• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Secretário reforça renegociação da dívida pública em entrevista com Joelmir Beting

sexta-feira, 26 de junho de 2009

LUCIANE MILDENBERGER E DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, em entrevista ao vivo, por telefone, na manhã desta quarta-feira (24.06) ao jornalista Joelmir Beting e ao radialista José Paulo de Andrade, da Rádio Bandeirantes de São Paulo, reforçou a luta encampada por Mato Grosso em nível nacional pela reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. Eder disse que está aguardando a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir o assunto em uma reunião nas próximas semanas com dez secretários estaduais de Fazenda, conforme combinado anteriormente na presença do governador Blairo Maggi e do próprio secretário.

“Nós, secretários de Fazenda, iremos fazer um amplo detalhamento da proposta de renegociação da dívida dos Estados e municípios com a União. Esperamos que seja tomada alguma providência em relação ao assunto, sob pena do presidente Lula levar este ônus em sua vida pública, de não ter estendido a mão aos entes federados neste momento de crise”, disparou Eder Moraes. Questionado sobre o posicionamento do Estado paulista em relação à proposta de renegociação, o secretário afirmou que “o Estado de São Paulo está somando conosco, estamos conversando constantemente com o secretário Mauro Ricardo, e ele está na mesma linha de pensamento”, disse.

Moraes enfatizou que o movimento para aprovação da proposta, intitulado Investe Brasil, é travado fora do campo político. “A discussão está sendo extremamente técnica. O ministro Guido Mantega entende que não é o momento de fazer superávit primário, de se estar poupando muito. É hora de colocar recursos na economia real, de fazer girar e circular a riqueza, de gerar empregos e renda a população”, reiterou o secretário.

O chefe do Fisco mato-grossense convocou ainda a participação nacional para apoiar a aprovação da proposta junto a União. “Não queremos partir para uma briga jurídica. O atual modelo de juros compostos que está sendo praticado na dívida pública não se sustenta nem por cinco minutos. A união estabeleceu uma relação de agiotagem com os Estados e municípios. Somos da base aliada do Governo Federal, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”, pontuou Moraes.

O secretário propôs uma alternativa para que o Governo Federal mantenha seu controle sobre os recursos. “Se a União não confia nos Estados para gerir estes recursos, pode-se criar um fundo regional com o dinheiro oriundo dos juros que são pagos de dívida pública. À medida que os recursos forem destinados ao fundo, os Estados e municípios apresentam seus projetos com valores proporcionais a contribuição que deram. Dessa maneira os recursos continuariam sobre a tutela da União, mas seriam realmente aplicados em infraestrutura”.

A proposta a ser apresentada ao ministro Guido Mantega retira o IGP-DI e IGP-M como indexadores, substituindo-os pelo IPCA; reduz para o máximo de 10% o comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas; e deixa claro que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos serão exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, não podendo ser gastos com despesas de custeio.

A gravação da entrevista está à disposição dos ouvintes no site: www.radiobandeirantes.com.br

Mato Grosso se mobiliza e consegue avanços junto ao governo federal

sexta-feira, 8 de maio de 2009

secrteso

Mato Grosso conseguiu vitória importante nesta quarta-feira (15.04), em Brasília (DF), na reunião com o secretário do Tesouro Nacional (STN), Arno Augustin, e secretários de Fazenda dos principais estados brasileiros. O foco foi discutir pleitos dos estados ao Ministério da Fazenda pela perda de arrecadação em razão da crise e da queda no repasse ao Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Conforme o secretário de Fazenda, Eder Moraes, que esteve presente na reunião, Mato Grosso obteve sinal verde da STN para realizar operação de empréstimo, liderada pelo governador Blairo Maggi, de R$ 250 milhões, junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para aquisição de equipamentos e conjunto de máquinas pesadas para utilização em convênios com as prefeituras nos 141 municípios mato-grossenses.

O maquinário, composto por caminhões de lixo, basculantes, retro-escavadeiras, pás-carregadeiras e motos-niveladoras, serão de propriedade do estado de Mato Grosso e farão serviços de recuperação das vias urbanas e entornos dos municípios. “A análise preliminar da STN está atribuindo capacidade técnica e contratual ao Estado de Mato Grosso para realizar o empréstimo, que será 100% destinado para investimento de infraestrutura dos municípios”, informou Eder Moraes.

