• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Proposta de renegociação da dívida será apresentada em encontro nacional da maçonaria

terça-feira, 14 de julho de 2009

A proposta de renegociação da dívida pública dos Estados e municípios com a União, liderada por Mato Grosso, será apresentada neste sábado à noite (11.07), pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes, na abertura da XXXVIII Assembleia Geral da Confederação Maçônica Simbólica do Brasil (CMSB), em Goiânia (GO).

O convite para a apresentação partiu do Grão Mestre da Grande Loja Maçônica de Mato Grosso, José Carlos de Almeida, após visita do secretário ao Palácio da Harmonia e pedido de apoio à proposta, a fim de transformar juros em obras, com a garantia de mais recursos para investimento em infraestrutura.

Além de representar o Governo de Mato Grosso, na oportunidade, Eder Moraes fará às Grandes Lojas Maçônicas um amplo detalhamento do movimento para aprovação da proposta, intitulado “Investe Brasil”. Para ele, a discussão foge do campo político, sendo extremamente técnica. “O ministro Guido Mantega entende que não é o momento de fazer superávit primário, de se estar poupando muito. É hora de colocar recursos na economia real, de fazer girar e circular a riqueza, de gerar empregos e renda à população”, disse, ao afirmar que este é o modelo econômico que pode contrapor a crise econômica e dar um exemplo ao mundo de como crescer e gerar empregos.

Segundo o secretário de Fazenda, a participação da sociedade organizada como a Maçonaria, para apoiar a aprovação da proposta junto à União, é muito importante. “Não queremos partir para uma briga jurídica. O atual modelo de juros compostos que está sendo praticado na dívida pública não se sustenta nem por cinco minutos. A união estabeleceu uma relação de agiotagem com os Estados e municípios. Em 1998 devíamos R$ 3,179 bilhões, em 10 anos quitamos R$ 5,134 bilhões e continuamos devendo R$ 5,389 bilhões”, explicou Moraes.

A proposta retira o indexador (IGP-DI) dos contratos da dívida de longo prazo; reduz para o máximo de 10% o comprometimento da receita corrente líquida dos Estados e municípios para pagamento das parcelas das dívidas renegociadas; reduz a taxa de juros dos contratos de 6% a.a. (ao ano) para 4% a.a.; e deixa claro que os recursos economizados com a reestruturação dos contratos serão exclusivamente investidos em infraestrutura econômica, e não podem ser gastos com despesas de custeio.

DADOS DA DÍVIDA

A dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança cerca de R$ 409 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 5 bilhões. O dinheiro estaria sendo utilizado principalmente para obtenção do superávit primário e o resgate de títulos da dívida pública brasileira. São estes R$ 5 bilhões que poderiam ser aplicados diretamente pelos Estados e Municípios para a construção de obras, movimentar a economia e contribuir para a superação da crise econômica mundial.

A Assembleia Geral da CMSB congrega as grandes lojas de todos os Estados do país, e reúne representantes de mais de três mil lojas maçônicas, o que equivale a aproximadamente 150 mil maçons. “Teremos a oportunidade de apresentar para pessoas com grande influência na sociedade a importância de se devolver aos Estados sua capacidade de investimento em obras estruturantes”, concluiu Eder Moraes.

Prestígio de Blairo Maggi pode contribuir para aprovar renegociação da dívida dos Estados

sexta-feira, 26 de junho de 2009

LUCIANE MILDENBERGER E DANIEL DINO
Assessoria/Sefaz-MT

Os Estados brasileiros renovaram a esperança em ampliar sua capacidade de investimento nas necessárias obras de infraestrutura. Pela primeira vez desde que foi lançada a proposta mato-grossense de renegociação das dívidas dos Estados e Municípios com a União, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, abriu sua agenda para tratar sobre o tema. O pedido partiu na terça-feira (09.06) do governador Blairo Maggi e do secretário de Fazenda, Eder Moraes, durante assinatura do Programa de Ajuste Fiscal do Estado, um reconhecimento ao cumprimento das metas fiscais do Governo do Estado previstas para o ano de 2008.

Ainda sem a confirmação de data, porém, previsto para ser realizado neste mês de junho, o encontro terá a participação de uma comissão formada por 10 secretários estaduais de Fazenda, indicados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A proposta idealizada por Blairo Maggi e conduzida por Eder Moraes ganhou repercussão nacional. Já foi aceita por todos os Estados, sendo aprovada com unanimidade pelo Confaz e referendada pelo Colegiado de Presidentes de Assembleias Legislativas. Ela representa uma vontade nacional de transformação na relação entre Estados e União, e a futura reunião será o primeiro sinal positivo por parte do executivo federal em debater um novo modelo de pagamento da dívida. O pedido dos Estados até o momento vinha sendo debatido com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.

