranjo estabelecido em 1997 entre governo federal e os entes federados definiu a taxa de juros de 6% ao ano para os Estados e 9% ao ano para os municípios.

Acompanhou o secretário Eder Moraes a São Paulo o assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, Vivaldo Lopes.

Fonte: Luciane Mildenberger/ASC SEFAZ-MT

Eder convence presidentes das Assembleias Legislativas sobre renegociação das dívidas

quarta-feira, 13 de maio de 2009
Eder Moraes apresenta proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios brasileiros no 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas

Eder Moraes apresenta proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios brasileiros no 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas

SÃO PAULO (SP) - Foi convincente e consistente a apresentação do secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, sobre a redução de juros dos serviços da dívida pública dos estados e municípios aos presidentes dos parlamentos estaduais presentes no 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas, nesta sexta-feira (08.05), em São Paulo (SP). O secretário explanou sobre a proposta de renegociação da dívida dos estados com a União, defendida pelo governador Blairo Maggi há mais de um ano.

A repercussão foi imediata, principalmente por parte do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Antônio Barros Munhoz, que conduziu os trabalhos. “Jovem e brilhante secretário de Fazenda de Mato Grosso chamou a atenção para verdades tão contundentes. Brilhante apresentação”, afirmou.

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Fernando Toledo, também se manisfestou sobre o assunto: “O posicionamento do secretário Eder Moraes foi objetivo, conciso e prático. Ele tocou em um ponto fundamental da mudança do indexador nas dívidas estaduais. Hoje, o modelo é desigual e draconiano. É preciso mudar esta realidade”, destacou o deputado.

Segundo Toledo, no estado de Alagoas a situação é de insolvência. “Somos um dos menores estados da federação e devemos R$ 7 bilhões à União. Nossa situação é comparável a do Rio Grande do Sul, que também sofre muito com este modelo. O secretário Eder foi correto ao afirmar que vai ser preciso uma ampla mobilização popular para mudar o sistema de parcelamento da dívida. Alagoas respalda a posição de Mato Grosso”, reiterou

A proposta de renegociação das dívidas dos estados já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

Fonte: Luciane Mildenberger/ASC SEFAZ-MT

Carta de São Paulo pede renegociação de dívidas dos Estados

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A redução dos juros das dívidas dos Estados com a União, mudanças na Constituição Federal para regras sobre precatórios e revisão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre combustíveis são as principais reivindicações da Carta de São Paulo, documento aprovado na tarde desta sexta-feira (08.05) no VI Encontro do Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), que está à frente do colegiado, comandou os trabalhos na capital paulista. Vinte Estados estiveram representados no evento, que contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP).

A seguir, a íntegra da Carta de São Paulo:

“O Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas, reunido na cidade de São Paulo, nos dias 7 e 8 de maio de 2009, defende a imediata adoção de medidas com vistas à recuperação da capacidade de investimento dos Estados, em resposta ao impacto da crise econômica nas finanças estaduais.

Este Colegiado apresenta algumas medidas, que considera necessárias para amenizar o problema vivido pelos Estados. São elas:

- A renegociação das dívidas dos Estados com a União, tendo em vista a inadequação dos contratos firmados entre 1996 e 1999, em face da realidade atual. Dessa forma, propõe a redução da taxa de juros contratual e o direcionamento de parte do valor utilizado no pagamento da dívida para obras de infraestrutura nos próprios Estados. Tal medida contribuiria de forma importante com o esforço empreendido pelos Estados de estímulo à atividade econômica e à geração de emprego e renda, em resposta aos efeitos nefastos da crise financeira nas economias locais. Vale lembrar que apenas 20% dos investimentos públicos do país são realizados pela União e que os Estados, com as receitas reduzidas, o custeio dos serviços públicos comprometido e os projetos de investimento tolhidos ou até mesmo suspensos, vêm se transformando em verdadeiros financiadores da União;

- A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 351, em tramitação na Câmara dos Deputados, que altera a regra de pagamento dos precatórios, na forma aprovada pelo Senado Federal. Essa Emenda é de extrema relevância para os Estados e Municípios, tendo em vista o crescimento do estoque da dívida de precatórios, decorrente da incidência de juros reais de até 24% ao ano e do reiterado confisco de recursos financeiros promovido por meio de decisões judiciais. Esta realidade contribui fortemente para inviabilizar em grau crescente a gestão financeira de Estados e Municípios;

- A revisão da alíquota da Cide, uma vez que o preço do petróleo no mercado internacional se encontra no nível mais baixo dos últimos anos, não mais justificando a atual redução para o País.

