• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Maggi vai tentar apoio da União

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Governador de Mato Grosso quer utilizar seu prestigio para conseguir desafogar as finanças públicas dos Estados e Municípios

O Governo do Estado começa um esforço concentrado para convencer o governo Federal de que é possível se acatar a proposta de Medida Provisória aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e referendada pelo Conselho Nacional de Secretários de Planejamento (Conseplan) que prevê a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios, reduzindo o juros e promovendo ajustes necessários. “No momento da renegociação, 1993 e 1997 o ambiente econômico era diferente, com um câmbio fixo, uma taxa Selic de 19,5%/ano e uma Inflação de 17%. Hoje a regra é 6% mais o IGP-DI que promovem verdadeiros juros draconianos”, explicou o governador Blairo Maggi que agendou um encontro com a ministra Dilma Roussef e vai levar a proposta para o presidente Lula.

Maggi vai ainda pedir apoio de todos os senadores e deputados federais de Mato Grosso, além de outros integrantes do Congresso Nacional que conhece para defenderem a proposta apresentada pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes e que irá implementar mudanças que permitam a sobra de recursos nos caixas dos Tesouros Estaduais e Municipais, além de garantir que essa sobra seja utilizada apenas em obras de infra-estrutura, visando a geração de emprego e renda.

O secretário apontou que a proposta mantém um fluxo constante de recursos para a União com o recolhimento do principal da dívida, desafoga Estados e municípios e aquece a economia. “Todos estão vendo que a proposta, além de promover uma saída para o aperto nas finanças públicas vai ajudar na consolidação econômica do país”, disse Eder Moraes apontando que o artigo 35 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o 43 da Resolução do Senado que trata do endividamento, preveem a recomposição e reestruturação do financiamento para permitir o equilíbrio econômico dos contratos.

Brunetto quer o PT a favor da rolagem

O vice-líder do Governo na Assembléia, deputado Ademir Brunetto (PT) defendeu que o seu partido em Mato Grosso encaminhe expediente para a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e para a Presidência da República, referendando a proposta de Mato Grosso já assumida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que representa todos os Estados quanto a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios.

“A questão do endividamento público de Estados e Municípios sempre foi uma das principais lutas que o PT enquanto oposição defendeu ardorosamente e agora chegou o momento do discurso dar lugar a prática e encontrar uma solução definitiva que interessa a todos, pois nós vivemos nos Estados e nos municípios, então quanto melhor for a capacidade dos administradores, melhor será a situação do conjunto”, explicou Brunetto.

O deputado acrescentou ainda que a proposta é viável por prever investimentos em infraestrutura que geram emprego e renda e não deixa de recolher parte do que é devido a União, portanto, “o governo vai abrir mão de juros em prol da sociedade”, disse.

Fonte: A Gazeta

Silval e Eder vão até Sarney e Temer

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Se por um lado o governador Blairo Maggi tenta convencer os membros do Governo Federal, de outro lado o vice-governador e o secretário de Fazenda, Silval Barbosa (PMDB) e Eder Moraes, respectivamente, apresentam a minuta da medida provisória da proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios com a União aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, ambos do PMDB. A expectativa é que os presidentes das duas casas do Congresso apóiem a proposta e ajudem a sensibilizar o presidente Lula a editar a medida

Mato Grosso defende que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, os estados e municípios possam reduzir o comprometimento de suas receitas e, dessa forma, aplicar os recursos em infraestrutura e no social.

“A proposta garante dias melhores para as futuras gerações, com mais possibilidades de emprego e renda, sem deixar de pagar a União”, assinala o secretário de Fazenda.

Caso o projeto seja implementado, Mato Grosso vai economizar aproximadamente R$ 300 milhões/ano. A dívida acumulada dos estados e municípios com a União soma cerca de R$ 450 bilhões, sendo que Mato Grosso devia em 1998, R$ 3,8 bilhões, pagou R$ 5,1 bilhões e deve hoje R$ 5,4 bilhões. “Os contratos da dívida, deixaram de ser subsídios e passaram e ser uma relação de agiotagem”, destaca Eder.