Outro avanço conseguido, disse o secretário de Fazenda, foi à simplificação do Cadastro Único de Convênio (CAUC) para dar mais celeridade e facilitar a liberação de recursos da União aos estados. Além disso, foi comentado o estudo com bancos públicos de uma linha de crédito emergencial, em torno de R$ 150 milhões, no caso de Mato Grosso, para aplicação em investimentos, a fim de cobrir as perdas de receitas com a redução do FPE. Diferente do que foi concedido aos municípios, esta linha de crédito seria subsidiada pelos estados, com possibilidade de parcelamento em 72 meses, e dois anos de carência.

“Este montante não resolve os nossos problemas, mas pelo menos cobre as perdas que o estado terá com o FPE. Isso ainda vai passar pela aprovação dos governadores e depende da aprovação do Congresso Nacional”, completou Moraes. Uma outra discussão foi a celeridade na distribuição, ainda no primeiro semestre deste ano, de R$ 1,35 bilhão referente ao ressarcimento da Lei Kandir de 2008. Sobraria a Mato Grosso cerca de R$ 100 milhões.

DÍVIDA PÚBLICA

Sobre a proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios brasileiros encampada pelo governador Blairo Maggi, o secretário Eder Moraes explicou com muita clareza durante a reunião, que Mato Grosso propõe o reequilíbrio econômico do contrato e não o refinanciamento. “Não estamos alongando o passivo e sim readequando os contratos à nova realidade econômica do país”, disse o representante mato-grossense.

Segundo Moraes, independentemente dos avanços conseguidos junto à STN nesta quarta-feira, os secretários de Fazenda dos estados deixaram claro ao secretário Arno Augustin que estão se mobilizando através da Medida Provisória aprovada por todos os presentes no último Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina (PI).

“Avisamos que Mato Grosso está liderando o Movimento Investe Brasil em todo o país, e que vamos para as ruas, para o Congresso Nacional, ao presidente Lula, ao vice-presidente da República, José Alencar e à ministra Dilma Roussef, com o objetivo de sensibilizar a sociedade brasileira para a reestruturação econômica dos contratos da dívida pública, e que isso só será possível pelo viés político. Não temos nada contra a STN e o governo federal, mas a favor do povo brasileiro”, ressaltou Eder Moraes.

Por fim, o secretário Eder disse que Arno Augustin destacou que Mato Grosso está desempenhando um papel fundamental na discussão do endividamento público brasileiro, e que historicamente nenhum estado tinha provocado esta discussão nem na STN e nem no governo federal. “Avaliamos a reunião muito positiva e que serviu para alertar o governo federal que Mato Grosso não vai deixar de se mobilizar”, finalizou Moraes.

Participaram da reunião o coordenador do Confaz, José de Jesus do Rosário Azzolini, do Maranhão, e os secretários de Fazenda dos estados do Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Paraná e Rio de Janeiro, além do assessor econômico da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, Vivaldo Lopes.

Estados e municípios - União sinaliza em reduzir dívidas

sábado, 28 de março de 2009

Proposta de troca do indexador IGP-DI para IPCA pode trazer significativa economia para Mato Grosso no pagamento para a União

Eder Moraes

O Governo do Estado de Mato Grosso pode ter uma vitória parcial nesta sexta-feira, na luta do secretário de Fazenda, Eder Moraes para que a União reveja as exigências no pagamento de juros e correção, além da amortização da dívida para com a União. A decisão abrangeria estados e municípios e, dependendo dos cálculos, poderia gerar uma economia para o Tesouro Estadual entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões/ano.

O governo federal leva para a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é a reunião das Secretarias de Fazenda de todos os 27 estados brasileiros para apreciação de propostas relativas a transação interestadual e que por exigência legal devem ser aprovadas por unanimidade para terem validade, uma minuta em que são propostas algumas alterações no trato das dívidas com a União.

A informação veio do coordenador do Grupo dos Gestores Financeiros (Gefin), que é órgão auxiliar do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), César Ferreira, e foi publicada no jornal Estado de São Paulo na semana passada, após alguns governadores discordarem da proposta de Mato Grosso de renegociação das dívidas por cobranças excessivas nos juros e correções.

Para se ter uma idéia, Mato Grosso pagou em 2008, R$ 420 milhões de juros e encargos da dívida e R$ 286 milhões de amortização, num total de 706 milhões, contra R$ 659 milhões em 2007, uma diferença de R$ 47 milhões. “Este tipo de correção que é inaceitável e temos que mudar isto, pois os riscos com a queda dos juros é de que os estados e os municípios financiem o governo federal”, disse Éder Moraes.

