• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Proposta de renegociação da dívida será apresentada em encontro nacional da maçonaria

terça-feira, 14 de julho de 2009

A proposta de renegociação da dívida pública dos Estados e municípios com a União, liderada por Mato Grosso, será apresentada neste sábado à noite (11.07), pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, na abertura da XXXVIII Assembleia Geral da Confederação Maçônica Simbólica do Brasil (CMSB), em Goiânia (GO).

O convite para a apresentação partiu do Grão Mestre da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso, José Carlos de Almeida, após visita do secretário ao Palácio da Harmonia e pedido de apoio à proposta, a fim de transformar juros em obras, com a garantia de mais recursos para investimento em infraestrutura.

Além de representar o Governo de Mato Grosso, na oportunidade, Eder Moraes fará às Grandes Lojas Maçônicas um amplo detalhamento do movimento para aprovação da proposta, intitulado “Investe Brasil”. Para ele, a discussão foge do campo político, sendo extremamente técnica. “O ministro Guido Mantega entende que não é o momento de fazer superávit primário, de se estar poupando muito. É hora de colocar recursos na economia real, de fazer girar e circular a riqueza, de gerar empregos e renda à população”, disse, ao afirmar que este é o modelo econômico que pode contrapor a crise econômica e dar um exemplo ao mundo de como crescer e gerar empregos.

Segundo o secretário de Fazenda, a participação da sociedade organizada como a Maçonaria, para apoiar a aprovação da proposta junto à União, é muito importante. “Não queremos partir para uma briga jurídica. O atual modelo de juros compostos que está sendo praticado na dívida pública não se sustenta nem por cinco minutos. A união estabeleceu uma relação de agiotagem com os Estados e municípios. Em 1998 devíamos R$ 3,179 bilhões, em 10 anos quitamos R$ 5,134 bilhões e continuamos devendo R$ 5,389 bilhões”, explicou Moraes.

A proposta retira o indexador (IGP-DI) dos contratos da dívida de longo prazo; reduz para o máximo de 10% o comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas; reduz a taxa de juros dos contratos de 6% a.a. (ao ano) para 4% a.a.; e deixa claro que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos serão exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, e não podem ser gastos com despesas de custeio.

DADOS DA DÍVIDA

A dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança cerca de R$ 409 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 5 bilhões. O dinheiro estaria sendo utilizado principalmente para obtenção do superávit primário e o resgate de títulos da dívida pública brasileira. São estes R$ 5 bilhões que poderiam ser aplicados diretamente pelos Estados e Municípios para a construção de obras, movimentar a economia e contribuir para a superação da crise econômica mundial.

A Assembleia Geral da CMSB congrega as grandes lojas de todos os Estados do país, e reúne representantes de mais de três mil lojas maçônicas, o que equivale a aproximadamente 150 mil maçons. “Teremos a oportunidade de apresentar para pessoas com grande influência na sociedade a importância de se devolver aos Estados sua capacidade de investimento em obras estruturantes”, concluiu Eder Moraes.

Maggi discute renegociação da dívida com ministro da Fazenda

terça-feira, 9 de junho de 2009

O governador Blairo Maggi se encontra nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e irá aproveitar para retomar a discussão sobre a renegociação da dívida, além da assinatura do Programa de Ajuste Fiscal, linha de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cobrar o repasse referente à Lei Kandir, prometido pelo governo Federal.

O Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal é renovado a cada três anos pelos estados que refinanciaram suas dívidas e apresentam metas anuais para um triênio. A cada ano é avaliado o cumprimento das metas e compromissos do exercício anterior. Na semana passada fiscais da Secretaria Nacional do Tesouro estiveram em Mato Grosso para analisar o cumprimento das metas.

O secretário de Fazenda, Eder Moraes, também participará do encontro e aproveitará para expor a proposta da renegociação da dívida, já aprovada pelo Conselho Nacional de Fazenda (Confaz).

O governo de Mato Grosso propõe a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos da dívida dos estados e municípios pelo período de dois anos (2009 e 2010), retirar o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) como indexador das dívidas dos estados e municípios com a Secretaria do Tesouro Nacional, ficando apenas os juros de 6% ao ano e reduzir de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida real para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nº 8.727/93 e 9.496/97.

Maggi também vai em busca de garantir os R$ 92,3 milhões do BNDES para o financiamento na compra de maquinários, repassados aos municípios.