- O fim da compensação de tributos entre a União e a Petrobrás, que venha a provocar a redução das transferências de recursos aos estados e municípios. No primeiro trimestre desse ano, a União permitiu que a Petrobrás compensasse créditos tributários, reduzindo em 90% o repasse dessa contribuição aos Estados e Municípios.

- O cumprimento efetivo da Lei Kandir, de forma a garantir aos estados mineradores a compensação das perdas do ICMS decorrentes de suas exportações.

Reafirmamos, por fim, a necessidade de construção de um novo pacto federativo, fundado na compatibilização do poder central com a autonomia dos entes federados, na repartição mais equânime de encargos e de recursos, na responsabilidade mútua e compartilhada, na interdependência, equilíbrio e espírito de cooperação.

Nesse sentido, propomos também alterações na legislação, a fim de garantir que os legislativos estaduais possam executar os serviços de radiodifusão de sons e de sons e imagens, analógico e digital.

Os Parlamentos Estaduais e do Distrito Federal cumprem, assim, seu papel de discutir e encaminhar soluções para os problemas de relevante interesse público, de contribuir para a construção de uma convivência mais harmônica entre os entes federados e de zelar pelo contínuo aprimoramento das instituições democráticas.

São Paulo, 8 de maio de 2009

Presenças - Participaram do encontro do Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas os presidentes das Assembleias de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP); do Amapá, Jorge Amanajás (PSDB); do Amazonas, Belarmino Lins de Albuquerque (PMDB); da Bahia, Marcelo Nilo (PSDB); do Ceará, Domingos Filho (PMDB); do Distrito Federal, Élcio Álvares (DEM); do Maranhão, Marcelo Tavares (PSB); do Pará, Domingos Juvenil (PMDB); da Paraíba, Arthur Cunha Lima (PSDB); do Pernambuco, Guilherme Uchôa (PDT); do Piauí, Themistocles Filho (PMDB); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PSDB); do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PMN); de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB); e do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), além de representantes dos presidentes dos Legislativos de Roraima, deputado Chico Guerra, e do Sergipe, o diretor-geral Marcos Sampaio. Também participou o 1º-vice-presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), deputado Clóvis Ferraz (DEM/BA). 

Fonte:Assessoria AL/MG

MT apresenta proposta de reestruturação das dívidas no Confaz

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresentará nesta quinta-feira (02.04), na 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina, no Piauí, a proposta do Estado de reestruturação da dívida acumulada de cerca de R$ 400 bilhões das unidades da federação e municípios com a União. A 133ª edição do Confaz começou hoje (01.04) e será realizada até esta sexta-feira (03.04).

A proposta de Mato Grosso defende a redução de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nºs 8.727/93 e 9.496/97; a exclusão do IGP-DI como indexador inflacionário dos contratos da dívida dos estados e municípios; e a aplicação dos recursos poupados somente em investimentos, não podendo ser gastos com despesas correntes.

Mentor do projeto, Eder Moraes vai demonstrar que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, estados e municípios poderão reduzir o comprometimento de suas receitas líquidas com o pagamento das parcelas e, dessa forma, aplicar os recursos poupados em infraestrutura e programas sociais.

Nesse contexto, o Governo de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil, cuja finalidade é buscar apoiadores à proposta, por meio da adesão a um abaixo-assinado virtual. A ideia é colher um milhão de assinaturas e entregá-las ao presidente Lula. O abaixo-assinado está sendo feito pelo site www.movimentoinvestebrasil.com.br.

A reunião do Confaz reúne todos os secretários estaduais da Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil, representantes do Ministério da Fazenda, da Receita Federal, da Procuradoria da Fazenda, da Secretaria do Tesouro Nacional e técnicos tributários de todos os estados.

PROGRAMAÇÃO

Na programação desta quarta-feira (01.04) da 133ª edição do Confaz está a reunião do Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), formado por gestores da área financeira de todas as Secretarias de Fazenda do Brasil.

Na quinta-feira (02.04) será realizado o Pré-Confaz, no qual, além da apresentação da proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios com a União, haverá explanação sobre o Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e sobre o resultado dos trabalhos do Gefin, entre outras pautas. O Pré-Confaz terá a participação do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustín e da representante do BID, Fátima Cartaxo.

Já na sexta-feira (03.04) será realizada a reunião ordinária do Confaz, em que os secretários deliberarão sobre as pautas tributárias de interesse dos estados. De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi, o assessor econômico Vivaldo Lopes e o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta.

SOBRE O CONFAZ

O Conselho Nacional de Política Fazendária é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de debater questões de natureza econômica, fiscal e tributária. Tem como missão elaborar políticas e harmonizar procedimentos e normas inerentes ao exercício da competência tributária dos estados e do Distrito Federal.