Entre as possíveis propostas que a União deverá levar para o Confaz está a reivindicação da mudança do indexador do IGP-DI para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), que é utilizado pelo governo federal para medir a inflação. “Só está mudança já provocará uma sensível redução no volume de recursos que teremos que desencaixar em 2009, o que é essencial por causa da crise econômica mundial que tendenciosamente pode catapultar a correção dos juros e encargos da dívida”, disse o secretário, assegurando que vai acompanhar e ver quais serão as propostas da União, mas acreditando que “de qualquer maneira haverão avanços”, pontuou.

Fonte: Jornal A Gazeta - Edição 26.03.09

Eventuais sobras vão para obras de infraestrutura

sábado, 28 de março de 2009

Eder Moraes lembrou que todo o esforço de Mato Grosso no sentido de renegociar as dívidas dos estados e municípios não é para garantir que haverá recursos no caixa dos estados e sim para garantir investimentos em infraestrutura. “Por mais que o governador Blairo Maggi realize, ainda é necessário investimentos constantes em obras de infraestrutura e este setor vai ganhar a atenção especial do Estado com a aplicação dos recursos que forem economizados nas renegociações com a União”, disse o secretário de Fazenda.

O secretário apontou que o papel do Estado é assegurar investimentos nos municípios para que haja qualidade de vida para a população, explicando que somente os recursos dos estados são insuficientes para serem investidos em obras. “Já avançamos muito, pois no passado não havia recursos próprios para investir”.

“Em vez de pagar juros altíssimos à União, poderíamos ter esses recursos circulando na economia real, para garantir a perenidade dos empregos e gerar novos postos de trabalho”, afirmou o secretário na matéria publicada na imprensa nacional. Éder reconheceu que mudanças são sempre difíceis de se adotar, mas é preciso se arriscar e principalmente buscar soluções para que estados e municípios tenham mais condições próprias de recursos vindos de suas arrecadações para investir em ações de interesse e que resguardem a qualidade de vida da população.

“Se deixarmos de pagar R$ 200 milhões/ano para a União, teríamos perto de R$ 1 bilhão para serem investidos em obras para Mato Grosso, recursos estes essenciais e que assegurariam o crescimento da economia estadual e afastaria a possibilidade da crise econômica mundial ter seus reflexos no crescimento do Estado”, explicou. (ML)

Fonte: Jornal A Gazeta - Edição 26.03.09

Infraestrutura - Investe Brasil

terça-feira, 24 de março de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, idealizou um movimento que está ganhando adesões de vários governos estaduais. O projeto, chamado Investe Brasil, prevê que os Estados utilizem o que pagam em juros à União em obras de infraestrutura. Com isso, ele acredita que o PAC poderá finalmente sair do país.

Fonte: Revista ISTOÉ Dinheiro

Governadores do RJ e ES remam contra a maré, diz Eder

terça-feira, 24 de março de 2009

O secretário estadual de Fazenda, Eder Moraes, continua percorrendo o país e segundo ele, ganhando várias adesões ao Movimento Investe Brasil, que reduzir os juros pagos pelos Estados ao governo federal e aumentar o número de empregos no país. No dia 16 de abril, o secretário realizará a Marcha pelo Desenvolvimento do Brasil, que sairá do viaduto do CPA e irá até o Pantanal Shopping. Estudantes devem participar do evento. Mostrando a força dos jovens mato-grossenses, os “caras-pintadas”irão às ruas para pedir mais empregos e menos juros.

Leia mais sobre o assunto

Fonte: RDNews

Estados pedem revisão de dívidas com a União

quarta-feira, 18 de março de 2009

Com o fim iminente do subsídio federal, pelo menos 13 das 27 unidades da Federação já discutem meios de realizar repactuação dos contratos

De olho na queda dos juros prevista para os próximos meses, governadores e prefeitos decidiram que vão cobrar do governo federal uma nova renegociação das dívidas dos Estados e dos municípios com a União. Em pelo menos 13 das 27 unidades da federação, já estão sendo discutidos meios de se realizar essa repactuação, como a ocorrida em 1997.

