• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Carta de São Paulo pede renegociação de dívidas dos Estados

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A redução dos juros das dívidas dos Estados com a União, mudanças na Constituição Federal para regras sobre precatórios e revisão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) incidente sobre combustíveis são as principais reivindicações da Carta de São Paulo, documento aprovado na tarde desta sexta-feira (08.05) no VI Encontro do Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas.

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), que está à frente do colegiado, comandou os trabalhos na capital paulista. Vinte Estados estiveram representados no evento, que contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP).

A seguir, a íntegra da Carta de São Paulo:

“O Colegiado dos Presidentes das Assembleias Legislativas, reunido na cidade de São Paulo, nos dias 7 e 8 de maio de 2009, defende a imediata adoção de medidas com vistas à recuperação da capacidade de investimento dos Estados, em resposta ao impacto da crise econômica nas finanças estaduais.

Este Colegiado apresenta algumas medidas, que considera necessárias para amenizar o problema vivido pelos Estados. São elas:

- A renegociação das dívidas dos Estados com a União, tendo em vista a inadequação dos contratos firmados entre 1996 e 1999, em face da realidade atual. Dessa forma, propõe a redução da taxa de juros contratual e o direcionamento de parte do valor utilizado no pagamento da dívida para obras de infraestrutura nos próprios Estados. Tal medida contribuiria de forma importante com o esforço empreendido pelos Estados de estímulo à atividade econômica e à geração de emprego e renda, em resposta aos efeitos nefastos da crise financeira nas economias locais. Vale lembrar que apenas 20% dos investimentos públicos do país são realizados pela União e que os Estados, com as receitas reduzidas, o custeio dos serviços públicos comprometido e os projetos de investimento tolhidos ou até mesmo suspensos, vêm se transformando em verdadeiros financiadores da União;

- A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 351, em tramitação na Câmara dos Deputados, que altera a regra de pagamento dos precatórios, na forma aprovada pelo Senado Federal. Essa Emenda é de extrema relevância para os Estados e Municípios, tendo em vista o crescimento do estoque da dívida de precatórios, decorrente da incidência de juros reais de até 24% ao ano e do reiterado confisco de recursos financeiros promovido por meio de decisões judiciais. Esta realidade contribui fortemente para inviabilizar em grau crescente a gestão financeira de Estados e Municípios;

- A revisão da alíquota da Cide, uma vez que o preço do petróleo no mercado internacional se encontra no nível mais baixo dos últimos anos, não mais justificando a atual redução para o País.

- O fim da compensação de tributos entre a União e a Petrobrás, que venha a provocar a redução das transferências de recursos aos estados e municípios. No primeiro trimestre desse ano, a União permitiu que a Petrobrás compensasse créditos tributários, reduzindo em 90% o repasse dessa contribuição aos Estados e Municípios.

- O cumprimento efetivo da Lei Kandir, de forma a garantir aos estados mineradores a compensação das perdas do ICMS decorrentes de suas exportações.

Reafirmamos, por fim, a necessidade de construção de um novo pacto federativo, fundado na compatibilização do poder central com a autonomia dos entes federados, na repartição mais equânime de encargos e de recursos, na responsabilidade mútua e compartilhada, na interdependência, equilíbrio e espírito de cooperação.

Nesse sentido, propomos também alterações na legislação, a fim de garantir que os legislativos estaduais possam executar os serviços de radiodifusão de sons e de sons e imagens, analógico e digital.

Os Parlamentos Estaduais e do Distrito Federal cumprem, assim, seu papel de discutir e encaminhar soluções para os problemas de relevante interesse público, de contribuir para a construção de uma convivência mais harmônica entre os entes federados e de zelar pelo contínuo aprimoramento das instituições democráticas.

São Paulo, 8 de maio de 2009

Presenças - Participaram do encontro do Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas os presidentes das Assembleias de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP); do Amapá, Jorge Amanajás (PSDB); do Amazonas, Belarmino Lins de Albuquerque (PMDB); da Bahia, Marcelo Nilo (PSDB); do Ceará, Domingos Filho (PMDB); do Distrito Federal, Élcio Álvares (DEM); do Maranhão, Marcelo Tavares (PSB); do Pará, Domingos Juvenil (PMDB); da Paraíba, Arthur Cunha Lima (PSDB); do Pernambuco, Guilherme Uchôa (PDT); do Piauí, Themistocles Filho (PMDB); de Santa Catarina, Jorginho Mello (PSDB); do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PMN); de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB); e do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), além de representantes dos presidentes dos Legislativos de Roraima, deputado Chico Guerra, e do Sergipe, o diretor-geral Marcos Sampaio. Também participou o 1º-vice-presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), deputado Clóvis Ferraz (DEM/BA). 