O Estado cobra também o repasse de R$ 92,4 milhões prometidos pelo governo Federal através do Fundo de Exportação. O recurso já deveria ter chegado aos cofres públicos, porém até agora a União não liberou o dinheiro, o que tem prejudicado alguns projetos do Estado.

Empresários paulistas entram na defesa pela renegociação da dívida pública

segunda-feira, 18 de maio de 2009

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Símbolos do mercado financeiro brasileiro, como a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Fundação Getúlio Vargas, a sede do banco Itaú, e a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), serviram como cenário para a proposta de renegociação da dívida dos Municípios e Estados com a União encampada por Mato Grosso. Um grupo de empresários paulistas distribuiu na última quinta-feira (14.05) o reprinte da revista ISTOÉ Dinheiro com a reportagem ‘Mato Grosso lidera movimento nacional para trocar juros por obras’. Eles convocaram a população para aderir à proposta que ajudaria no desenvolvimento do país e a retomada dos empregos e renda.

 

“A proposta de renegociação está tendo uma aceitação muito grande nacionalmente, principalmente em São Paulo, um dos Estados mais afetados com a crise internacional. Com a diminuição dos juros e extinção dos atuais indexadores da dívida, os Estados e Municípios terão mais recursos para investir em obras de infraestrutura e alavancar a geração de empregos”, argumentou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes.

 

Historicamente, os investimentos em infraestrutura básica no período pós constituição federal, ou seja, da década de 90 até hoje, estão sendo realizados 80% pelos Municípios e Estados, explicou o assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), Vivaldo Lopes. A união tem arcado com apenas 20% de todos os investimentos no segmento. “Uma das bandeiras federais que poderia mudar esta realidade foi erguida com o Programa de Acelaração do Crescimento (PAC), porém, até agora, os recursos aplicados não chegam a 10% dos previstos inicialmente”, enfatizou.

 

Situando o volume de investimentos do Governo Federal, somente o Estado de São Paulo investe em infraestrutura mais que a União em todo o país. “Muitas pessoas perderam os empregos na região sudeste devido a retração na demanda internacional por produtos industrializados. A renegociação ganha espaço como alternativa tanto para os trabalhadores como para a União neste momento”, reforçou Eder Moraes.

 

A dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança mais de R$ 340 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 4,8 bilhões. O dinheiro estaria sendo utilizado principalmente para obtenção do superávit primário e o resgate de títulos da dívida pública brasileira. São estes R$ 4,8 bilhões que poderiam estar sendo aplicados diretamente pelos Estados e Municípios para a construção de obras, movimentando a economia e contribuindo para a superação da crise financeira internacional.

 

Se a proposta for aprovada em sua íntegra pelo Governo Federal, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras. Seria possível asfaltar cerca mil quilômetros todos os anos com este valor, por exemplo. A proposta já foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e pelo Colegiado de Presidentes da Assembleias Legislativas de todo o país.

 

Fonte: Daniel Dino - ASC/Sefaz-MT

Diário do Comércio destaca luta de MT para mudar o perfil da dívida dos estados

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O jornal paulista Diário do Comércio e Indústria – DCI, voltado principalmente para o setor empresarial, destacou a proposta de reestruturação da dívida dos Estados com a União encampada por Mato Grosso. Na edição impressa da última segunda-feira (11.05), o veículo destacou na reportagem “Mato Grosso luta para mudar o perfil da dívida dos Estados” como um novo pacto para o tema pode gerar empregos e beneficiar a população com um volume maior de obras em infraestrutura. O material foi produzido com base em uma entrevista feita pelo impresso com o secretário de Fazenda, Eder Moraes. Abaixo a entrevista na íntegra.

Mato Grosso luta para mudar o perfil da dívida dos estados

DCI - O Estado do Mato Grosso tomou para si uma luta que vai além de suas fronteiras e atinge interesses de todos os entes federativos. Ao movimentar-se em torno do pleito da reestruturação das dívidas dos estados, o governo mato-grossense avisa: “Estamos confortáveis para fazer o enfrentamento com a União”, disse o secretário de Fazenda, Eder Moraes, em entrevista exclusiva ao DCI. Enquanto defende pelo Brasil a proposta de trocar o pagamento de juros por investimentos, o secretário trabalha para manter as finanças estaduais em ordem. “No 1º quadrimestre do ano as receitas cresceram nominalmente 4% em relação a 2008 e isso considerando que o cenário atual é totalmente diferente”, disse.