“Não tem cabimento agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aquele que passou a prevalecer”, afirmou o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Ele se referia à possibilidade de que, pela primeira vez em mais de 10 anos, os juros cobrados dos Estados deixarem de ser subsidiados, ou seja, inferiores à taxa Selic. Para o governador paulista, a taxa básica de juros precisa cair ainda mais e essa discussão sobre as dívidas públicas terá de acontecer.

“Esse é um problema que ou já apareceu ou vai aparecer, na medida em que os juros declinam”, declarou Serra. “E quero dizer que é necessário que os juros declinem para que a economia brasileira não continue nesse mergulho para baixo.”

Hoje, o custo da dívida renegociada é de 6% ao ano mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), a inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas. Se a Selic (taxa básica de juros da economia) ficar abaixo de 6% ao ano, em termos reais (descontada a inflação), os governos estaduais e municipais estarão subsidiando a União - ou seja, o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

O prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), também defende a flexibilização da dívida. Com um gasto mensal de mais de R$ 200 milhões para honrar essa dívida, Kassab afirmou ontem em Brasília que tem o “maior interesse em encontrar um caminho para atenuar um pagamento tão pesado” - o que não aconteceria com a mudança dos juros, mas com a alteração na parcela da receita líquida atualmente destinada ao pagamento da dívida (13%).

O prefeito, porém, diz ser contra qualquer alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para que essa renegociação seja efetivada. “É fundamental para o País que essa fique como está. Ela veio para ficar”, disse Kassab.

É que, para fazer uma nova renegociação das dívidas, o governo teria de propor uma mudança da LRF, pois seu artigo 35 proíbe a realização de operação de crédito entre um ente e outro da Federação, “ainda que sob a forma de novação (uma nova dívida para substituir a anterior), refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente”.

O governo da Bahia tem mesma posição. O secretário estadual da Fazenda, Carlos Martins, afirma que o governador Jaques Wagner (PT) é favorável à renegociação dos contratos, “mas sem rasgar a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Investimentos

Em São Paulo, na Bahia e em Mato Grosso, os governos defendem redução das parcelas mensais de pagamento da dívida. O secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, explica que o Estado já aderiu ao movimento liderado pelo Mato Grosso de pedir a renegociação das dívidas, desde que haja comprometimento de que os recursos que deixarem de ser pagos à União sejam usados em investimentos em infraestrutura, para atenuar os efeitos da crise.

“Em vez de pagar juros altíssimos à União, poderíamos ter esses recursos circulando na economia real, para garantir a perenidade dos empregos e gerar novos postos de trabalho”, afirma Eder Moraes, secretário da Fazenda do Mato Grosso.

Outros Estados que confirmaram que defenderão uma nova renegociação das dívidas são Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), se declararam indecisos.

Contraproposta

O coordenador do Grupo dos Gestores Financeiros (Gefin), órgão auxiliar do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cesar Ferreira, disse ontem que até sexta-feira apresentará aos secretários de Fazenda dos Estados uma minuta, em que são propostas algumas alterações no trato das dívidas com a União. Entre as propostas está uma reivindicação antiga, que é a mudança do indexador do IGP-DI para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

RJ e ES contra proposta

Os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos do PMDB, declaram-se contrários à ideia de renegociar os contratos das dívidas dos Estados com a União. “Acho extremamente delicado abrir uma discussão dessas em um momento em que o País acabou de receber completamente os efeitos no mercado de trabalho em dezembro e agora com os números do PIB, com queda de receitas da União, dos Estados e dos municípios”, avaliou Hartung. “Em uma hora dessas, não ajuda o País”.

Para o governador capixaba no momento, “os entes federados devem cortar custeio, controlar despesas e ver o que é possível investir, sobretudo em setores que gerem maciçamente empregos”. Cabral propõe alternativas para o momento. “Talvez, no curto prazo, os mais importantes seja p Ministério da Fazenda dar mais espaço de endividamento sempre que os limites estejam baixos do teto da Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso pode ter um efeito maior do que abrir uma grande discussão”, afirmou.

“No curto prazo, o teto de 13% (de receita para pagamento da dívida) protege os Estados, e se de real não se precisar mais, o IGP-DI mais 6% ainda se compra com custo de financiamento da União”, diz Cabral.