Fonte:Assessoria AL/MG

Proposta encampada por MT será destaque em evento de presidentes do Legislativo

sexta-feira, 8 de maio de 2009

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A proposta mato-grossense de reestruturação da dívida dos Estados com a União será a bandeira do 6° Encontro do Colegiado dos Presidentes de Assembleias Legislativas, que inicia nesta quinta-feira (07.05), em São Paulo (SP). O secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, será um dos palestrantes da sexta-feira (08.05), convidado diretamente pelo presidente do Colegiado, deputado mineiro Alberto Pinto Coelho. Eder Moraes irá explicar aos pelo menos 20 presidentes que já confirmaram presença os termos técnicos e a relevância deste novo pacto como uma ação anticíclica em relação à crise econômica mundial.

Se a proposta for aprovada em sua íntegra, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras de infraestrutura. Seria possível asfaltar cerca mil quilômetros todos os anos com este valor. A proposta já foi aprovada por unanimidade durante a última reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sendo assim uma vontade conjunta dos gestores fazendários de todo o país.

O momento atual é propício para a negociação na opinião do secretário mato-grossense. “A queda no consumo possui um efeito cíclico de desaceleração da economia. Este cenário internacional está derrubando as taxas de juros em todos os países, e aqui no Brasil não pode ser diferente”, comentou Eder Moraes.

A dívida dos Estados com a União já chega aos R$ 348,8 bilhões com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). A proposta defendida por Mato Grosso cobra a retirada do IGP-DI e do IGP-M como indexadores dos contratos firmados à luz das Leis Federais nº 9.496/97 e nº 8.727/93. Outra solicitação é a redução em dois pontos porcentuais do nível de comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas.

A proposta ainda defende que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos sejam exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio. Acompanha o secretário Eder Moraes no evento o assessor econômico da Secretaria de Fazenda, Vivaldo Lopes.

Fonte: Daniel Dino ASC/Sefaz-MT

Renegociação da dívida pública defendida por MT é destaque em artigo no Estadão

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A proposta de reestruturação da dívida pública dos Estados com a União, encabeçada por Mato Grosso, novamente ganhou destaque na mídia nacional nesta quarta-feira (06.05). O artigo ‘Uma solução para as dívidas dos Estados’, de autoria do secretário de Fazenda Eder Moraes e do consultor econômico Vivaldo Lopes, foi publicado no jornal O Estado de São Paulo - Estadão, sendo a proposta apontada como uma alternativa para conter localmente a crise econômica mundial.

O artigo apresenta detalhadamente a construção da atual dívida dos Estados, negociada em 1997 e novamente em 1999. Na época confirmada como um avanço em direção a estabilidade financeira do país como um todo, a renegociação alongou para 30 anos o pagamento das dívidas e indexou os juros em 6% ao ano. Ainda foram incorporados aos vencimentos o IGP-DI, índice calculado pela Fundação Getúlio Vargas. Nesses 12 anos em vigor da negociação, o índice do IGP-DI chegou aos 28% anuais, sufocando a capacidade de investimento dos Estados.

Citando que a dívida já chega aos R$ 348,8 bilhões com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o secretário, representando o Estado de Mato Grosso, defende a retirada do IGP-DI e do IGP-M como indexadores dos contratos firmados à luz das Leis Federais nº 9.496/97 e nº 8.727/93. Outra solicitação é a redução em dois pontos porcentuais do nível de comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas.

A proposta ainda defende que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos sejam exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra

Eder Moraes discursa para multidão no maior primeiro de maio do mundo

sexta-feira, 8 de maio de 2009
Eder Moraes discursa para multidão no 1º de maio

Eder Moraes discursa para multidão no 1º de maio

SÃO PAULO - Com o slogan “menos juros, mais empregos”, o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, discursou na sexta-feira (1º.05), em São Paulo (SP), durante a festa do trabalhador da Força Sindical, maior primeiro de maio do mundo. Ao lado de lideranças sindicais nacionais, como o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), o secretário defendeu o movimento liderado por Mato Grosso, de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios brasileiros.

