• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Proposta de renegociação da dívida será apresentada em encontro nacional da maçonaria

terça-feira, 14 de julho de 2009

A proposta de renegociação da dívida pública dos Estados e municípios com a União, liderada por Mato Grosso, será apresentada neste sábado à noite (11.07), pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, na abertura da XXXVIII Assembleia Geral da Confederação Maçônica Simbólica do Brasil (CMSB), em Goiânia (GO).

O convite para a apresentação partiu do Grão Mestre da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso, José Carlos de Almeida, após visita do secretário ao Palácio da Harmonia e pedido de apoio à proposta, a fim de transformar juros em obras, com a garantia de mais recursos para investimento em infraestrutura.

Além de representar o Governo de Mato Grosso, na oportunidade, Eder Moraes fará às Grandes Lojas Maçônicas um amplo detalhamento do movimento para aprovação da proposta, intitulado “Investe Brasil”. Para ele, a discussão foge do campo político, sendo extremamente técnica. “O ministro Guido Mantega entende que não é o momento de fazer superávit primário, de se estar poupando muito. É hora de colocar recursos na economia real, de fazer girar e circular a riqueza, de gerar empregos e renda à população”, disse, ao afirmar que este é o modelo econômico que pode contrapor a crise econômica e dar um exemplo ao mundo de como crescer e gerar empregos.

Segundo o secretário de Fazenda, a participação da sociedade organizada como a Maçonaria, para apoiar a aprovação da proposta junto à União, é muito importante. “Não queremos partir para uma briga jurídica. O atual modelo de juros compostos que está sendo praticado na dívida pública não se sustenta nem por cinco minutos. A união estabeleceu uma relação de agiotagem com os Estados e municípios. Em 1998 devíamos R$ 3,179 bilhões, em 10 anos quitamos R$ 5,134 bilhões e continuamos devendo R$ 5,389 bilhões”, explicou Moraes.

A proposta retira o indexador (IGP-DI) dos contratos da dívida de longo prazo; reduz para o máximo de 10% o comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas; reduz a taxa de juros dos contratos de 6% a.a. (ao ano) para 4% a.a.; e deixa claro que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos serão exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, e não podem ser gastos com despesas de custeio.

DADOS DA DÍVIDA

A dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança cerca de R$ 409 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 5 bilhões. O dinheiro estaria sendo utilizado principalmente para obtenção do superávit primário e o resgate de títulos da dívida pública brasileira. São estes R$ 5 bilhões que poderiam ser aplicados diretamente pelos Estados e Municípios para a construção de obras, movimentar a economia e contribuir para a superação da crise econômica mundial.

A Assembleia Geral da CMSB congrega as grandes lojas de todos os Estados do país, e reúne representantes de mais de três mil lojas maçônicas, o que equivale a aproximadamente 150 mil maçons. “Teremos a oportunidade de apresentar para pessoas com grande influência na sociedade a importância de se devolver aos Estados sua capacidade de investimento em obras estruturantes”, concluiu Eder Moraes.

Secretário reforça renegociação da dívida pública em entrevista com Joelmir Beting

sexta-feira, 26 de junho de 2009

LUCIANE MILDENBERGER E DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, em entrevista ao vivo, por telefone, na manhã desta quarta-feira (24.06) ao jornalista Joelmir Beting e ao radialista José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, reforçou a luta encampada por Mato Grosso em nível nacional pela reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. Eder disse que está aguardando a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir o assunto em uma reunião nas próximas semanas com dez secretários estaduais de Fazenda, conforme combinado anteriormente na presença do governador Blairo Maggi e do próprio secretário.

“Nós, secretários de Fazenda, iremos fazer um amplo detalhamento da proposta de renegociação da dívida dos Estados e municípios com a União. Esperamos que seja tomada alguma providência em relação ao assunto, sob pena do presidente Lula levar este ônus em sua vida pública, de não ter estendido a mão aos entes federados neste momento de crise”, disparou Eder Moraes. Questionado sobre o posicionamento do Estado paulista em relação à proposta de renegociação, o secretário afirmou que “o Estado de São Paulo está somando conosco, estamos conversando constantemente com o secretário Mauro Ricardo, e ele está na mesma linha de pensamento”, disse.