Audiência pública está assegurada

O senador Jaime Campos (DEM), confirmou que já foi solicitado da Mesa Diretora do Senado Federal uma audiência pública para que o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresente a proposta de reestruturação das dívidas dos Estados e Municípios com a União, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele ponderou que a proposta é consistente e já movimenta boa parte dos senadores que desejam encontram soluções para a crise.

“Espero o quanto antes marcar a audiência e colocar o assunto na pauta do Senado Federal que legitimamente é quem tem a prerrogativa de tratar da questão do endividamento dos Estados e dos Municípios”, disse Jaime apontando que foi governador e prefeito e conhece a realidade das dívidas e da falta que os recursos fazem no dia a dia da administração pública.

Jaime lembrou que a proposta de Mato Grosso, já é de todos os Estados e município e tem um ingrediente a mais na solução de problemas, a exigência dos recursos economizados serem destinados para obras de infraestrutura e ações sociais visando a geração de emprego e renda.

Fonte: A Gazeta

Estados pedem medida provisória para renegociar acordos da dívida

sábado, 4 de abril de 2009

O Estado de São PauloPrimeiro os prefeitos, agora os governadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentará uma nova batalha pela busca de mais recursos do Tesouro. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em reunião realizada em Teresina (PI), na quinta-feira, aprovou, por unanimidade, os termos da minuta de uma medida provisória, a ser apresentada nos próximos dias ao Planalto e ao Congresso, com 11 pontos que tratam da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios. O Confaz reúne os secretários de Fazenda dos Estados.

As duas principais reivindicações dos Estados são a substituição do indexador - de IGP-DI para IPCA - nos contratos de refinanciamento das dívidas com a União e a redução do limite de comprometimento da receita líquida com esses pagamentos. “Isso vai permitir que os Estados e municípios brasileiros recuperem um pouco a sua capacidade de investimento”, declarou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, um dos articuladores da proposta. A pressão para a renegociação das dívidas dos Estados, a partir da projeção de forte queda da taxa básica de juros da economia (Selic), foi antecipada pelo Estado em março.

Moraes advertiu que, se o Planalto se mostrar insensível à proposta, como indicou o Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que esteve presente ao fim da reunião e se posicionou contra a sugestão de medida provisória, os Estados se juntarão aos municípios e promoverão manifestações em todo o País. A mobilização para uma campanha intitulada Menos Juros e mais Empregos já estaria sendo feita e teria ajuda das centrais sindicais e dos estudantes, que voltariam às ruas.

Na reunião, de acordo com Eder Moraes, os secretários de Fazenda lembraram que o presidente Lula está oferecendo recursos para a criação de um fundo internacional de combate à crise. “Se tem dinheiro para dar para um fundo internacional, por que não socorrer primeiro a economia doméstica?”, argumentou Moraes.

O secretário mato-grossense explicou que a troca do IGP-DI pelo IPCA como indexador das dívidas resultará em redução de 30% do saldo devedor. Segundo ele, a soma de IGP-DI mais o juros de 6,05% anuais (custo da dívida dos Estados renegociada com o Tesouro) está na casa de 17% ao ano. “Ou seja, começou a virar uma relação de agiotagem”, ressaltou. Para ele, o que era subsídio em 1998, quando as dívidas dos Estados e municípios foi renegociada, tornou-se hoje “inaceitável”, diante da nova realidade macroeconômica brasileira e a queda progressiva da taxa Selic.

COMPROMETIMENTO

Outro ponto da minuta de medida provisória pede a redução do comprometimento da receita líquida real dos Estados. “Em alguns Estados, que estão com 15% de comprometimento da receita, queremos que reduza para 13%. Nos casos em que (o comprometimento) está em 13%, queremos que caia para 11%”, afirmou.

“Se a Secretaria do Tesouro Nacional continuar refratária à nossa proposta, significa que o governo está dando um recado muito claro ao Brasil de que está inibindo a geração de empregos e os investimentos do País”, disse Moraes. Por isso, esclareceu, o Confaz levará a proposta “por cima”, aos presidentes do Senado e da Câmara e aos ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, e do Planejamento, Paulo Bernardo.

Ao citar trechos da minuta de MP, o secretário informou que os Estados se comprometerão a utilizar os recursos que economizarem com o pagamento da dívida apenas em investimentos e em programas sociais.