O Estado, que ocupa o 15º lugar no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, levou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a ideia de mudar os termos dos contratos das dívidas dos Estados com a União. A plataforma apresentada para a reestruturação tem como principais medidas a troca do indexador no refinanciamento de dívidas com a União, de IGP-DI para o IPCA; corte da taxa anual de juros de 6% para 4%; redução em dois pontos percentuais do comprometimento da receita líquida com pagamento da dívida e o direcionamento desses recursos para investimentos. Segundo Moraes, em cerca de 10 anos, os juros da dívida consumiram em média 17,5% da receita líquida do estado e a média do custo para o Mato Grosso ao ano, sob o regime do indexador do IGP-DI, chega a 16,6%. A Fazenda do estado calcula, por exemplo, que a troca do índice inflacionário dos contratos poderia render aos cofres uma economia de R$ 623 milhões.

Mesmo armados de argumentos e garantindo que a proposta não atinge o fluxo do caixa do governo federal, o tema é sensível. O Tesouro já se disse contrário a qualquer mudança e evita sinalizar qualquer afrouxamento fiscal para o mercado. Quando apresentada no Confaz, o Espírito Santo e o Rio de Janeiro - estados peemedebistas ligados a ala do PT do governo federal - votaram por abstenção, em um indicativo de que a batalha não seria fácil. Com ou sem sucesso, o Mato Grosso, que ocupa a 15ª posição no ranking do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, conseguiu colocar o tema em pauta e chamar o governo federal para o debate, que promete esquentar também as eleições de 2010.

Para liderar o movimento, Mato Grosso conta com o respaldo das ações que o Governo tem tomado para garantir um desempenho econômico positivo. Com 70% da receita concentrada no agronegócio, o Estado tomou medidas para atenuar os efeitos da crise sobre os setores mais afetados: frigoríficos e sucroalcooleiro. “Tivemos 14 plantas voltadas para exportação fechando as portas”, contou. Na receita estadual, a arrecadação dos frigoríficos representou uma queda de 30%. Mato Grosso ofereceu desconto de 50% no ICMS sobre a comercialização do gado em pé - passando o imposto de 7% para 3,5%, por 60 dias. Apesar disso, de acordo com o primeiro levantamento sobre a crise da agroindústria frigorífica no estado, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a entrada em recuperação judicial dos 15 frigoríficos do grupo Arantes, Quatro Marcos, Independência e Margen S.A compromete mais de 35% da capacidade de abates de gado do estado.

Já para o setor sucroalcooleiro - que representou queda de 25% na arrecadação estadual -, o Governo do Estado instituiu o regime de estimativa, reduzindo a carga tributária do setor, em média, em até 40%. O sistema funciona da seguinte forma: o Estado faz uma estimativa da produção e o pagamento do impostos será sobre o montante projetado. Caso ela seja maior, a diferença fica para o produtor como incentivo. Além disso, o governo renegociou a parcela de dívidas agrícolas, prorrogando o pagamento de R$ 700 bilhões. “Estamos mantendo a arrecadação no braço”, afirmou Moraes. O secretário contou ainda que o Estado atua no combate a sonegação como estratégia para garantir receita. Segundo ele, a média de eficiência fiscal no estado é de 69,5%, mas o governo busca alcançar os 100%. “Vamos mandar a conta”, avisou Moraes.

Fonte:Daniel Dino - ASC/Sefaz-MT

Secretário de Fazenda aponta insolvência da dívida dos Estados com a União

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A renegociação da dívida dos Estados com a União, a situação econômica e a arrecadação de Mato Grosso foram os principais temas nesta terça-feira (12.05) da entrevista do secretário de Fazenda, Eder Moraes, durante o programa Sérgio Ricardo, transmitido pela TV Cidade Verde (SBT). Numa participação ao vivo, o gestor explicou que em 1998 a dívida mato-grossense com a União era de R$ 3,1 bilhões. Passados dez anos, em 2008, o Estado já havia quitado R$ 5 bilhões e ainda hoje deve outros R$ 5 bilhões. “A solução para esta relação de agiotagem é a diminuição na taxa de juros e a mudança nos indexadores da dívida”, defendeu Moraes.