“A proposta de Mato Grosso visa a reverter os juros pagos com a dívida pública em geração de trabalho, empregos e renda”, disse Eder à multidão de mais de 1 milhão de pessoas, enfatizando a necessidade de um reenquadramento dos contratos dos estados e municípios com a União, de acordo com a nova proposta macroeconômica do país. “Só assim vamos manter a economia aquecida”, reiterou o secretário de Fazenda.

Ao final do discurso, Moraes dividiu a multidão em dois coros: um gritava menos juros e o outro mais empregos. “Foi uma honra ser convidado pelo Paulinho para falar a um número tão grande de pessoas que representam os trabalhadores desse país”, afirmou. O secretário discursou ao lado de pessoas importantes que discutem política e trabalho no Brasil. Ele é o primeiro mato-grossense da história do Estado que participa do movimento engajado pela Força Sindical.

Estavam presentes no movimento lideranças como o senador Eduardo Suplicy; os deputados federais Ciro Gomes e Aldo Rebelo; e o ex-ministro do Trabalho, Antônio Rogério Magri; entre outros políticos e sindicalistas.

Fonte: Luciane Mildenberger/ASC SEFAZ-MT

Mato Grosso se mobiliza e consegue avanços junto ao governo federal

sexta-feira, 8 de maio de 2009

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Mato Grosso conseguiu vitória importante nesta quarta-feira (15.04), em Brasília (DF), na reunião com o secretário do Tesouro Nacional (STN), Arno Augustin, e secretários de Fazenda dos principais estados brasileiros. O foco foi discutir pleitos dos estados ao Ministério da Fazenda pela perda de arrecadação em razão da crise e da queda no repasse ao Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Conforme o secretário de Fazenda, Eder Moraes, que esteve presente na reunião, Mato Grosso obteve sinal verde da STN para realizar operação de empréstimo, liderada pelo governador Blairo Maggi, de R$ 250 milhões, junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para aquisição de equipamentos e conjunto de máquinas pesadas para utilização em convênios com as prefeituras nos 141 municípios mato-grossenses.

O maquinário, composto por caminhões de lixo, basculantes, retro-escavadeiras, pás-carregadeiras e motos-niveladoras, serão de propriedade do estado de Mato Grosso e farão serviços de recuperação das vias urbanas e entornos dos municípios. “A análise preliminar da STN está atribuindo capacidade técnica e contratual ao Estado de Mato Grosso para realizar o empréstimo, que será 100% destinado para investimento de infraestrutura dos municípios”, informou Eder Moraes.

Outro avanço conseguido, disse o secretário de Fazenda, foi à simplificação do Cadastro Único de Convênio (CAUC) para dar mais celeridade e facilitar a liberação de recursos da União aos estados. Além disso, foi comentado o estudo com bancos públicos de uma linha de crédito emergencial, em torno de R$ 150 milhões, no caso de Mato Grosso, para aplicação em investimentos, a fim de cobrir as perdas de receitas com a redução do FPE. Diferente do que foi concedido aos municípios, esta linha de crédito seria subsidiada pelos estados, com possibilidade de parcelamento em 72 meses, e dois anos de carência.

“Este montante não resolve os nossos problemas, mas pelo menos cobre as perdas que o estado terá com o FPE. Isso ainda vai passar pela aprovação dos governadores e depende da aprovação do Congresso Nacional”, completou Moraes. Uma outra discussão foi a celeridade na distribuição, ainda no primeiro semestre deste ano, de R$ 1,35 bilhão referente ao ressarcimento da Lei Kandir de 2008. Sobraria a Mato Grosso cerca de R$ 100 milhões.

DÍVIDA PÚBLICA

Sobre a proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios brasileiros encampada pelo governador Blairo Maggi, o secretário Eder Moraes explicou com muita clareza durante a reunião, que Mato Grosso propõe o reequilíbrio econômico do contrato e não o refinanciamento. “Não estamos alongando o passivo e sim readequando os contratos à nova realidade econômica do país”, disse o representante mato-grossense.

Segundo Moraes, independentemente dos avanços conseguidos junto à STN nesta quarta-feira, os secretários de Fazenda dos estados deixaram claro ao secretário Arno Augustin que estão se mobilizando através da Medida Provisória aprovada por todos os presentes no último Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina (PI).