“Não podem ser destinados ao custeio da máquina pública. Esse dinheiro será destinado à base da economia real, para estimular o crescimento, gerar emprego, renda e voltar aos cofres públicos na forma de impostos”, afirmou. “É essa ciranda que precisa ser retroalimentada e não a ciranda do mercado financeiro.”

Fonte: O Estadão

MT aprova no Confaz proposta de reestruturação da dívida dos estados e municípios

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eder Moraes e Blairo Maggi

A proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios brasileiros apresentada por Mato Grosso nesta quinta-feira (02.04) ao Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), durante a 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina (PI), foi acolhida na integralidade pelo grupo e aprovada por unanimidade pelos secretários estaduais de Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil. Na ocasião, foi editada minuta de uma Medida Provisória (MP) com os pontos de consenso, que será apresentada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), presidência da República, Senado e Câmara Federal.

Segundo o secretário de Fazenda de Mato Grosso e mentor da proposta, Eder Moraes, no contexto da trajetória descendente da Dívida Corrente Líquida (DCL) em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) dos estados, DF e municípios, e dos esforços do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), que resultaram no equilíbrio das contas públicas, os contratos firmados com a União se desatualizaram, não acompanhando o novo cenário econômico e financeiro. “Diante disso, apresentamos a proposta ao Gefin e aos secretários de Fazenda, onde foi conjuntamente implementada e consolidada para fazermos a defesa frente ao governo federal”, afirmou Moraes.

Assim que a proposta foi aprovada, o secretário de Fazenda entrou em contato com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o vice-governador, Silval Barbosa, para comunicar a decisão. “É uma façanha de alguém pré-determinado a executar uma missão do governo”, diz Eder. Os próximos passos incluem marcar uma visita à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, respectivamente. Além disso, o senador Jaime Campos também vai convocar uma audiência pública para debater o assunto.

“O governador e o vice-governador estão à frente da proposta encabeçada por Mato Grosso, que hoje é referência em todo o país, e defendida através do pelotão de elite da Fazenda mato-grossense, que atendeu a solicitação de buscar todos os meios possíveis de discussão desse tema tão importante para todo o país. Em pouco tempo conquistamos um espaço muito grande e hoje também contamos com o apoio do coordenador do Gefin, Cesar Ribeiro Ferreira, do coordenador do subgrupo Dívida, Silvio Vieira da Luz, e dos secretários de Fazenda do país, que estão a postos para nos ajudar nesta luta que envolve todos os estados e municípios brasileiros”, informou Eder Moraes.

Entre as propostas que fazem parte da Medida Provisória estão:

1) Mudança do indexador de IGP-DI para IPCA (contrato de refinanciamento com base na Lei 9496/97), o que resultará em desobrigação estimada de 30% do saldo devedor;

2) O atraso no pagamento da prestação do contrato, implicará taxa SELIC sobre o valor da parcela mensal, durante o período em que durar a inadimplência;

3) Considerar no intra-limite da dívida, a comissão do agente do contrato da Lei 9496/97, inclusive as dívidas de parcelamento com INSS das autarquias e fundações, com vencimento até 30/01/2006, constituídas ou não, inscritas ou não em dívida ativa, incluídas as que estiverem em fase de execução fiscal ajuizada, e as que tenham sido objeto de parcelamento anterior não integralmente quitado ou cancelado por falta de pagamento;

4) Readequar o cálculo da Receita Líquida Real (RLR) para exclusão: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), Fundo de Combate à Pobreza e repasses do Fundo Nacional de Saúde (Gestão Plena Sistema Estadual Saúde);

5) Redução no desembolso do intra limite com o serviço da dívida em até dois pontos percentuais;

6) Adequar a cláusula penal contida nos contratos, excluindo duplicidades e imposição de sanções não compatíveis com o art. 413 do Código Civil vigente;

7) Limitar os juros dos contratos das Leis 8727/93 e 9496/97, ao percentual de 4% ao ano:

8) Exigir a aplicação do Decreto n. 22.626/33 e da Súmula 121 do STF, no que tange a proibição de contagem de juros sobre juros;

9) Adotar para o cálculo das prestações dos contratos de refinanciamento o Sistema Linear Ponderado, que pauta pela aplicação dos juros simples, em substituição a incorporação de juros sobre juros;

10) A remuneração do agente financeiro (BB) no Contrato da Lei nº 8727/93 passa a ser de 0,01% ao ano, calculada sobre os saldos devedores, a ser paga mensalmente, e,

11) Os ganhos financeiros obtidos na MP serão aplicados em investimentos.