Moraes enfatizou que o movimento para aprovação da proposta, intitulado Investe Brasil, é travado fora do campo político. “A discussão está sendo extremamente técnica. O ministro Guido Mantega entende que não é o momento de fazer superávit primário, de se estar poupando muito. É hora de colocar recursos na economia real, de fazer girar e circular a riqueza, de gerar empregos e renda a população”, reiterou o secretário.

O chefe do Fisco mato-grossense convocou ainda a participação nacional para apoiar a aprovação da proposta junto a União. “Não queremos partir para uma briga jurídica. O atual modelo de juros compostos que está sendo praticado na dívida pública não se sustenta nem por cinco minutos. A união estabeleceu uma relação de agiotagem com os Estados e municípios. Somos da base aliada do Governo Federal, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, pontuou Moraes.

O secretário propôs uma alternativa para que o Governo Federal mantenha seu controle sobre os recursos. “Se a União não confia nos Estados para gerir estes recursos, pode-se criar um fundo regional com o dinheiro oriundo dos juros que são pagos de dívida pública. À medida que os recursos forem destinados ao fundo, os Estados e municípios apresentam seus projetos com valores proporcionais a contribuição que deram. Dessa maneira os recursos continuariam sobre a tutela da União, mas seriam realmente aplicados em infraestrutura”.

A proposta a ser apresentada ao ministro Guido Mantega retira o IGP-DI e IGP-M como indexadores, substituindo-os pelo IPCA; reduz para o máximo de 10% o comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas; e deixa claro que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos serão exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio.

A gravação da entrevista está à disposição dos ouvintes no site: www.radiobandeirantes.com.br

Prestígio de Blairo Maggi pode contribuir para aprovar renegociação da dívida dos Estados

sexta-feira, 26 de junho de 2009

LUCIANE MILDENBERGER E DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

Os Estados brasileiros renovaram a esperança em ampliar sua capacidade de investimento nas necessárias obras de infraestrutura. Pela primeira vez desde que foi lançada a proposta mato-grossense de renegociação das dívidas dos Estados e Municípios com a União, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, abriu sua agenda para tratar sobre o tema. O pedido partiu na terça-feira (09.06) do governador Blairo Maggi e do secretário de Fazenda, Eder Moraes, durante assinatura do Programa de Ajuste Fiscal do Estado, um reconhecimento ao cumprimento das metas fiscais do Governo do Estado previstas para o ano de 2008.

Ainda sem a confirmação de data, porém, previsto para ser realizado neste mês de junho, o encontro terá a participação de uma comissão formada por 10 secretários estaduais de Fazenda, indicados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A proposta idealizada por Blairo Maggi e conduzida por Eder Moraes ganhou repercussão nacional. Já foi aceita por todos os Estados, sendo aprovada com unanimidade pelo Confaz e referendada pelo Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas. Ela representa uma vontade nacional de transformação na relação entre Estados e União, e a futura reunião será o primeiro sinal positivo por parte do executivo federal em debater um novo modelo de pagamento da dívida. O pedido dos Estados até o momento vinha sendo debatido com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

“A proposta de Mato Grosso mostra o prestígio do governador Blairo Maggi, pois graças a ele ganhou consistência e defesa fundamentada. Nós que representamos as pastas estaduais estamos com uma expectativa positiva em relação ao avanço da renegociação. A aprovação total da proposta será o retorno da capacidade de investimentos aos Estados, das condições básicas para o pleno desenvolvimento econômico, e ainda a concretização de obras que darão mais oportunidades e qualidade de vida para a população”, afirmou o secretário Eder Moraes.

Para se ter ideia do volume de recursos que poderiam estar sendo diretamente aplicados na economia como uma vacina final contra a crise financeira mundial, a dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança cerca de R$ 408 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 34,8 bilhões. Se a proposta for aprovada em sua íntegra pelo Governo Federal, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras. Seria possível asfaltar pelo menos mil quilômetros todos os anos com este valor, por exemplo.