“Avisamos que Mato Grosso está liderando o Movimento Investe Brasil em todo o país, e que vamos para as ruas, para o Congresso Nacional, ao presidente Lula, ao vice-presidente da República, José Alencar e à ministra Dilma Roussef, com o objetivo de sensibilizar a sociedade brasileira para a reestruturação econômica dos contratos da dívida pública, e que isso só será possível pelo viés político. Não temos nada contra a STN e o governo federal, mas a favor do povo brasileiro”, ressaltou Eder Moraes.

Por fim, o secretário Eder disse que Arno Augustin destacou que Mato Grosso está desempenhando um papel fundamental na discussão do endividamento público brasileiro, e que historicamente nenhum estado tinha provocado esta discussão nem na STN e nem no governo federal. “Avaliamos a reunião muito positiva e que serviu para alertar o governo federal que Mato Grosso não vai deixar de se mobilizar”, finalizou Moraes.

Participaram da reunião o coordenador do Confaz, José de Jesus do Rosário Azzolini, do Maranhão, e os secretários de Fazenda dos estados do Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Paraná e Rio de Janeiro, além do assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, Vivaldo Lopes.

Maggi vai tentar apoio da União

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Governador de Mato Grosso quer utilizar seu prestigio para conseguir desafogar as finanças públicas dos Estados e Municípios

O Governo do Estado começa um esforço concentrado para convencer o governo Federal de que é possível se acatar a proposta de Medida Provisória aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e referendada pelo Conselho Nacional de Secretários de Planejamento (Conseplan) que prevê a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios, reduzindo o juros e promovendo ajustes necessários. “No momento da renegociação, 1993 e 1997 o ambiente econômico era diferente, com um câmbio fixo, uma taxa Selic de 19,5%/ano e uma Inflação de 17%. Hoje a regra é 6% mais o IGP-DI que promovem verdadeiros juros draconianos”, explicou o governador Blairo Maggi que agendou um encontro com a ministra Dilma Roussef e vai levar a proposta para o presidente Lula.

Maggi vai ainda pedir apoio de todos os senadores e deputados federais de Mato Grosso, além de outros integrantes do Congresso Nacional que conhece para defenderem a proposta apresentada pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes e que irá implementar mudanças que permitam a sobra de recursos nos caixas dos Tesouros Estaduais e Municipais, além de garantir que essa sobra seja utilizada apenas em obras de infra-estrutura, visando a geração de emprego e renda.

O secretário apontou que a proposta mantém um fluxo constante de recursos para a União com o recolhimento do principal da dívida, desafoga Estados e municípios e aquece a economia. “Todos estão vendo que a proposta, além de promover uma saída para o aperto nas finanças públicas vai ajudar na consolidação econômica do país”, disse Eder Moraes apontando que o artigo 35 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o 43 da Resolução do Senado que trata do endividamento, preveem a recomposição e reestruturação do financiamento para permitir o equilíbrio econômico dos contratos.

Brunetto quer o PT a favor da rolagem

O vice-líder do Governo na Assembléia, deputado Ademir Brunetto (PT) defendeu que o seu partido em Mato Grosso encaminhe expediente para a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e para a Presidência da República, referendando a proposta de Mato Grosso já assumida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que representa todos os Estados quanto a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios.

“A questão do endividamento público de Estados e Municípios sempre foi uma das principais lutas que o PT enquanto oposição defendeu ardorosamente e agora chegou o momento do discurso dar lugar a prática e encontrar uma solução definitiva que interessa a todos, pois nós vivemos nos Estados e nos municípios, então quanto melhor for a capacidade dos administradores, melhor será a situação do conjunto”, explicou Brunetto.

O deputado acrescentou ainda que a proposta é viável por prever investimentos em infraestrutura que geram emprego e renda e não deixa de recolher parte do que é devido a União, portanto, “o governo vai abrir mão de juros em prol da sociedade”, disse.

Fonte: A Gazeta

Silval e Eder vão até Sarney e Temer

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Se por um lado o governador Blairo Maggi tenta convencer os membros do Governo Federal, de outro lado o vice-governador e o secretário de Fazenda, Silval Barbosa (PMDB) e Eder Moraes, respectivamente, apresentam a minuta da medida provisória da proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios com a União aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, ambos do PMDB. A expectativa é que os presidentes das duas casas do Congresso apóiem a proposta e ajudem a sensibilizar o presidente Lula a editar a medida

Mato Grosso defende que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, os estados e municípios possam reduzir o comprometimento de suas receitas e, dessa forma, aplicar os recursos em infraestrutura e no social.