Segundo o secretário, em 2008 Mato Grosso entregou à União R$ 710 milhões, sendo R$ 510 milhões somente para o pagamento de juros, ou seja, somente R$ 200 milhões foram realmente abatidos da dívida. “Não somos contra o Governo Federal, somos de sua base aliada, mas se for necessário vamos fazer uma caminhada de protesto pedindo menos juros e mais empregos nós iremos convocar os estudantes, os sindicados e a sociedade para participar”, enfatizou Moraes.

O Estado de Mato Grosso vem pagando em torno de R$ 50 milhões em juros todos os meses à União. “Estou representando a vontade de toda a sociedade. Deveríamos pagar menos juros para investir em obras de infraestrutura nos Estados, gerando emprego e melhores condições para o desenvolvimento econômico. Serão recursos que vão retroalimentar o caixa dos Estados”, defendeu o secretário de Fazenda. “Caso o Governo Federal não flexibilize e comece a debater, iremos sim entrar com uma Ação de Inconstitucionalidade contra a União, uma vez que está sendo cobrado juros sobre juros neste atual modelo de dívida, o que é ilegal”, emendou.

Sobre o orçamento previsto para este ano, Eder Moraes destacou que a pasta tem ajustado todas suas ferramentas de fiscalização para combater a evasão fiscal e manter o mesmo nível de arrecadação de 2008. “Neste primeiro quadrimestre nós estamos conseguindo este objetivo, mesmo com problemas específicos como no setor de frigoríficos e no  sucroalcooleiro”, disse. As medidas adotados para isso, pontuou o chefe da Fazenda Estadual, foram a redução de 50% no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no gado em pé. O setor bovino sofreu principalmente com a crise devido à redução na demanda internacional.

Mas a crise também trouxe alguns fatores positivos na opinião do secretário Eder Moraes. Ele citou que o dólar acumulou uma queda de aproximadamente 30% nos últimos meses, e garantiu uma necessidade menor de investimento ao agronegócio. “O agronegócio é responsável por aproximadamente 70% da economia, levando em conta os serviços necessários para seu funcionamento e trabalhos oriundos de sua renda. Com o dólar menor temos mais reais circulando no Estado”, lembrou. Além do dólar, o gestor citou a renegociação das dívidas dos produtores, que garantiu a carência em torno de R$ 600 milhões que deixaram de ir ao Governo Federal e ficaram na mão dos produtores e consequentemente irão circular na economia local.

Fonte: Daniel Dino/ASC SEFAZ-MT

Proposta encampada por MT será destaque em evento de presidentes do Legislativo

sexta-feira, 8 de maio de 2009

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A proposta mato-grossense de reestruturação da dívida dos Estados com a União será a bandeira do 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas, que inicia nesta quinta-feira (07.05), em São Paulo (SP). O secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, será um dos palestrantes da sexta-feira (08.05), convidado diretamente pelo presidente do Colegiado, deputado mineiro Alberto Pinto Coelho. Eder Moraes irá explicar aos pelo menos 20 presidentes que já confirmaram presença os termos técnicos e a relevância deste novo pacto como uma ação anticíclica em relação à crise econômica mundial.

Se a proposta for aprovada em sua íntegra, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras de infraestrutura. Seria possível asfaltar cerca mil quilômetros todos os anos com este valor. A proposta já foi aprovada por unanimidade durante a última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

O momento atual é propício para a negociação na opinião do secretário mato-grossense. “A queda no consumo possui um efeito cíclico de desaceleração da economia. Este cenário internacional está derrubando as taxas de juros em todos os países, e aqui no Brasil não pode ser diferente”, comentou Eder Moraes.

A dívida dos Estados com a União já chega aos R$ 348,8 bilhões com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A proposta defendida por Mato Grosso cobra a retirada do IGP-DI e do IGP-M como indexadores dos contratos firmados à luz das Leis Federais nº 9.496/97 e nº 8.727/93. Outra solicitação é a redução em dois pontos porcentuais do nível de comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas.

A proposta ainda defende que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos sejam exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio. Acompanha o secretário Eder Moraes no evento o assessor econômico da Secretaria de Fazenda, Vivaldo Lopes.

