• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Maggi vai tentar apoio da União

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Governador de Mato Grosso quer utilizar seu prestigio para conseguir desafogar as finanças públicas dos Estados e Municípios

O Governo do Estado começa um esforço concentrado para convencer o governo Federal de que é possível se acatar a proposta de Medida Provisória aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e referendada pelo Conselho Nacional de Secretários de Planejamento (Conseplan) que prevê a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios, reduzindo o juros e promovendo ajustes necessários. “No momento da renegociação, 1993 e 1997 o ambiente econômico era diferente, com um câmbio fixo, uma taxa Selic de 19,5%/ano e uma Inflação de 17%. Hoje a regra é 6% mais o IGP-DI que promovem verdadeiros juros draconianos”, explicou o governador Blairo Maggi que agendou um encontro com a ministra Dilma Roussef e vai levar a proposta para o presidente Lula.

Maggi vai ainda pedir apoio de todos os senadores e deputados federais de Mato Grosso, além de outros integrantes do Congresso Nacional que conhece para defenderem a proposta apresentada pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes e que irá implementar mudanças que permitam a sobra de recursos nos caixas dos Tesouros Estaduais e Municipais, além de garantir que essa sobra seja utilizada apenas em obras de infra-estrutura, visando a geração de emprego e renda.

O secretário apontou que a proposta mantém um fluxo constante de recursos para a União com o recolhimento do principal da dívida, desafoga Estados e municípios e aquece a economia. “Todos estão vendo que a proposta, além de promover uma saída para o aperto nas finanças públicas vai ajudar na consolidação econômica do país”, disse Eder Moraes apontando que o artigo 35 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o 43 da Resolução do Senado que trata do endividamento, preveem a recomposição e reestruturação do financiamento para permitir o equilíbrio econômico dos contratos.

Brunetto quer o PT a favor da rolagem

O vice-líder do Governo na Assembléia, deputado Ademir Brunetto (PT) defendeu que o seu partido em Mato Grosso encaminhe expediente para a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e para a Presidência da República, referendando a proposta de Mato Grosso já assumida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que representa todos os Estados quanto a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios.

“A questão do endividamento público de Estados e Municípios sempre foi uma das principais lutas que o PT enquanto oposição defendeu ardorosamente e agora chegou o momento do discurso dar lugar a prática e encontrar uma solução definitiva que interessa a todos, pois nós vivemos nos Estados e nos municípios, então quanto melhor for a capacidade dos administradores, melhor será a situação do conjunto”, explicou Brunetto.

O deputado acrescentou ainda que a proposta é viável por prever investimentos em infraestrutura que geram emprego e renda e não deixa de recolher parte do que é devido a União, portanto, “o governo vai abrir mão de juros em prol da sociedade”, disse.

Fonte: A Gazeta

Silval e Eder vão até Sarney e Temer

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Se por um lado o governador Blairo Maggi tenta convencer os membros do Governo Federal, de outro lado o vice-governador e o secretário de Fazenda, Silval Barbosa (PMDB) e Eder Moraes, respectivamente, apresentam a minuta da medida provisória da proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios com a União aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, ambos do PMDB. A expectativa é que os presidentes das duas casas do Congresso apóiem a proposta e ajudem a sensibilizar o presidente Lula a editar a medida

Mato Grosso defende que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, os estados e municípios possam reduzir o comprometimento de suas receitas e, dessa forma, aplicar os recursos em infraestrutura e no social.

“A proposta garante dias melhores para as futuras gerações, com mais possibilidades de emprego e renda, sem deixar de pagar a União”, assinala o secretário de Fazenda.

Caso o projeto seja implementado, Mato Grosso vai economizar aproximadamente R$ 300 milhões/ano. A dívida acumulada dos estados e municípios com a União soma cerca de R$ 450 bilhões, sendo que Mato Grosso devia em 1998, R$ 3,8 bilhões, pagou R$ 5,1 bilhões e deve hoje R$ 5,4 bilhões. “Os contratos da dívida, deixaram de ser subsídios e passaram e ser uma relação de agiotagem”, destaca Eder.

Audiência pública está assegurada

O senador Jaime Campos (DEM), confirmou que já foi solicitado da Mesa Diretora do Senado Federal uma audiência pública para que o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresente a proposta de reestruturação das dívidas dos Estados e Municípios com a União, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele ponderou que a proposta é consistente e já movimenta boa parte dos senadores que desejam encontram soluções para a crise.

“Espero o quanto antes marcar a audiência e colocar o assunto na pauta do Senado Federal que legitimamente é quem tem a prerrogativa de tratar da questão do endividamento dos Estados e dos Municípios”, disse Jaime apontando que foi governador e prefeito e conhece a realidade das dívidas e da falta que os recursos fazem no dia a dia da administração pública.