“A proposta garante dias melhores para as futuras gerações, com mais possibilidades de emprego e renda, sem deixar de pagar a União”, assinala o secretário de Fazenda.

Caso o projeto seja implementado, Mato Grosso vai economizar aproximadamente R$ 300 milhões/ano. A dívida acumulada dos estados e municípios com a União soma cerca de R$ 450 bilhões, sendo que Mato Grosso devia em 1998, R$ 3,8 bilhões, pagou R$ 5,1 bilhões e deve hoje R$ 5,4 bilhões. “Os contratos da dívida, deixaram de ser subsídios e passaram e ser uma relação de agiotagem”, destaca Eder.

Audiência pública está assegurada

O senador Jaime Campos (DEM), confirmou que já foi solicitado da Mesa Diretora do Senado Federal uma audiência pública para que o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresente a proposta de reestruturação das dívidas dos Estados e Municípios com a União, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele ponderou que a proposta é consistente e já movimenta boa parte dos senadores que desejam encontram soluções para a crise.

“Espero o quanto antes marcar a audiência e colocar o assunto na pauta do Senado Federal que legitimamente é quem tem a prerrogativa de tratar da questão do endividamento dos Estados e dos Municípios”, disse Jaime apontando que foi governador e prefeito e conhece a realidade das dívidas e da falta que os recursos fazem no dia a dia da administração pública.

Jaime lembrou que a proposta de Mato Grosso, já é de todos os Estados e município e tem um ingrediente a mais na solução de problemas, a exigência dos recursos economizados serem destinados para obras de infraestrutura e ações sociais visando a geração de emprego e renda.

Fonte: A Gazeta

Estados pedem medida provisória para renegociar acordos da dívida

sábado, 4 de abril de 2009

O Estado de São PauloPrimeiro os prefeitos, agora os governadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentará uma nova batalha pela busca de mais recursos do Tesouro. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em reunião realizada em Teresina (PI), na quinta-feira, aprovou, por unanimidade, os termos da minuta de uma medida provisória, a ser apresentada nos próximos dias ao Planalto e ao Congresso, com 11 pontos que tratam da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios. O Confaz reúne os secretários de Fazenda dos Estados.

As duas principais reivindicações dos Estados são a substituição do indexador - de IGP-DI para IPCA - nos contratos de refinanciamento das dívidas com a União e a redução do limite de comprometimento da receita líquida com esses pagamentos. “Isso vai permitir que os Estados e municípios brasileiros recuperem um pouco a sua capacidade de investimento”, declarou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, um dos articuladores da proposta. A pressão para a renegociação das dívidas dos Estados, a partir da projeção de forte queda da taxa básica de juros da economia (Selic), foi antecipada pelo Estado em março.

Moraes advertiu que, se o Planalto se mostrar insensível à proposta, como indicou o Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que esteve presente ao fim da reunião e se posicionou contra a sugestão de medida provisória, os Estados se juntarão aos municípios e promoverão manifestações em todo o País. A mobilização para uma campanha intitulada Menos Juros e mais Empregos já estaria sendo feita e teria ajuda das centrais sindicais e dos estudantes, que voltariam às ruas.

Na reunião, de acordo com Eder Moraes, os secretários de Fazenda lembraram que o presidente Lula está oferecendo recursos para a criação de um fundo internacional de combate à crise. “Se tem dinheiro para dar para um fundo internacional, por que não socorrer primeiro a economia doméstica?”, argumentou Moraes.

O secretário mato-grossense explicou que a troca do IGP-DI pelo IPCA como indexador das dívidas resultará em redução de 30% do saldo devedor. Segundo ele, a soma de IGP-DI mais o juros de 6,05% anuais (custo da dívida dos Estados renegociada com o Tesouro) está na casa de 17% ao ano. “Ou seja, começou a virar uma relação de agiotagem”, ressaltou. Para ele, o que era subsídio em 1998, quando as dívidas dos Estados e municípios foi renegociada, tornou-se hoje “inaceitável”, diante da nova realidade macroeconômica brasileira e a queda progressiva da taxa Selic.