Fonte: Daniel Dino ASC/Sefaz-MT

Estados pedem revisão de dívidas com a União

quarta-feira, 18 de março de 2009

Com o fim iminente do subsídio federal, pelo menos 13 das 27 unidades da Federação já discutem meios de realizar repactuação dos contratos

De olho na queda dos juros prevista para os próximos meses, governadores e prefeitos decidiram que vão cobrar do governo federal uma nova renegociação das dívidas dos Estados e dos municípios com a União. Em pelo menos 13 das 27 unidades da federação, já estão sendo discutidos meios de se realizar essa repactuação, como a ocorrida em 1997.

“Não tem cabimento agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aquele que passou a prevalecer”, afirmou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ele se referia à possibilidade de que, pela primeira vez em mais de 10 anos, os juros cobrados dos Estados deixarem de ser subsidiados, ou seja, inferiores à taxa Selic. Para o governador paulista, a taxa básica de juros precisa cair ainda mais e essa discussão sobre as dívidas públicas terá de acontecer.

“Esse é um problema que ou já apareceu ou vai aparecer, na medida em que os juros declinam”, declarou Serra. “E quero dizer que é necessário que os juros declinem para que a economia brasileira não continue nesse mergulho para baixo.”

Hoje, o custo da dívida renegociada é de 6% ao ano mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), a inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas. Se a Selic (taxa básica de juros da economia) ficar abaixo de 6% ao ano, em termos reais (descontada a inflação), os governos estaduais e municipais estarão subsidiando a União - ou seja, o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

O prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), também defende a flexibilização da dívida. Com um gasto mensal de mais de R$ 200 milhões para honrar essa dívida, Kassab afirmou ontem em Brasília que tem o “maior interesse em encontrar um caminho para atenuar um pagamento tão pesado” - o que não aconteceria com a mudança dos juros, mas com a alteração na parcela da receita líquida atualmente destinada ao pagamento da dívida (13%).

O prefeito, porém, diz ser contra qualquer alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para que essa renegociação seja efetivada. “É fundamental para o País que essa fique como está. Ela veio para ficar”, disse Kassab.

É que, para fazer uma nova renegociação das dívidas, o governo teria de propor uma mudança da LRF, pois seu artigo 35 proíbe a realização de operação de crédito entre um ente e outro da Federação, “ainda que sob a forma de novação (uma nova dívida para substituir a anterior), refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente”.

O governo da Bahia tem mesma posição. O secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins, afirma que o governador Jaques Wagner (PT) é favorável à renegociação dos contratos, “mas sem rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Investimentos

Em São Paulo, na Bahia e em Mato Grosso, os governos defendem redução das parcelas mensais de pagamento da dívida. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, explica que o Estado já aderiu ao movimento liderado pelo Mato Grosso de pedir a renegociação das dívidas, desde que haja comprometimento de que os recursos que deixarem de ser pagos à União sejam usados em investimentos em infraestrutura, para atenuar os efeitos da crise.

“Em vez de pagar juros altíssimos à União, poderíamos ter esses recursos circulando na economia real, para garantir a perenidade dos empregos e gerar novos postos de trabalho”, afirma Eder Moraes, secretário da Fazenda do Mato Grosso.

Outros Estados que confirmaram que defenderão uma nova renegociação das dívidas são Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), se declararam indecisos.

Contraproposta

O coordenador do Grupo dos Gestores Financeiros (Gefin), órgão auxiliar do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cesar Ferreira, disse ontem que até sexta-feira apresentará aos secretários de Fazenda dos Estados uma minuta, em que são propostas algumas alterações no trato das dívidas com a União. Entre as propostas está uma reivindicação antiga, que é a mudança do indexador do IGP-DI para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

RJ e ES contra proposta

Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos do PMDB, declaram-se contrários à ideia de renegociar os contratos das dívidas dos Estados com a União. “Acho extremamente delicado abrir uma discussão dessas em um momento em que o País acabou de receber completamente os efeitos no mercado de trabalho em dezembro e agora com os números do PIB, com queda de receitas da União, dos Estados e dos municípios”, avaliou Hartung. “Em uma hora dessas, não ajuda o País”.

Para o governador capixaba no momento, “os entes federados devem cortar custeio, controlar despesas e ver o que é possível investir, sobretudo em setores que gerem maciçamente empregos”. Cabral propõe alternativas para o momento. “Talvez, no curto prazo, os mais importantes seja p Ministério da Fazenda dar mais espaço de endividamento sempre que os limites estejam baixos do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso pode ter um efeito maior do que abrir uma grande discussão”, afirmou.