Jaime lembrou que a proposta de Mato Grosso, já é de todos os Estados e município e tem um ingrediente a mais na solução de problemas, a exigência dos recursos economizados serem destinados para obras de infraestrutura e ações sociais visando a geração de emprego e renda.

Fonte: A Gazeta

Estados pedem revisão de dívidas com a União

quarta-feira, 18 de março de 2009

Com o fim iminente do subsídio federal, pelo menos 13 das 27 unidades da Federação já discutem meios de realizar repactuação dos contratos

De olho na queda dos juros prevista para os próximos meses, governadores e prefeitos decidiram que vão cobrar do governo federal uma nova renegociação das dívidas dos Estados e dos municípios com a União. Em pelo menos 13 das 27 unidades da federação, já estão sendo discutidos meios de se realizar essa repactuação, como a ocorrida em 1997.

“Não tem cabimento agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aquele que passou a prevalecer”, afirmou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ele se referia à possibilidade de que, pela primeira vez em mais de 10 anos, os juros cobrados dos Estados deixarem de ser subsidiados, ou seja, inferiores à taxa Selic. Para o governador paulista, a taxa básica de juros precisa cair ainda mais e essa discussão sobre as dívidas públicas terá de acontecer.

“Esse é um problema que ou já apareceu ou vai aparecer, na medida em que os juros declinam”, declarou Serra. “E quero dizer que é necessário que os juros declinem para que a economia brasileira não continue nesse mergulho para baixo.”

Hoje, o custo da dívida renegociada é de 6% ao ano mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), a inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas. Se a Selic (taxa básica de juros da economia) ficar abaixo de 6% ao ano, em termos reais (descontada a inflação), os governos estaduais e municipais estarão subsidiando a União - ou seja, o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

O prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), também defende a flexibilização da dívida. Com um gasto mensal de mais de R$ 200 milhões para honrar essa dívida, Kassab afirmou ontem em Brasília que tem o “maior interesse em encontrar um caminho para atenuar um pagamento tão pesado” - o que não aconteceria com a mudança dos juros, mas com a alteração na parcela da receita líquida atualmente destinada ao pagamento da dívida (13%).

O prefeito, porém, diz ser contra qualquer alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para que essa renegociação seja efetivada. “É fundamental para o País que essa fique como está. Ela veio para ficar”, disse Kassab.

É que, para fazer uma nova renegociação das dívidas, o governo teria de propor uma mudança da LRF, pois seu artigo 35 proíbe a realização de operação de crédito entre um ente e outro da Federação, “ainda que sob a forma de novação (uma nova dívida para substituir a anterior), refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente”.

O governo da Bahia tem mesma posição. O secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins, afirma que o governador Jaques Wagner (PT) é favorável à renegociação dos contratos, “mas sem rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Investimentos

Em São Paulo, na Bahia e em Mato Grosso, os governos defendem redução das parcelas mensais de pagamento da dívida. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, explica que o Estado já aderiu ao movimento liderado pelo Mato Grosso de pedir a renegociação das dívidas, desde que haja comprometimento de que os recursos que deixarem de ser pagos à União sejam usados em investimentos em infraestrutura, para atenuar os efeitos da crise.

“Em vez de pagar juros altíssimos à União, poderíamos ter esses recursos circulando na economia real, para garantir a perenidade dos empregos e gerar novos postos de trabalho”, afirma Eder Moraes, secretário da Fazenda do Mato Grosso.

Outros Estados que confirmaram que defenderão uma nova renegociação das dívidas são Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), se declararam indecisos.

Contraproposta

O coordenador do Grupo dos Gestores Financeiros (Gefin), órgão auxiliar do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cesar Ferreira, disse ontem que até sexta-feira apresentará aos secretários de Fazenda dos Estados uma minuta, em que são propostas algumas alterações no trato das dívidas com a União. Entre as propostas está uma reivindicação antiga, que é a mudança do indexador do IGP-DI para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

RJ e ES contra proposta

Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos do PMDB, declaram-se contrários à ideia de renegociar os contratos das dívidas dos Estados com a União. “Acho extremamente delicado abrir uma discussão dessas em um momento em que o País acabou de receber completamente os efeitos no mercado de trabalho em dezembro e agora com os números do PIB, com queda de receitas da União, dos Estados e dos municípios”, avaliou Hartung. “Em uma hora dessas, não ajuda o País”.

Para o governador capixaba no momento, “os entes federados devem cortar custeio, controlar despesas e ver o que é possível investir, sobretudo em setores que gerem maciçamente empregos”. Cabral propõe alternativas para o momento. “Talvez, no curto prazo, os mais importantes seja p Ministério da Fazenda dar mais espaço de endividamento sempre que os limites estejam baixos do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso pode ter um efeito maior do que abrir uma grande discussão”, afirmou.