Fonte: O Estado de São Paulo

Eder acusa União de abusar de juros e alerta para a crise

sábado, 14 de março de 2009

Condenando o que chamou de “agiotagem do governo federal” que cobra 4% de juros para empréstimos que faz para outros países e 19% para os estados brasileiros, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, se mostrou satisfeito com a repercussão que o movimento criado por ele para que haja um tratamento mais digno para com os estados brasileiros que têm uma dívida de R$ 320 bilhões, dos quais R$ 5,4 bilhões são de Mato Grosso. “Estamos conseguindo ser ouvidos”, disse o secretário que esteve em São Paulo e concedeu entrevistas para rádios de alcance nacional como a Jovem Pan, para o jornal Estadão e para a Agência Estado.

“Primeiro de tudo, tem que ficar claro que não estamos propondo calote e não pagamento, ou seja, os pagamentos continuarão mensais, só não haverá durante dois anos, correção de juros nas dívidas porque do contrário elas são impagáveis”, apontou, lembrando que no ano passado pagou R$ 706 milhões para a União, sendo que deste total R$ 420 milhões são de juros e encargos e R$ 286 milhões de principal.

Eder lembrou que se algo não for feito num ano como 2009, com a crise que chegou e se instalou o pagamento da dívida para com a União vai chegar a escorchantes valores de R$ 1 bilhão, recursos que seriam suficientes para fomentar o desenvolvimento de boa parte da economia estadual e enfrentar a crise.

Fonte: Jornal A Gazeta

Eder classifica de “agiotagem” política de juros de Lula

sexta-feira, 13 de março de 2009

O secretário de Estado de Fazenda Éder Moraes concedeu entrevista à Jovem Pan, em São Paulo, onde falou sobre a crise econômica e quais são as possibilidades de que ela chegue a Mato Grosso.  Segundo ele, o Estado ainda não sentiu os efeitos da crise. “O governador Blairo Maggi (PR), dentro de uma política de incentivos fiscais, atraiu grandes indústrias, como a Perdigão e a Sadia. Então, ainda não sentimos a crise de forma acentuada em Mato Grosso”, diz Éder.

Confira a matéria completa aqui

Fonte: Site RDNews

MT propõe moratória de 2 anos para dívidas de Estados e municípios

quinta-feira, 5 de março de 2009

*Por Fatima Lessa, especial para AE Cuiabá

Diante de um cenário que já demonstra sinais de desaceleração das atividades econômicas no país, o secretário de Estado da Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes percorre o país de norte a sul encabeçando movimento que visa a reestruturação das dívidas dos Estados e municípios. O secretário pretende mobilizar governadores, prefeitos, empresários, parlamentares e centrais sindicais. Ele pondera que a última reestruturação das dívidas aconteceu há mais de dez anos. ‘Era outra época‘, disse.

Essa reestruturação, que consiste numa moratória de dois anos sobre os juros e encargos das dívidas dos Estados e municípios junto ao governo federal, se baseia em dois pontos. O primeiro seria a retirada do IGP-DI como indexador inflacionário para os contratos com a União O secretário disse que a soma do IGP-DI mais os juros pré-fixados de 6,5% representou correção a 19% sobre o valor total da dívida em 2008. A situação dos municípios é ainda pior pois os juros pré-fixados chegam a 9%. E o segundo ponto é a redução de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida real para o pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais.

Hoje, a dívida dos Estados com a União, chega R$ 310 bilhões. Se a proposta ’vingar‘ só o Estado de Estado de Mato Grosso deixará de desembolsar em 2009, R$ 710 milhões. Desse total R$ R$ 240 milhões para o pagamento principais da dívida e o restante para o pagamento de juros e correção monetária. ‘Não estamos pedindo dinheiro‘, afirmou o secretário.

O dinheiro que deixa de ser pago de juros e correção monetária irá, pela proposta do secretário para um fundo de investimento e não poderá ser usado para custeio da máquina. Será usado apenas para obras de infraestrutura. ‘Essa é a proposta. Injetar recurso na economia real para que se mantenha aquecida e acima de tudo dando perenidade e sustentabilidade para empresas e atividades econômicas do país‘, disse.

O secretário finalizou observando que desde o início da crise, as ações propostas pelo governo federal tem mexido nas receitas dos Estados e municípios. Ele cita, por exemplo, a redução do IPI. ‘Não dar para aceitar pacificamente‘, disse lembrando que o Brasil usa o dinheiro do BNDES para financiar países vizinhos a taxas de juros 50% menores do que a aplicada para os Estados e municípios‘. O secretário visitou ontem (4) os secretários de Fazenda do Rio de Janeiro e de São Paulo. Tem agendadas reuniões com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).