“No curto prazo, o teto de 13% (de receita para pagamento da dívida) protege os Estados, e se de real não se precisar mais, o IGP-DI mais 6% ainda se compra com custo de financiamento da União”, diz Cabral.

Fonte: O Estado de São Paulo

Dívida de MT pode chegar a 1 bilhão de reais em 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mato Grosso poderá ter que desembolsar em 2009, ano que é anunciado como o da crise econômica mundial, R$ 1 bilhão entre juros, encargos e amortização da dívida que no ano de 2008 já atingiu R$ 706 milhões, sendo R$ 286 milhões de amortização e R$ 420 milhões de juros e encargos.

“Isso é um sadismo fiscal sem precedentes que impede o crescimento da economia estadual”, disse o secretário de Fazenda, Eder Moraes, assinalando que a proposta de não correção e não pagamento dos juros por dois anos impediria os efeitos da crise em todo o Brasil.

Esses números preocupam os deputados José Riva (PP), presidente da Assembléia, o 1º secretário, Sérgio Ricardo (PR) e o líder do PPS, Percival Muniz. Os parlamentares querem que o Legislativo esteja atento e em busca de uma proposta alternativa a ser apresentada ao presidente da República. “Não é possível que um Estado fundamental para o equilíbrio da balança comercial graças a produção agrícola não possa ser atendido pela União. Acredito que o governador Blairo Maggi (PR) deveria utilizar do seu prestigio pessoal e cobrar uma melhor posição”, pontuou Percival Muniz.

Já o presidente, deputado José Riva (PP) alertou que se decisões não forem tomadas a crise será devastadora no interior, pois os municípios dependem muito dos repasses federais que já dão sinais de enfraquecimento, bem diferente da ascensão dos últimos três anos. “Em fevereiro já houve uma redução de 5% na arrecadação de impostos em relação a 2008 o que está representando menos R$ 218 milhões para os municípios brasileiros segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM)”, disse o progressista.

Percival apontou que é um absurdo Mato Grosso pagar mais de R$ 700 milhões em um único ano de dívidas e juros e em contrapartida receber apenas R$ 74,8 milhões em investimentos da União.

“Estão tratando Mato Grosso com um descaso sem precedentes”, pontuou.

O 1º secretário, Sérgio Ricardo defendeu a composição de um documento que será assinado pelos 24 deputados e a formação de uma comissão que em Brasília buscará apoio do Congresso Nacional para se construir uma ponte de entendimentos com o governo federal a fim de salvar, principalmente, os municípios da falência.

Fonte: Jornal A Gazeta

Eder faz levante para reduzir dívidas

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, é um dos líderes do movimento em âmbito nacional para diminuir os valores empregados com dívidas

Ao analisar os avanços implementados pela Secretaria Estadual de Fazenda no conjunto das políticas traçadas para elevar a arrecadação de Mato Grosso, o secretário Eder Moraes lança um ‘levante’ na defesa da revisão da dívida dos estados e municípios junto à União.

O movimento visa a assegurar, por meio da integração da sociedade, a abertura de um diálogo com o governo federal. A principal meta é garantir a adequação do pagamento das pendências a uma nova realidade econômica de estados e municípios. Eder critica a dura posição adotada pela União quando o tema é revisão dos débitos das unidades federativas.

O secretário destaca também a importância da conscientização da sociedade em relação ao correto pagamento dos tributos. Neste sentido, ressalta as inovações instaladas na Sefaz para coibir a evasão fiscal, por meio de sistema interligado que permite o cruzamento de dados. Éder acrescenta ainda a importância dos bons resultados obtidos pela atual gestão fiscal ao ressaltar o significado desse quadro para Mato Grosso, que assegura reflexos positivos no âmbito do desenvolvimento. Moraes pontua ainda a liderança de Mato Grosso em relação aos incentivos fiscais e redução tributária que, segundo ele, coloca o Estado à frente das outras unidades da federação em relação à Reforma Tributária. Nesta entrevista ao Diário, também analisa as possíveis conseqüências para o Estado sobre a crise na economia mundial. Avisa também sobre o estreitamento do cerco contra a evasão fiscal que será “reforçado” em 2009.

Leia a entrevista completa aqui

Fonte: Jornal Diário de Cuiabá