“No curto prazo, o teto de 13% (de receita para pagamento da dívida) protege os Estados, e se de real não se precisar mais, o IGP-DI mais 6% ainda se compra com custo de financiamento da União”, diz Cabral.

Fonte: O Estado de São Paulo

Eder acusa União de abusar de juros e alerta para a crise

sábado, 14 de março de 2009

Condenando o que chamou de “agiotagem do governo federal” que cobra 4% de juros para empréstimos que faz para outros países e 19% para os estados brasileiros, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, se mostrou satisfeito com a repercussão que o movimento criado por ele para que haja um tratamento mais digno para com os estados brasileiros que têm uma dívida de R$ 320 bilhões, dos quais R$ 5,4 bilhões são de Mato Grosso. “Estamos conseguindo ser ouvidos”, disse o secretário que esteve em São Paulo e concedeu entrevistas para rádios de alcance nacional como a Jovem Pan, para o jornal Estadão e para a Agência Estado.

“Primeiro de tudo, tem que ficar claro que não estamos propondo calote e não pagamento, ou seja, os pagamentos continuarão mensais, só não haverá durante dois anos, correção de juros nas dívidas porque do contrário elas são impagáveis”, apontou, lembrando que no ano passado pagou R$ 706 milhões para a União, sendo que deste total R$ 420 milhões são de juros e encargos e R$ 286 milhões de principal.

Eder lembrou que se algo não for feito num ano como 2009, com a crise que chegou e se instalou o pagamento da dívida para com a União vai chegar a escorchantes valores de R$ 1 bilhão, recursos que seriam suficientes para fomentar o desenvolvimento de boa parte da economia estadual e enfrentar a crise.

Fonte: Jornal A Gazeta

Dívida de MT pode chegar a 1 bilhão de reais em 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mato Grosso poderá ter que desembolsar em 2009, ano que é anunciado como o da crise econômica mundial, R$ 1 bilhão entre juros, encargos e amortização da dívida que no ano de 2008 já atingiu R$ 706 milhões, sendo R$ 286 milhões de amortização e R$ 420 milhões de juros e encargos.

“Isso é um sadismo fiscal sem precedentes que impede o crescimento da economia estadual”, disse o secretário de Fazenda, Eder Moraes, assinalando que a proposta de não correção e não pagamento dos juros por dois anos impediria os efeitos da crise em todo o Brasil.

Esses números preocupam os deputados José Riva (PP), presidente da Assembléia, o 1º secretário, Sérgio Ricardo (PR) e o líder do PPS, Percival Muniz. Os parlamentares querem que o Legislativo esteja atento e em busca de uma proposta alternativa a ser apresentada ao presidente da República. “Não é possível que um Estado fundamental para o equilíbrio da balança comercial graças a produção agrícola não possa ser atendido pela União. Acredito que o governador Blairo Maggi (PR) deveria utilizar do seu prestigio pessoal e cobrar uma melhor posição”, pontuou Percival Muniz.

Já o presidente, deputado José Riva (PP) alertou que se decisões não forem tomadas a crise será devastadora no interior, pois os municípios dependem muito dos repasses federais que já dão sinais de enfraquecimento, bem diferente da ascensão dos últimos três anos. “Em fevereiro já houve uma redução de 5% na arrecadação de impostos em relação a 2008 o que está representando menos R$ 218 milhões para os municípios brasileiros segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM)”, disse o progressista.

Percival apontou que é um absurdo Mato Grosso pagar mais de R$ 700 milhões em um único ano de dívidas e juros e em contrapartida receber apenas R$ 74,8 milhões em investimentos da União.

“Estão tratando Mato Grosso com um descaso sem precedentes”, pontuou.

O 1º secretário, Sérgio Ricardo defendeu a composição de um documento que será assinado pelos 24 deputados e a formação de uma comissão que em Brasília buscará apoio do Congresso Nacional para se construir uma ponte de entendimentos com o governo federal a fim de salvar, principalmente, os municípios da falência.

Fonte: Jornal A Gazeta

Campanha pela renegociação das dívidas estaduais é destaque na Agência Senado

domingo, 25 de janeiro de 2009
Eder Moraes e o governador Blairo Maggi

Eder Moraes e o governador Blairo Maggi

A proposta nacional de renegociação das dívidas dos Estados e Municípios brasileiros, encampada pelo governador Blairo Maggi e conduzida pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, foi destaque, no dia 23 de janeiro, na Agência Senado. Intitulada “Com a crise, Mato Grosso lança campanha pela renegociação das dívidas estaduais”, a reportagem relata que com a crise econômica começando a afetar a produção brasileira, os governos dos estados se inquietam com a possibilidade de queda na arrecadação.