A história dos investimentos em infraestrutura básica é outro fator que aponta positivamente para a aceitação da renegociação da dívida. Desde o período pós-Constituição Federal, ou seja, da década de 90 até hoje, as obras realmente estrutrantes foram realizadas 80% pelos Municípios e Estados. A união tem arcado com apenas 20% de todos os investimentos no segmento. “Uma das bandeiras federais que poderia mudar esta realidade foi erguida com o Programa de Acelaração do Crescimento (PAC), porém, até agora, os recursos aplicados não chegam a 10% do total previsto”, lembrou o secretário de Fazenda.

BRASÍLIA

Após a assinatura do Programa de Ajuste Fiscal do Estado com o ministro Guido Mantega, o governador Blairo Maggi e o secretário de Fazenda, Eder Moraes, garantiram aproximadamente R$ 400 milhões a Mato Grosso em convênios. Já se passavam 10 anos sem que a União destinasse este tipo de financiamento e este ano, graças ao equilíbrio fiscal das contas públicas do Estado, o Governo Federal permitiu novos empréstimos ao Estado. “Os recursos serão 100% para investimentos, o que vai impactar em geração de empregos e renda aos mato-grossenses”, afirma o secretário Eder Moraes.

Uma das operações de empréstimo foi liderada pelo governador Blairo Maggi, na ordem de R$ 256 milhões, junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para a aquisição de equipamentos e conjunto de máquinas pesadas, que serão utilizados em convênios com as Prefeituras nos 141 municípios do Estado. O maquinário, composto por caminhões de lixo, basculantes, retro-escavadeiras, pás-carregadeiras e moto-niveladoras, serão de propriedade do Estado e farão serviços de recuperação das vias urbanas e entornos dos municípios.

Outro convênio, na ordem de R$ 92,3 milhões, diz respeito a uma linha de crédito emergencial, a fim de cobrir as perdas de receitas com a redução do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Ainda foram assinados dois convênios junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para adesão ao Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco), e também ao BNDES, para aderir ao Programa para Modernização da Administração das Receitas e da Gestão Fiscal, Financeira e Patrimonial das Administrações Estaduais (Pmae). Pelo BID, serão investidos US$ 18,5 milhões (R$ 37,37 milhões) e pelo BNDES, R$ 11,9 milhões, totalizando R$ 49,27 milhões a serem aplicados, prioritariamente, na capacitação dos servidores fazendários e em modernos sistemas de tecnologia da informação.

Empresários paulistas entram na defesa pela renegociação da dívida pública

segunda-feira, 18 de maio de 2009

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Símbolos do mercado financeiro brasileiro, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Fundação Getúlio Vargas, a sede do banco Itaú, e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), serviram como cenário para a proposta de renegociação da dívida dos Municípios e Estados com a União encampada por Mato Grosso. Um grupo de empresários paulistas distribuiu na última quinta-feira (14.05) o reprinte da revista ISTOÉ Dinheiro com a reportagem ‘Mato Grosso lidera movimento nacional para trocar juros por obras’. Eles convocaram a população para aderir à proposta que ajudaria no desenvolvimento do país e a retomada dos empregos e renda.

 

“A proposta de renegociação está tendo uma aceitação muito grande nacionalmente, principalmente em São Paulo, um dos Estados mais afetados com a crise internacional. Com a diminuição dos juros e extinção dos atuais indexadores da dívida, os Estados e Municípios terão mais recursos para investir em obras de infraestrutura e alavancar a geração de empregos”, argumentou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes.

 

Historicamente, os investimentos em infraestrutura básica no período pós constituição federal, ou seja, da década de 90 até hoje, estão sendo realizados 80% pelos Municípios e Estados, explicou o assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), Vivaldo Lopes. A união tem arcado com apenas 20% de todos os investimentos no segmento. “Uma das bandeiras federais que poderia mudar esta realidade foi erguida com o Programa de Acelaração do Crescimento (PAC), porém, até agora, os recursos aplicados não chegam a 10% dos previstos inicialmente”, enfatizou.