Estados pedem revisão de dívidas com a União

quarta-feira, 18 de março de 2009

Com o fim iminente do subsídio federal, pelo menos 13 das 27 unidades da Federação já discutem meios de realizar repactuação dos contratos

De olho na queda dos juros prevista para os próximos meses, governadores e prefeitos decidiram que vão cobrar do governo federal uma nova renegociação das dívidas dos Estados e dos municípios com a União. Em pelo menos 13 das 27 unidades da federação, já estão sendo discutidos meios de se realizar essa repactuação, como a ocorrida em 1997.

“Não tem cabimento agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aquele que passou a prevalecer”, afirmou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ele se referia à possibilidade de que, pela primeira vez em mais de 10 anos, os juros cobrados dos Estados deixarem de ser subsidiados, ou seja, inferiores à taxa Selic. Para o governador paulista, a taxa básica de juros precisa cair ainda mais e essa discussão sobre as dívidas públicas terá de acontecer.

“Esse é um problema que ou já apareceu ou vai aparecer, na medida em que os juros declinam”, declarou Serra. “E quero dizer que é necessário que os juros declinem para que a economia brasileira não continue nesse mergulho para baixo.”

Hoje, o custo da dívida renegociada é de 6% ao ano mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), a inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas. Se a Selic (taxa básica de juros da economia) ficar abaixo de 6% ao ano, em termos reais (descontada a inflação), os governos estaduais e municipais estarão subsidiando a União - ou seja, o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

O prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), também defende a flexibilização da dívida. Com um gasto mensal de mais de R$ 200 milhões para honrar essa dívida, Kassab afirmou ontem em Brasília que tem o “maior interesse em encontrar um caminho para atenuar um pagamento tão pesado” - o que não aconteceria com a mudança dos juros, mas com a alteração na parcela da receita líquida atualmente destinada ao pagamento da dívida (13%).

O prefeito, porém, diz ser contra qualquer alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para que essa renegociação seja efetivada. “É fundamental para o País que essa fique como está. Ela veio para ficar”, disse Kassab.

É que, para fazer uma nova renegociação das dívidas, o governo teria de propor uma mudança da LRF, pois seu artigo 35 proíbe a realização de operação de crédito entre um ente e outro da Federação, “ainda que sob a forma de novação (uma nova dívida para substituir a anterior), refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente”.

O governo da Bahia tem mesma posição. O secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins, afirma que o governador Jaques Wagner (PT) é favorável à renegociação dos contratos, “mas sem rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Investimentos

Em São Paulo, na Bahia e em Mato Grosso, os governos defendem redução das parcelas mensais de pagamento da dívida. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, explica que o Estado já aderiu ao movimento liderado pelo Mato Grosso de pedir a renegociação das dívidas, desde que haja comprometimento de que os recursos que deixarem de ser pagos à União sejam usados em investimentos em infraestrutura, para atenuar os efeitos da crise.

“Em vez de pagar juros altíssimos à União, poderíamos ter esses recursos circulando na economia real, para garantir a perenidade dos empregos e gerar novos postos de trabalho”, afirma Eder Moraes, secretário da Fazenda do Mato Grosso.

Outros Estados que confirmaram que defenderão uma nova renegociação das dívidas são Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), se declararam indecisos.

Contraproposta

O coordenador do Grupo dos Gestores Financeiros (Gefin), órgão auxiliar do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cesar Ferreira, disse ontem que até sexta-feira apresentará aos secretários de Fazenda dos Estados uma minuta, em que são propostas algumas alterações no trato das dívidas com a União. Entre as propostas está uma reivindicação antiga, que é a mudança do indexador do IGP-DI para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

RJ e ES contra proposta

Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos do PMDB, declaram-se contrários à ideia de renegociar os contratos das dívidas dos Estados com a União. “Acho extremamente delicado abrir uma discussão dessas em um momento em que o País acabou de receber completamente os efeitos no mercado de trabalho em dezembro e agora com os números do PIB, com queda de receitas da União, dos Estados e dos municípios”, avaliou Hartung. “Em uma hora dessas, não ajuda o País”.

Para o governador capixaba no momento, “os entes federados devem cortar custeio, controlar despesas e ver o que é possível investir, sobretudo em setores que gerem maciçamente empregos”. Cabral propõe alternativas para o momento. “Talvez, no curto prazo, os mais importantes seja p Ministério da Fazenda dar mais espaço de endividamento sempre que os limites estejam baixos do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso pode ter um efeito maior do que abrir uma grande discussão”, afirmou.

“No curto prazo, o teto de 13% (de receita para pagamento da dívida) protege os Estados, e se de real não se precisar mais, o IGP-DI mais 6% ainda se compra com custo de financiamento da União”, diz Cabral.

Fonte: O Estado de São Paulo