PARTICIPAÇÃO

De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi; o assessor econômico Vivaldo Lopes, o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta; o superintendente de Gestão Financeira Estadual, Mauro Nakamura Filho; a superintendente de Gestão do Endividamento Público, Inês Stringheta; o superintendente de Gestão da Contabilidade do Estado, Luiz Marcos de Lima; a técnica da Área Instrumental do Governo, Angelica Wandermurem Scheidegger, da Coordenadoria de Planejamento e Análise de Encargos Gerais do Estado (CPAE); e os agentes de Tributos Estaduais Dilson Benedito, da Superintendência de Gestão da Contabilidade do Estado, e Lucimar Regina Padoan Frois Santiago, da Assessoria de Relações Federativas Fiscais.

MT apresenta proposta de reestruturação das dívidas no Confaz

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresentará nesta quinta-feira (02.04), na 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina, no Piauí, a proposta do Estado de reestruturação da dívida acumulada de cerca de R$ 400 bilhões das unidades da federação e municípios com a União. A 133ª edição do Confaz começou hoje (01.04) e será realizada até esta sexta-feira (03.04).

A proposta de Mato Grosso defende a redução de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nºs 8.727/93 e 9.496/97; a exclusão do IGP-DI como indexador inflacionário dos contratos da dívida dos estados e municípios; e a aplicação dos recursos poupados somente em investimentos, não podendo ser gastos com despesas correntes.

Mentor do projeto, Eder Moraes vai demonstrar que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, estados e municípios poderão reduzir o comprometimento de suas receitas líquidas com o pagamento das parcelas e, dessa forma, aplicar os recursos poupados em infraestrutura e programas sociais.

Nesse contexto, o Governo de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil, cuja finalidade é buscar apoiadores à proposta, por meio da adesão a um abaixo-assinado virtual. A ideia é colher um milhão de assinaturas e entregá-las ao presidente Lula. O abaixo-assinado está sendo feito pelo site www.movimentoinvestebrasil.com.br.

A reunião do Confaz reúne todos os secretários estaduais da Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil, representantes do Ministério da Fazenda, da Receita Federal, da Procuradoria da Fazenda, da Secretaria do Tesouro Nacional e técnicos tributários de todos os estados.

PROGRAMAÇÃO

Na programação desta quarta-feira (01.04) da 133ª edição do Confaz está a reunião do Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), formado por gestores da área financeira de todas as Secretarias de Fazenda do Brasil.

Na quinta-feira (02.04) será realizado o Pré-Confaz, no qual, além da apresentação da proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios com a União, haverá explanação sobre o Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e sobre o resultado dos trabalhos do Gefin, entre outras pautas. O Pré-Confaz terá a participação do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustín e da representante do BID, Fátima Cartaxo.

Já na sexta-feira (03.04) será realizada a reunião ordinária do Confaz, em que os secretários deliberarão sobre as pautas tributárias de interesse dos estados. De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi, o assessor econômico Vivaldo Lopes e o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta.

SOBRE O CONFAZ

O Conselho Nacional de Política Fazendária é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de debater questões de natureza econômica, fiscal e tributária. Tem como missão elaborar políticas e harmonizar procedimentos e normas inerentes ao exercício da competência tributária dos estados e do Distrito Federal.

Eder Moraes divulga Investe Brasil na Rádio Imprensa

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, participou na manhã de terça-feira (31.03), de uma entrevista na Rádio Imprensa FM 102,5 MHZ, em São Paulo (SP), no programa Bom dia Companheiro, do apresentador Luiz Tenório, Tenorinho, lenda viva do Movimento Sindical Brasileiro.

Na oportunidade, Eder falou sobre o Movimento Investe Brasil, iniciativa mato-grossense que defende a revisão dos contratos de renegociação das dívidas estaduais e municipais assumidas pela União no final dos anos 90.

