• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Diário do Comércio destaca luta de MT para mudar o perfil da dívida dos estados

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O jornal paulista Diário do Comércio e Indústria – DCI, voltado principalmente para o setor empresarial, destacou a proposta de reestruturação da dívida dos Estados com a União encampada por Mato Grosso. Na edição impressa da última segunda-feira (11.05), o veículo destacou na reportagem “Mato Grosso luta para mudar o perfil da dívida dos Estados” como um novo pacto para o tema pode gerar empregos e beneficiar a população com um volume maior de obras em infraestrutura. O material foi produzido com base em uma entrevista feita pelo impresso com o secretário de Fazenda, Eder Moraes. Abaixo a entrevista na íntegra.

Mato Grosso luta para mudar o perfil da dívida dos estados

DCI - O Estado do Mato Grosso tomou para si uma luta que vai além de suas fronteiras e atinge interesses de todos os entes federativos. Ao movimentar-se em torno do pleito da reestruturação das dívidas dos estados, o governo mato-grossense avisa: “Estamos confortáveis para fazer o enfrentamento com a União”, disse o secretário de Fazenda, Eder Moraes, em entrevista exclusiva ao DCI. Enquanto defende pelo Brasil a proposta de trocar o pagamento de juros por investimentos, o secretário trabalha para manter as finanças estaduais em ordem. “No 1º quadrimestre do ano as receitas cresceram nominalmente 4% em relação a 2008 e isso considerando que o cenário atual é totalmente diferente”, disse.

O Estado, que ocupa o 15º lugar no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, levou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a ideia de mudar os termos dos contratos das dívidas dos Estados com a União. A plataforma apresentada para a reestruturação tem como principais medidas a troca do indexador no refinanciamento de dívidas com a União, de IGP-DI para o IPCA; corte da taxa anual de juros de 6% para 4%; redução em dois pontos percentuais do comprometimento da receita líquida com pagamento da dívida e o direcionamento desses recursos para investimentos. Segundo Moraes, em cerca de 10 anos, os juros da dívida consumiram em média 17,5% da receita líquida do estado e a média do custo para o Mato Grosso ao ano, sob o regime do indexador do IGP-DI, chega a 16,6%. A Fazenda do estado calcula, por exemplo, que a troca do índice inflacionário dos contratos poderia render aos cofres uma economia de R$ 623 milhões.

Mesmo armados de argumentos e garantindo que a proposta não atinge o fluxo do caixa do governo federal, o tema é sensível. O Tesouro já se disse contrário a qualquer mudança e evita sinalizar qualquer afrouxamento fiscal para o mercado. Quando apresentada no Confaz, o Espírito Santo e o Rio de Janeiro - estados peemedebistas ligados a ala do PT do governo federal - votaram por abstenção, em um indicativo de que a batalha não seria fácil. Com ou sem sucesso, o Mato Grosso, que ocupa a 15ª posição no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, conseguiu colocar o tema em pauta e chamar o governo federal para o debate, que promete esquentar também as eleições de 2010.

Para liderar o movimento, Mato Grosso conta com o respaldo das ações que o Governo tem tomado para garantir um desempenho econômico positivo. Com 70% da receita concentrada no agronegócio, o Estado tomou medidas para atenuar os efeitos da crise sobre os setores mais afetados: frigoríficos e sucroalcooleiro. “Tivemos 14 plantas voltadas para exportação fechando as portas”, contou. Na receita estadual, a arrecadação dos frigoríficos representou uma queda de 30%. Mato Grosso ofereceu desconto de 50% no ICMS sobre a comercialização do gado em pé - passando o imposto de 7% para 3,5%, por 60 dias. Apesar disso, de acordo com o primeiro levantamento sobre a crise da agroindústria frigorífica no estado, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a entrada em recuperação judicial dos 15 frigoríficos do grupo Arantes, Quatro Marcos, Independência e Margen S.A compromete mais de 35% da capacidade de abates de gado do estado.

Já para o setor sucroalcooleiro - que representou queda de 25% na arrecadação estadual -, o Governo do Estado instituiu o regime de estimativa, reduzindo a carga tributária do setor, em média, em até 40%. O sistema funciona da seguinte forma: o Estado faz uma estimativa da produção e o pagamento do impostos será sobre o montante projetado. Caso ela seja maior, a diferença fica para o produtor como incentivo. Além disso, o governo renegociou a parcela de dívidas agrícolas, prorrogando o pagamento de R$ 700 bilhões. “Estamos mantendo a arrecadação no braço”, afirmou Moraes. O secretário contou ainda que o Estado atua no combate a sonegação como estratégia para garantir receita. Segundo ele, a média de eficiência fiscal no estado é de 69,5%, mas o governo busca alcançar os 100%. “Vamos mandar a conta”, avisou Moraes.

Fonte:Daniel Dino - ASC/Sefaz-MT

Abaixo-assinado virtual quer colher um milhão de assinaturas

sábado, 17 de janeiro de 2009
Eder Moraes mobiliza outros secretários

Eder Moraes mobiliza outros secretários

A mobilização nacional encampada pelo Governo de Mato Grosso em prol da reestruturação das dívidas dos estados e municípios se estenderá a todas as Secretarias do Estado. O secretário-chefe da Casa Civil, Eumar Novacki, se comprometeu em trabalhar junto com o secretário de Fazenda, Eder Moraes, na mobilização dos demais secretários e órgãos do governo.

O objetivo do movimento é fazer valer a proposta do governador Blairo Maggi de dar impulso a uma ampla proposta de renegociação das dívidas com a União - que inclui o fim da indexação, a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos por dois anos e a redução de 15% para 13% do comprometimento da receita líquida real para pagamento das dívidas.

Para isso é necessário a mobilização, a fim de obter um milhão de assinaturas pelo abaixo-assinado virtual disponível no site: www.movimentoinvestebrasil.com.br e, posteriormente, entregar ao presidente Lula. “Vamos trabalhar em conjunto para levar o movimento a todos os secretários e ao máximo dos servidores estaduais”, ressaltou Novacki.

Segundo Eder Moraes, é muito importante o engajamento  dos demais secretários do governo e de todos os servidores públicos no Movimento Investe Brasil. “Só assim vamos conseguir atingir a nossa meta, de um milhão de assinaturas”, alerta. Para assinar abaixo-assinado virtual, basta entrar no site, preencher com os dados pessoais e aderir ao movimento.

Determinado pelo governador Blairo Maggi, o secretário Eder Moraes está percorrendo diversas cidades para defender e difundir a proposta. “O movimento está sendo liderado pelo governador, que nos determinou difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal, prefeitos, entre outros, com o objetivo de colher as assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil”, finalizou.

Fonte: Secom-MT