COMPROMETIMENTO

Outro ponto da minuta de medida provisória pede a redução do comprometimento da receita líquida real dos Estados. “Em alguns Estados, que estão com 15% de comprometimento da receita, queremos que reduza para 13%. Nos casos em que (o comprometimento) está em 13%, queremos que caia para 11%”, afirmou.

“Se a Secretaria do Tesouro Nacional continuar refratária à nossa proposta, significa que o governo está dando um recado muito claro ao Brasil de que está inibindo a geração de empregos e os investimentos do País”, disse Moraes. Por isso, esclareceu, o Confaz levará a proposta “por cima”, aos presidentes do Senado e da Câmara e aos ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, e do Planejamento, Paulo Bernardo.

Ao citar trechos da minuta de MP, o secretário informou que os Estados se comprometerão a utilizar os recursos que economizarem com o pagamento da dívida apenas em investimentos e em programas sociais.

“Não podem ser destinados ao custeio da máquina pública. Esse dinheiro será destinado à base da economia real, para estimular o crescimento, gerar emprego, renda e voltar aos cofres públicos na forma de impostos”, afirmou. “É essa ciranda que precisa ser retroalimentada e não a ciranda do mercado financeiro.”

Fonte: O Estadão

MT aprova no Confaz proposta de reestruturação da dívida dos estados e municípios

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eder Moraes e Blairo Maggi

A proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios brasileiros apresentada por Mato Grosso nesta quinta-feira (02.04) ao Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), durante a 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina (PI), foi acolhida na integralidade pelo grupo e aprovada por unanimidade pelos secretários estaduais de Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil. Na ocasião, foi editada minuta de uma Medida Provisória (MP) com os pontos de consenso, que será apresentada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), presidência da República, Senado e Câmara Federal.

Segundo o secretário de Fazenda de Mato Grosso e mentor da proposta, Eder Moraes, no contexto da trajetória descendente da Dívida Corrente Líquida (DCL) em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) dos estados, DF e municípios, e dos esforços do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), que resultaram no equilíbrio das contas públicas, os contratos firmados com a União se desatualizaram, não acompanhando o novo cenário econômico e financeiro. “Diante disso, apresentamos a proposta ao Gefin e aos secretários de Fazenda, onde foi conjuntamente implementada e consolidada para fazermos a defesa frente ao governo federal”, afirmou Moraes.

Assim que a proposta foi aprovada, o secretário de Fazenda entrou em contato com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o vice-governador, Silval Barbosa, para comunicar a decisão. “É uma façanha de alguém pré-determinado a executar uma missão do governo”, diz Eder. Os próximos passos incluem marcar uma visita à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, respectivamente. Além disso, o senador Jaime Campos também vai convocar uma audiência pública para debater o assunto.

“O governador e o vice-governador estão à frente da proposta encabeçada por Mato Grosso, que hoje é referência em todo o país, e defendida através do pelotão de elite da Fazenda mato-grossense, que atendeu a solicitação de buscar todos os meios possíveis de discussão desse tema tão importante para todo o país. Em pouco tempo conquistamos um espaço muito grande e hoje também contamos com o apoio do coordenador do Gefin, Cesar Ribeiro Ferreira, do coordenador do subgrupo Dívida, Silvio Vieira da Luz, e dos secretários de Fazenda do país, que estão a postos para nos ajudar nesta luta que envolve todos os estados e municípios brasileiros”, informou Eder Moraes.

Entre as propostas que fazem parte da Medida Provisória estão:

1) Mudança do indexador de IGP-DI para IPCA (contrato de refinanciamento com base na Lei 9496/97), o que resultará em desobrigação estimada de 30% do saldo devedor;

2) O atraso no pagamento da prestação do contrato, implicará taxa SELIC sobre o valor da parcela mensal, durante o período em que durar a inadimplência;

3) Considerar no intra-limite da dívida, a comissão do agente do contrato da Lei 9496/97, inclusive as dívidas de parcelamento com INSS das autarquias e fundações, com vencimento até 30/01/2006, constituídas ou não, inscritas ou não em dívida ativa, incluídas as que estiverem em fase de execução fiscal ajuizada, e as que tenham sido objeto de parcelamento anterior não integralmente quitado ou cancelado por falta de pagamento;

4) Readequar o cálculo da Receita Líquida Real (RLR) para exclusão: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), Fundo de Combate à Pobreza e repasses do Fundo Nacional de Saúde (Gestão Plena Sistema Estadual Saúde);