Durante a entrevista, o apresentador Tenorinho, ícone do jornalismo sindical, conclamou toda a sociedade brasileira a aderir e apoiar o movimento. É possível ouvir a entrevista no site: www.radioimprensa.com.br.

Trocando juros por obras

sábado, 28 de março de 2009

Ideia que vem de Mato Grosso pode acelerar o PAC e ajudar o País a enfrentar a crise internacional

OBRAS DO RODOANEL, EM SÃO PAULO: juros da dívida paulista com a União custam mais do que a maior obra do PAC

OBRAS DO RODOANEL, EM SÃO PAULO: juros da dívida paulista com a União custam mais do que a maior obra do PAC

VEM DE LONGE, DOS rincões agrícolas do País, uma proposta inovadora - rotulada de Movimento Investe Brasil - para a gestão da dívida pública dos Estados em relação à União, que supera hoje R$ 430 bilhões. O governo de Mato Grosso lançou uma ideia que tem seduzido governadores e secretários de finanças de vários Estados: propor ao governo federal a suspensão do pagamento dos juros da dívida em troca de investimentos em obras locais de infraestrutura. O débito retira dos cofres estaduais cerca de R$ 80 bilhões por ano. “Isso estrangula totalmente nosso orçamento”, argumentou o governador Blairo Maggi, que endossou a ideia lançada por seu secretário de Fazenda, Eder Moraes. A dívida de Mato Grosso com a União é de R$ 5,7 bilhões, sobre a qual incidiram juros de R$ 719 milhões no ano passado. “Essa situação está insuportável”, disse o secretário.

Por enquanto, 13 dos 27 Estados da Federação se uniram nessa iniciativa. Em contrapartida, os governadores prometem direcionar o recurso economizado integralmente para a construção de estradas, portos, aeroportos, redes de água e esgoto. Na prática, a ideia é descentralizar o PAC e acelerar projetos regionais, que muitas vezes ficam empacados à espera de liberação de verbas. A proposta, no entanto, é embrionária e evidentemente enfrentará muita resistência em Brasília. Mas a ofensiva começará forte. No próximo dia 16, uma passeata pelas ruas do centro de Cuiabá pretende chamar a atenção da sociedade para a reivindicação. Semanas depois, os governadores tentarão sentar à mesa com o presidente Lula para discutir o tema.

A lista de argumentos é extensa. Os R$ 710 milhões desembolsados por Mato Grosso no ano passado com o pagamento dos juros da dívida poderiam, por exemplo, bancar a construção de 80 mil casas populares e restaurar completamente o sistema viário do Estado. No caso de São Paulo, o apelo é ainda maior. A dívida de R$ 153 bilhões com a União - que representa quase a metade do total - rende anualmente aos cofres federais algo próximo a R$ 30 bilhões. Como base de comparação, o Rodoanel, principal bandeira do governo paulista e a maior obra do PAC, custará menos da metade disso.

O ponto de maior indignação dos Estados não é propriamente o pagamento dos juros, mas o fator de correção do débito. O custo da dívida renegociada é de 6% ao ano e mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), a inflação calculada pela Fundação Getúlio Vargas. Em períodos de descompasso da inflação, como o registrado no ano passado, o bolo da dívida pode crescer acima de 20%, suprimindo a capacidade de pagamento dos Estados. Em 2008, o reajuste foi de 18%. Confrontada com a Selic, a discrepância fica ainda mais evidente. Se a taxa básica de juros da economia ficar realmente abaixo de dois dígitos, como espera o mercado, os governos estaduais e municipais se tornarão financiadores da União, já que o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

Exatamente por se tratar de um grande volume de dinheiro e soar como uma ameaça de calote, os governadores sabem que as negociações serão tensas. “Se não houver acordo, vamos recorrer ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes. “Afinal, a cobrança de juros sobre juros é inconstitucional.”

O governador de São Paulo, José Serra, é nome certo nesse movimento. “Não faz nenhum sentido agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aqueles que passaram a prevalecer no mercado”, afirmou o governador paulista. Se os Estados e a União chegarem a um consenso, os municípios também serão beneficiados. Apenas a cidade de São Paulo desembolsa nada menos que R$ 200 milhões mensalmente para honrar a dívida, o necessário para construir mais de três quilômetros de metrô por mês.