 

Situando o volume de investimentos do Governo Federal, somente o Estado de São Paulo investe em infraestrutura mais que a União em todo o país. “Muitas pessoas perderam os empregos na região sudeste devido a retração na demanda internacional por produtos industrializados. A renegociação ganha espaço como alternativa tanto para os trabalhadores como para a União neste momento”, reforçou Eder Moraes.

 

A dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança mais de R$ 340 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O dinheiro estaria sendo utilizado principalmente para obtenção do superávit primário e o resgate de títulos da dívida pública brasileira. São estes R$ 4,8 bilhões que poderiam estar sendo aplicados diretamente pelos Estados e Municípios para a construção de obras, movimentando a economia e contribuindo para a superação da crise financeira internacional.

 

Se a proposta for aprovada em sua íntegra pelo Governo Federal, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras. Seria possível asfaltar cerca mil quilômetros todos os anos com este valor, por exemplo. A proposta já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e pelo Colegiado de Presidentes da Assembleias Legislativas de todo o país.

 

Fonte: Daniel Dino - ASC/Sefaz-MT

Diário do Comércio destaca luta de MT para mudar o perfil da dívida dos estados

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O jornal paulista Diário do Comércio e Indústria – DCI, voltado principalmente para o setor empresarial, destacou a proposta de reestruturação da dívida dos Estados com a União encampada por Mato Grosso. Na edição impressa da última segunda-feira (11.05), o veículo destacou na reportagem “Mato Grosso luta para mudar o perfil da dívida dos Estados” como um novo pacto para o tema pode gerar empregos e beneficiar a população com um volume maior de obras em infraestrutura. O material foi produzido com base em uma entrevista feita pelo impresso com o secretário de Fazenda, Eder Moraes. Abaixo a entrevista na íntegra.

Mato Grosso luta para mudar o perfil da dívida dos estados

DCI - O Estado do Mato Grosso tomou para si uma luta que vai além de suas fronteiras e atinge interesses de todos os entes federativos. Ao movimentar-se em torno do pleito da reestruturação das dívidas dos estados, o governo mato-grossense avisa: “Estamos confortáveis para fazer o enfrentamento com a União”, disse o secretário de Fazenda, Eder Moraes, em entrevista exclusiva ao DCI. Enquanto defende pelo Brasil a proposta de trocar o pagamento de juros por investimentos, o secretário trabalha para manter as finanças estaduais em ordem. “No 1º quadrimestre do ano as receitas cresceram nominalmente 4% em relação a 2008 e isso considerando que o cenário atual é totalmente diferente”, disse.

O Estado, que ocupa o 15º lugar no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, levou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a ideia de mudar os termos dos contratos das dívidas dos Estados com a União. A plataforma apresentada para a reestruturação tem como principais medidas a troca do indexador no refinanciamento de dívidas com a União, de IGP-DI para o IPCA; corte da taxa anual de juros de 6% para 4%; redução em dois pontos percentuais do comprometimento da receita líquida com pagamento da dívida e o direcionamento desses recursos para investimentos. Segundo Moraes, em cerca de 10 anos, os juros da dívida consumiram em média 17,5% da receita líquida do estado e a média do custo para o Mato Grosso ao ano, sob o regime do indexador do IGP-DI, chega a 16,6%. A Fazenda do estado calcula, por exemplo, que a troca do índice inflacionário dos contratos poderia render aos cofres uma economia de R$ 623 milhões.

Mesmo armados de argumentos e garantindo que a proposta não atinge o fluxo do caixa do governo federal, o tema é sensível. O Tesouro já se disse contrário a qualquer mudança e evita sinalizar qualquer afrouxamento fiscal para o mercado. Quando apresentada no Confaz, o Espírito Santo e o Rio de Janeiro - estados peemedebistas ligados a ala do PT do governo federal - votaram por abstenção, em um indicativo de que a batalha não seria fácil. Com ou sem sucesso, o Mato Grosso, que ocupa a 15ª posição no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, conseguiu colocar o tema em pauta e chamar o governo federal para o debate, que promete esquentar também as eleições de 2010.