5) Redução no desembolso do intra limite com o serviço da dívida em até dois pontos percentuais;

6) Adequar a cláusula penal contida nos contratos, excluindo duplicidades e imposição de sanções não compatíveis com o art. 413 do Código Civil vigente;

7) Limitar os juros dos contratos das Leis 8727/93 e 9496/97, ao percentual de 4% ao ano:

8) Exigir a aplicação do Decreto n. 22.626/33 e da Súmula 121 do STF, no que tange a proibição de contagem de juros sobre juros;

9) Adotar para o cálculo das prestações dos contratos de refinanciamento o Sistema Linear Ponderado, que pauta pela aplicação dos juros simples, em substituição a incorporação de juros sobre juros;

10) A remuneração do agente financeiro (BB) no Contrato da Lei nº 8727/93 passa a ser de 0,01% ao ano, calculada sobre os saldos devedores, a ser paga mensalmente, e,

11) Os ganhos financeiros obtidos na MP serão aplicados em investimentos.

PARTICIPAÇÃO

De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi; o assessor econômico Vivaldo Lopes, o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta; o superintendente de Gestão Financeira Estadual, Mauro Nakamura Filho; a superintendente de Gestão do Endividamento Público, Inês Stringheta; o superintendente de Gestão da Contabilidade do Estado, Luiz Marcos de Lima; a técnica da Área Instrumental do Governo, Angelica Wandermurem Scheidegger, da Coordenadoria de Planejamento e Análise de Encargos Gerais do Estado (CPAE); e os agentes de Tributos Estaduais Dilson Benedito, da Superintendência de Gestão da Contabilidade do Estado, e Lucimar Regina Padoan Frois Santiago, da Assessoria de Relações Federativas Fiscais.

MT apresenta proposta de reestruturação das dívidas no Confaz

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresentará nesta quinta-feira (02.04), na 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina, no Piauí, a proposta do Estado de reestruturação da dívida acumulada de cerca de R$ 400 bilhões das unidades da federação e municípios com a União. A 133ª edição do Confaz começou hoje (01.04) e será realizada até esta sexta-feira (03.04).

A proposta de Mato Grosso defende a redução de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nºs 8.727/93 e 9.496/97; a exclusão do IGP-DI como indexador inflacionário dos contratos da dívida dos estados e municípios; e a aplicação dos recursos poupados somente em investimentos, não podendo ser gastos com despesas correntes.

Mentor do projeto, Eder Moraes vai demonstrar que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, estados e municípios poderão reduzir o comprometimento de suas receitas líquidas com o pagamento das parcelas e, dessa forma, aplicar os recursos poupados em infraestrutura e programas sociais.

Nesse contexto, o Governo de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil, cuja finalidade é buscar apoiadores à proposta, por meio da adesão a um abaixo-assinado virtual. A ideia é colher um milhão de assinaturas e entregá-las ao presidente Lula. O abaixo-assinado está sendo feito pelo site www.movimentoinvestebrasil.com.br.

A reunião do Confaz reúne todos os secretários estaduais da Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil, representantes do Ministério da Fazenda, da Receita Federal, da Procuradoria da Fazenda, da Secretaria do Tesouro Nacional e técnicos tributários de todos os estados.

PROGRAMAÇÃO

Na programação desta quarta-feira (01.04) da 133ª edição do Confaz está a reunião do Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), formado por gestores da área financeira de todas as Secretarias de Fazenda do Brasil.

Na quinta-feira (02.04) será realizado o Pré-Confaz, no qual, além da apresentação da proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios com a União, haverá explanação sobre o Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e sobre o resultado dos trabalhos do Gefin, entre outras pautas. O Pré-Confaz terá a participação do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustín e da representante do BID, Fátima Cartaxo.

Já na sexta-feira (03.04) será realizada a reunião ordinária do Confaz, em que os secretários deliberarão sobre as pautas tributárias de interesse dos estados. De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi, o assessor econômico Vivaldo Lopes e o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta.

SOBRE O CONFAZ

O Conselho Nacional de Política Fazendária é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de debater questões de natureza econômica, fiscal e tributária. Tem como missão elaborar políticas e harmonizar procedimentos e normas inerentes ao exercício da competência tributária dos estados e do Distrito Federal.