Fonte: Revista ISTOÉ Dinheiro

Investe Brasil

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Na última reunião do governador Blairo Maggi com o seu secretariado, o chefe do executivo determinou que todos aderissem ao abaixo-assinado virtual do Movimento Investe Brasil, encampado pelo governo de Mato Grosso. O movimento defende a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. Para participar do movimento é só acessar: www.movimentoinvestebrasil.com.br

Fonte: Olhar Direto

Campanha pela renegociação das dívidas estaduais é destaque na Agência Senado

domingo, 25 de janeiro de 2009
Eder Moraes e o governador Blairo Maggi

Eder Moraes e o governador Blairo Maggi

A proposta nacional de renegociação das dívidas dos Estados e Municípios brasileiros, encampada pelo governador Blairo Maggi e conduzida pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, foi destaque, no dia 23 de janeiro, na Agência Senado. Intitulada “Com a crise, Mato Grosso lança campanha pela renegociação das dívidas estaduais”, a reportagem relata que com a crise econômica começando a afetar a produção brasileira, os governos dos estados se inquietam com a possibilidade de queda na arrecadação.

“Como a Lei de Responsabilidade Fiscal limita seus endividamentos e impede que os Estados lancem títulos de dívida no mercado, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, lançou um movimento para conseguir do governo federal mudanças dos contratos de renegociação das dívidas estaduais e municipais assumidas pela União no final dos anos 90”, diz trecho divulgado pela Agência Senado.

Também é mencionado que Maggi quer que os governadores e prefeitos pressionem o Congresso e o governo para revisão dos contratos, explicando a proposta de Mato Grosso de renegociação das dívidas com a União - que inclui o fim da indexação, a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos por dois anos e a redução de 15% para 13% do comprometimento da receita líquida real para pagamento das dívidas.

“A princípio, ele defende uma moratória de dois anos sobre os juros e os encargos da dívida superior a R$ 330 bilhões dos Estados e municípios junto ao governo federal. Fora isso, ele entende que a União deve eliminar dos contratos a correção da dívida pelo IGP-DI, ficando apenas os juros de 6% ao ano. Reivindica ainda mudança nas leis que sustentaram o plano de reestruturação das dívidas estaduais e municipais (Leis 8.727/93 e 9.496/97), para reduzir de 15% para 13% das receitas líquidas reais o montante que deve ser usado no pagamento das dívidas”, relata a reportagem.

O governador, segundo a publicação, pondera que o governo federal vem concedendo ajuda às empresas afetadas pela crise, mas até agora nada foi feito para reduzir as dificuldades dos Estados e Municípios. “A arrecadação vai sofrer uma queda”, alerta Blairo Maggi. E os governos estaduais precisam de fôlego para manter seus investimentos, o que amenizaria a crise.

A proposta de renegociação das dívidas também foi destaque na primeira quinzena de janeiro no jornal Folha de São Paulo. A reportagem ouviu o secretário Eder Moraes e abordou que, na opinião dele, a principal medida da proposta seria a retirada da indexação da dívida pelo IGP-DI. Em 2008, segundo Moraes, a combinação de juros prefixados - de 6,5% ao ano - mais o indexador, representou de 19% a 21% de correção sobre o valor total. “É impossível sustentar essa correção. É uma relação de agiotagem”, compara.

A mobilização nacional tem o intuito obter um milhão de assinaturas pelo abaixo-assinado virtual disponível no site: www.movimentoinvestebrasil.com.br e, posteriormente, entregar ao presidente Lula.

Clique aqui e leia a matéria da Agência Senado

MT lidera campanha nacional por menos juros

domingo, 25 de janeiro de 2009

O governador Blairo Maggi, entusiasmado com a proposta do seu secretário de Fazenda, Eder Moraes, está encabençando uma mobilização nacional em defesa da reestruturação das dívidas dos Estados e Municípios. Argumenta que o Brasil vive uma grave crise financeira, que ocasionará redução da capacidade de investimentos públicos e danos expressivos ao emprego, à renda, ao consumo e à arrecadação tributária.
Leia mais aqui

Fonte: RDNews