Para liderar o movimento, Mato Grosso conta com o respaldo das ações que o Governo tem tomado para garantir um desempenho econômico positivo. Com 70% da receita concentrada no agronegócio, o Estado tomou medidas para atenuar os efeitos da crise sobre os setores mais afetados: frigoríficos e sucroalcooleiro. “Tivemos 14 plantas voltadas para exportação fechando as portas”, contou. Na receita estadual, a arrecadação dos frigoríficos representou uma queda de 30%. Mato Grosso ofereceu desconto de 50% no ICMS sobre a comercialização do gado em pé - passando o imposto de 7% para 3,5%, por 60 dias. Apesar disso, de acordo com o primeiro levantamento sobre a crise da agroindústria frigorífica no estado, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a entrada em recuperação judicial dos 15 frigoríficos do grupo Arantes, Quatro Marcos, Independência e Margen S.A compromete mais de 35% da capacidade de abates de gado do estado.

Já para o setor sucroalcooleiro - que representou queda de 25% na arrecadação estadual -, o Governo do Estado instituiu o regime de estimativa, reduzindo a carga tributária do setor, em média, em até 40%. O sistema funciona da seguinte forma: o Estado faz uma estimativa da produção e o pagamento do impostos será sobre o montante projetado. Caso ela seja maior, a diferença fica para o produtor como incentivo. Além disso, o governo renegociou a parcela de dívidas agrícolas, prorrogando o pagamento de R$ 700 bilhões. “Estamos mantendo a arrecadação no braço”, afirmou Moraes. O secretário contou ainda que o Estado atua no combate a sonegação como estratégia para garantir receita. Segundo ele, a média de eficiência fiscal no estado é de 69,5%, mas o governo busca alcançar os 100%. “Vamos mandar a conta”, avisou Moraes.

Fonte:Daniel Dino - ASC/Sefaz-MT

SP vai promover luta política para apoiar bandeira desfraldada por MT

quarta-feira, 13 de maio de 2009

SÃO PAULO (SP) – A proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios brasileiros defendida há mais de um ano pelo Governo de Mato Grosso foi apresentada pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, em sessão solene no dia 08 de maio, na Assembléia Legislativa de São Paulo, durante o VI Encontro do Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas. A abertura do evento contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Michel Temer (PMDB-SP), que defendeu a descentralização da União, chegando aos Estados e municípios. “Esta é a melhor forma de governar”, afirmou o deputado.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e presidente do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas e da Câmara Distrital, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), agradeceu a presença de Mato Grosso, que acolheu o convite de participar do evento e expor a luta que vem travando em todo país pela redução dos juros da dívida pública cobrados pela União. O presidente lembrou, inclusive, que a proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

Segundo Alberto Coelho, o colegiado tem interesse na celeridade da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 351/09, que altera o artigo 100 à Constituição Federal e acrescenta o regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados, Distrito Federal e municípios. Ele também leu a minuta de um documento de defesa dos estados federados, que trata da revisão da dívida dos Estados com a União, com redução dos juros.

NOVOS INDEXADORES

Ao defender a proposta encampada pelo governador Blairo Maggi, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, lembrou que já faz algum tempo que Mato Grosso vem travando essa luta por menos juros e mais empregos aos estados e municípios brasileiros. “É uma luta um pouco inglória, mas que não desistimos. Lutamos com muita força e disposição, angariando ao longo do caminho muitos adeptos, como políticos, empresários, movimento sindical, estudantes, entre outros, que acreditam em nossa proposta”, disse.

Conforme Eder Moraes, a luta pela redução dos juros terá que ganhar as ruas. “Os ‘caras pintadas’ vão ter que voltar às ruas e pedir mais empregos e menos juros”, destacou, ao explicar que a reivindicação de Mato Grosso não é pela prorrogação do prazo para pagamento das dívidas, mas pela mudança do indexador para o IPCA, índice oficial que mede a inflação do Brasil.

“Atualmente a correção da dívida feita pela União é de juros sobre juros”, afirmou o secretário de Fazenda, ao mostrar dados da dívida pública de Mato Grosso. Segundo os números apresentados, em 1998 a dívida do Estado com a União era de R$ 3,17 bilhões, foram pagos R$ 5,13 bilhões e o Estado ainda devia, em 2008, R$ 5,38 bi. “Temos que colocar um fim nisso, sob pena de travar o desenvolvimento do Brasil. É insuportável, por isso a importância da mobilização”, alertou Moraes aos presidentes das Assembleias Legislativas do país.