“Como a Lei de Responsabilidade Fiscal limita seus endividamentos e impede que os Estados lancem títulos de dívida no mercado, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, lançou um movimento para conseguir do governo federal mudanças dos contratos de renegociação das dívidas estaduais e municipais assumidas pela União no final dos anos 90”, diz trecho divulgado pela Agência Senado.

Também é mencionado que Maggi quer que os governadores e prefeitos pressionem o Congresso e o governo para revisão dos contratos, explicando a proposta de Mato Grosso de renegociação das dívidas com a União - que inclui o fim da indexação, a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos por dois anos e a redução de 15% para 13% do comprometimento da receita líquida real para pagamento das dívidas.

“A princípio, ele defende uma moratória de dois anos sobre os juros e os encargos da dívida superior a R$ 330 bilhões dos Estados e municípios junto ao governo federal. Fora isso, ele entende que a União deve eliminar dos contratos a correção da dívida pelo IGP-DI, ficando apenas os juros de 6% ao ano. Reivindica ainda mudança nas leis que sustentaram o plano de reestruturação das dívidas estaduais e municipais (Leis 8.727/93 e 9.496/97), para reduzir de 15% para 13% das receitas líquidas reais o montante que deve ser usado no pagamento das dívidas”, relata a reportagem.

O governador, segundo a publicação, pondera que o governo federal vem concedendo ajuda às empresas afetadas pela crise, mas até agora nada foi feito para reduzir as dificuldades dos Estados e Municípios. “A arrecadação vai sofrer uma queda”, alerta Blairo Maggi. E os governos estaduais precisam de fôlego para manter seus investimentos, o que amenizaria a crise.

A proposta de renegociação das dívidas também foi destaque na primeira quinzena de janeiro no jornal Folha de São Paulo. A reportagem ouviu o secretário Eder Moraes e abordou que, na opinião dele, a principal medida da proposta seria a retirada da indexação da dívida pelo IGP-DI. Em 2008, segundo Moraes, a combinação de juros prefixados - de 6,5% ao ano - mais o indexador, representou de 19% a 21% de correção sobre o valor total. “É impossível sustentar essa correção. É uma relação de agiotagem”, compara.

A mobilização nacional tem o intuito obter um milhão de assinaturas pelo abaixo-assinado virtual disponível no site: www.movimentoinvestebrasil.com.br e, posteriormente, entregar ao presidente Lula.

Clique aqui e leia a matéria da Agência Senado

MT lidera campanha nacional por menos juros

domingo, 25 de janeiro de 2009

O governador Blairo Maggi, entusiasmado com a proposta do seu secretário de Fazenda, Eder Moraes, está encabençando uma mobilização nacional em defesa da reestruturação das dívidas dos Estados e Municípios. Argumenta que o Brasil vive uma grave crise financeira, que ocasionará redução da capacidade de investimentos públicos e danos expressivos ao emprego, à renda, ao consumo e à arrecadação tributária.
Leia mais aqui

Fonte: RDNews

Com a crise, Mato Grosso lança campanha pela renegociação das dívidas estaduais

sábado, 24 de janeiro de 2009
Governador Blairo Maggi

Governador Blairo Maggi

Com a crise econômica começando a afetar a produção brasileira, os governos dos estados se inquietam com a possibilidade de queda de sua arrecadação. Como a Lei de Responsabilidade Fiscal limita seus endividamentos e impede que os estados lancem títulos de dívida no mercado, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, lançou um movimento para conseguir do governo federal mudanças dos contratos de renegociação das dívidas estaduais e municipais assumidas pela União no final dos anos 90.

Maggi quer que os governadores e prefeitos pressionem o Congresso e o governo para revisão dos contratos. A princípio, ele defende uma moratória de dois anos sobre os juros e os encargos da dívida superior a R$ 330 bilhões dos estados e municípios junto ao governo federal. Fora isso, ele entende que a União deve eliminar dos contratos a correção da dívida pelo IGP-DI, ficando apenas os juros de 6% ao ano. Reivindica ainda mudança nas leis que sustentaram o plano de reestruturação das dívidas estaduais e municipais (Leis 8.727/93 e 9.496/97), para reduzir de 15% para 13% das receitas líquidas reais o montante que deve ser usado no pagamento das dívidas.

O governador pondera que o governo federal vem concedendo ajuda às empresas afetadas pela crise, mas até agora nada foi feito para reduzir as dificuldades dos estados e municípios. “A arrecadação vai sofrer uma queda”, alerta Blairo Maggi. E os governos estaduais precisam de fôlego para manter seus investimentos, o que amenizaria a crise.

Fonte: Agência Senado