O secretário Eder Moraes foi convincente em sua apresentação. Tanto que a repercussão foi imediata, principalmente por parte do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Antônio Barros Munhoz, que conduziu os trabalhos. “O secretário de Fazenda de Mato Grosso chamou a atenção para verdades tão contundentes. Ele tocou no ponto fundamental para o fortalecimento dos Estados”, afirmou. “De nada adianta termos legislativos fortes com Estados fracos”, enfatizou. O deputado estadual, recém eleito por unanimidade para a Presidência da Assembléia, afirmou que pretende comandar “uma luta política” para avançar com a bandeira desfraldada por Mato Grosso. “São Paulo já está com Mato Grosso nessa luta para aprovarmos as mudanças que são necessárias na renegociação da dívida”, garantiu Barros Munhoz.

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Fernando Toledo, também se manisfestou sobre o assunto: “O posicionamento do secretário Eder Moraes foi objetivo, conciso e prático. Ele tocou em um ponto fundamental da mudança do indexador nas dívidas estaduais. Hoje, o modelo é desigual e draconiano. É preciso mudar esta realidade”, destacou.

Toledo enfatizou que no estado de Alagoas a situação é de insolvência. “Somos um dos menores estados da federação e devemos R$ 7 bilhões à União. Nossa situação é comparável a do Rio Grande do Sul, que também sofre muito com este modelo. O secretário Eder foi correto ao afirmar que vai ser preciso uma ampla mobilização popular para mudar o sistema de parcelamento da dívida. Alagoas respalda a posição de Mato Grosso”, reiterou o deputado.

REFORÇO

O secretário de Estado de Fazenda de Minas Gerais, Simão Cirineu, reforçou a necessidade de renegociação das dívidas: “Fala-se em redução do rendimento da poupança, mas não em diminuição dos juros das dívidas dos Estados”. Ele informou que Minas Gerais fez a opção de reduzir o pagamento da dívida em 2%, o que, segundo o secretário, significa R$ 5 bilhões liberados para investimentos e geração de empregos, por exemplo.

A dívida de Estados com a União está estimada atualmente em R$ 348 bilhões. Os municípios devem R$ 52,4 bilhões. O arranjo estabelecido em 1997 entre governo federal e os entes federados definiu a taxa de juros de 6% ao ano para os Estados e 9% ao ano para os municípios.

Acompanhou o secretário Eder Moraes a São Paulo o assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, Vivaldo Lopes.

Fonte: Luciane Mildenberger/ASC SEFAZ-MT

Eder convence presidentes das Assembleias Legislativas sobre renegociação das dívidas

quarta-feira, 13 de maio de 2009
Eder Moraes apresenta proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios brasileiros no 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas

Eder Moraes apresenta proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios brasileiros no 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas

SÃO PAULO (SP) - Foi convincente e consistente a apresentação do secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, sobre a redução de juros dos serviços da dívida pública dos estados e municípios aos presidentes dos parlamentos estaduais presentes no 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas, nesta sexta-feira (08.05), em São Paulo (SP). O secretário explanou sobre a proposta de renegociação da dívida dos estados com a União, defendida pelo governador Blairo Maggi há mais de um ano.

A repercussão foi imediata, principalmente por parte do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, José Antônio Barros Munhoz, que conduziu os trabalhos. “Jovem e brilhante secretário de Fazenda de Mato Grosso chamou a atenção para verdades tão contundentes. Brilhante apresentação”, afirmou.

O presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, deputado Fernando Toledo, também se manisfestou sobre o assunto: “O posicionamento do secretário Eder Moraes foi objetivo, conciso e prático. Ele tocou em um ponto fundamental da mudança do indexador nas dívidas estaduais. Hoje, o modelo é desigual e draconiano. É preciso mudar esta realidade”, destacou o deputado.

Segundo Toledo, no estado de Alagoas a situação é de insolvência. “Somos um dos menores estados da federação e devemos R$ 7 bilhões à União. Nossa situação é comparável a do Rio Grande do Sul, que também sofre muito com este modelo. O secretário Eder foi correto ao afirmar que vai ser preciso uma ampla mobilização popular para mudar o sistema de parcelamento da dívida. Alagoas respalda a posição de Mato Grosso”, reiterou

A proposta de renegociação das dívidas dos estados já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

Fonte: Luciane Mildenberger/ASC SEFAZ-MT

Carta de São Paulo pede renegociação de dívidas dos Estados

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A redução dos juros das dívidas dos Estados com a União, mudanças na Constituição Federal para regras sobre precatórios e revisão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre combustíveis são as principais reivindicações da Carta de São Paulo, documento aprovado na tarde desta sexta-feira (08.05) no VI Encontro do Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), que está à frente do colegiado, comandou os trabalhos na capital paulista. Vinte Estados estiveram representados no evento, que contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP).

A seguir, a íntegra da Carta de São Paulo:

“O Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas, reunido na cidade de São Paulo, nos dias 7 e 8 de maio de 2009, defende a imediata adoção de medidas com vistas à recuperação da capacidade de investimento dos Estados, em resposta ao impacto da crise econômica nas finanças estaduais.

Este Colegiado apresenta algumas medidas, que considera necessárias para amenizar o problema vivido pelos Estados. São elas:

- A renegociação das dívidas dos Estados com a União, tendo em vista a inadequação dos contratos firmados entre 1996 e 1999, em face da realidade atual. Dessa forma, propõe a redução da taxa de juros contratual e o direcionamento de parte do valor utilizado no pagamento da dívida para obras de infraestrutura nos próprios Estados. Tal medida contribuiria de forma importante com o esforço empreendido pelos Estados de estímulo à atividade econômica e à geração de emprego e renda, em resposta aos efeitos nefastos da crise financeira nas economias locais. Vale lembrar que apenas 20% dos investimentos públicos do país são realizados pela União e que os Estados, com as receitas reduzidas, o custeio dos serviços públicos comprometido e os projetos de investimento tolhidos ou até mesmo suspensos, vêm se transformando em verdadeiros financiadores da União;

- A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 351, em tramitação na Câmara dos Deputados, que altera a regra de pagamento dos precatórios, na forma aprovada pelo Senado Federal. Essa Emenda é de extrema relevância para os Estados e Municípios, tendo em vista o crescimento do estoque da dívida de precatórios, decorrente da incidência de juros reais de até 24% ao ano e do reiterado confisco de recursos financeiros promovido por meio de decisões judiciais. Esta realidade contribui fortemente para inviabilizar em grau crescente a gestão financeira de Estados e Municípios;

- A revisão da alíquota da Cide, uma vez que o preço do petróleo no mercado internacional se encontra no nível mais baixo dos últimos anos, não mais justificando a atual redução para o País.

- O fim da compensação de tributos entre a União e a Petrobrás, que venha a provocar a redução das transferências de recursos aos estados e municípios. No primeiro trimestre desse ano, a União permitiu que a Petrobrás compensasse créditos tributários, reduzindo em 90% o repasse dessa contribuição aos Estados e Municípios.

- O cumprimento efetivo da Lei Kandir, de forma a garantir aos estados mineradores a compensação das perdas do ICMS decorrentes de suas exportações.

Reafirmamos, por fim, a necessidade de construção de um novo pacto federativo, fundado na compatibilização do poder central com a autonomia dos entes federados, na repartição mais equânime de encargos e de recursos, na responsabilidade mútua e compartilhada, na interdependência, equilíbrio e espírito de cooperação.

Nesse sentido, propomos também alterações na legislação, a fim de garantir que os legislativos estaduais possam executar os serviços de radiodifusão de sons e de sons e imagens, analógico e digital.

Os Parlamentos Estaduais e do Distrito Federal cumprem, assim, seu papel de discutir e encaminhar soluções para os problemas de relevante interesse público, de contribuir para a construção de uma convivência mais harmônica entre os entes federados e de zelar pelo contínuo aprimoramento das instituições democráticas.

São Paulo, 8 de maio de 2009

Presenças - Participaram do encontro do Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas os presidentes das Assembleias de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP); do Amapá, Jorge Amanajás (PSDB); do Amazonas, Belarmino Lins de Albuquerque (PMDB); da Bahia, Marcelo Nilo (PSDB); do Ceará, Domingos Filho (PMDB); do Distrito Federal, Élcio Álvares (DEM); do Maranhão, Marcelo Tavares (PSB); do Pará, Domingos Juvenil (PMDB); da Paraíba, Arthur Cunha Lima (PSDB); do Pernambuco, Guilherme Uchôa (PDT); do Piauí, Themistocles Filho (PMDB); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PSDB); do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PMN); de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB); e do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), além de representantes dos presidentes dos Legislativos de Roraima, deputado Chico Guerra, e do Sergipe, o diretor-geral Marcos Sampaio. Também participou o 1º-vice-presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), deputado Clóvis Ferraz (DEM/BA). 

Fonte:Assessoria AL/MG

Proposta encampada por MT será destaque em evento de presidentes do Legislativo

sexta-feira, 8 de maio de 2009

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A proposta mato-grossense de reestruturação da dívida dos Estados com a União será a bandeira do 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas, que inicia nesta quinta-feira (07.05), em São Paulo (SP). O secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, será um dos palestrantes da sexta-feira (08.05), convidado diretamente pelo presidente do Colegiado, deputado mineiro Alberto Pinto Coelho. Eder Moraes irá explicar aos pelo menos 20 presidentes que já confirmaram presença os termos técnicos e a relevância deste novo pacto como uma ação anticíclica em relação à crise econômica mundial.

Se a proposta for aprovada em sua íntegra, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras de infraestrutura. Seria possível asfaltar cerca mil quilômetros todos os anos com este valor. A proposta já foi aprovada por unanimidade durante a última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

O momento atual é propício para a negociação na opinião do secretário mato-grossense. “A queda no consumo possui um efeito cíclico de desaceleração da economia. Este cenário internacional está derrubando as taxas de juros em todos os países, e aqui no Brasil não pode ser diferente”, comentou Eder Moraes.

A dívida dos Estados com a União já chega aos R$ 348,8 bilhões com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A proposta defendida por Mato Grosso cobra a retirada do IGP-DI e do IGP-M como indexadores dos contratos firmados à luz das Leis Federais nº 9.496/97 e nº 8.727/93. Outra solicitação é a redução em dois pontos porcentuais do nível de comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas.

A proposta ainda defende que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos sejam exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio. Acompanha o secretário Eder Moraes no evento o assessor econômico da Secretaria de Fazenda, Vivaldo Lopes.

Fonte: Daniel Dino ASC/Sefaz-MT

Renegociação da dívida pública defendida por MT é destaque em artigo no Estadão

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A proposta de reestruturação da dívida pública dos Estados com a União, encabeçada por Mato Grosso, novamente ganhou destaque na mídia nacional nesta quarta-feira (06.05). O artigo ‘Uma solução para as dívidas dos Estados’, de autoria do secretário de Fazenda Eder Moraes e do consultor econômico Vivaldo Lopes, foi publicado no jornal O Estado de São Paulo - Estadão, sendo a proposta apontada como uma alternativa para conter localmente a crise econômica mundial.

O artigo apresenta detalhadamente a construção da atual dívida dos Estados, negociada em 1997 e novamente em 1999. Na época confirmada como um avanço em direção a estabilidade financeira do país como um todo, a renegociação alongou para 30 anos o pagamento das dívidas e indexou os juros em 6% ao ano. Ainda foram incorporados aos vencimentos o IGP-DI, índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Nesses 12 anos em vigor da negociação, o índice do IGP-DI chegou aos 28% anuais, sufocando a capacidade de investimento dos Estados.

Citando que a dívida já chega aos R$ 348,8 bilhões com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o secretário, representando o Estado de Mato Grosso, defende a retirada do IGP-DI e do IGP-M como indexadores dos contratos firmados à luz das Leis Federais nº 9.496/97 e nº 8.727/93. Outra solicitação é a redução em dois pontos porcentuais do nível de comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas.

A proposta ainda defende que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos sejam exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio.

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