“A proposta de Mato Grosso mostra o prestígio do governador Blairo Maggi, pois graças a ele ganhou consistência e defesa fundamentada. Nós que representamos as pastas estaduais estamos com uma expectativa positiva em relação ao avanço da renegociação. A aprovação total da proposta será o retorno da capacidade de investimentos aos Estados, das condições básicas para o pleno desenvolvimento econômico, e ainda a concretização de obras que darão mais oportunidades e qualidade de vida para a população”, afirmou o secretário Eder Moraes.

Para se ter ideia do volume de recursos que poderiam estar sendo diretamente aplicados na economia como uma vacina final contra a crise financeira mundial, a dívida de todos os Estados e Municípios com a União já alcança cerca de R$ 408 bilhões. Somente em juros e indexadores, a União arrecada todos os anos aproximadamente R$ 34,8 bilhões. Se a proposta for aprovada em sua íntegra pelo Governo Federal, a estimativa é que, somente em Mato Grosso, R$ 500 milhões ao ano deixem de ser pagos em juros da dívida para serem empregados em obras. Seria possível asfaltar pelo menos mil quilômetros todos os anos com este valor, por exemplo.

A história dos investimentos em infraestrutura básica é outro fator que aponta positivamente para a aceitação da renegociação da dívida. Desde o período pós-Constituição Federal, ou seja, da década de 90 até hoje, as obras realmente estrutrantes foram realizadas 80% pelos Municípios e Estados. A união tem arcado com apenas 20% de todos os investimentos no segmento. “Uma das bandeiras federais que poderia mudar esta realidade foi erguida com o Programa de Acelaração do Crescimento (PAC), porém, até agora, os recursos aplicados não chegam a 10% do total previsto”, lembrou o secretário de Fazenda.

BRASÍLIA

Após a assinatura do Programa de Ajuste Fiscal do Estado com o ministro Guido Mantega, o governador Blairo Maggi e o secretário de Fazenda, Eder Moraes, garantiram aproximadamente R$ 400 milhões a Mato Grosso em convênios. Já se passavam 10 anos sem que a União destinasse este tipo de financiamento e este ano, graças ao equilíbrio fiscal das contas públicas do Estado, o Governo Federal permitiu novos empréstimos ao Estado. “Os recursos serão 100% para investimentos, o que vai impactar em geração de empregos e renda aos mato-grossenses”, afirma o secretário Eder Moraes.

Uma das operações de empréstimo foi liderada pelo governador Blairo Maggi, na ordem de R$ 256 milhões, junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para a aquisição de equipamentos e conjunto de máquinas pesadas, que serão utilizados em convênios com as Prefeituras nos 141 municípios do Estado. O maquinário, composto por caminhões de lixo, basculantes, retro-escavadeiras, pás-carregadeiras e moto-niveladoras, serão de propriedade do Estado e farão serviços de recuperação das vias urbanas e entornos dos municípios.

Outro convênio, na ordem de R$ 92,3 milhões, diz respeito a uma linha de crédito emergencial, a fim de cobrir as perdas de receitas com a redução do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Ainda foram assinados dois convênios junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para adesão ao Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco), e também ao BNDES, para aderir ao Programa para Modernização da Administração das Receitas e da Gestão Fiscal, Financeira e Patrimonial das Administrações Estaduais (Pmae). Pelo BID, serão investidos US$ 18,5 milhões (R$ 37,37 milhões) e pelo BNDES, R$ 11,9 milhões, totalizando R$ 49,27 milhões a serem aplicados, prioritariamente, na capacitação dos servidores fazendários e em modernos sistemas de tecnologia da informação.

Maggi discute renegociação da dívida com ministro da Fazenda

terça-feira, 9 de junho de 2009

O governador Blairo Maggi se encontra nesta terça-feira (9) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e irá aproveitar para retomar a discussão sobre a renegociação da dívida, além da assinatura do Programa de Ajuste Fiscal, linha de financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e cobrar o repasse referente à Lei Kandir, prometido pelo governo Federal.

O Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal é renovado a cada três anos pelos estados que refinanciaram suas dívidas e apresentam metas anuais para um triênio. A cada ano é avaliado o cumprimento das metas e compromissos do exercício anterior. Na semana passada fiscais da Secretaria Nacional do Tesouro estiveram em Mato Grosso para analisar o cumprimento das metas.

O secretário de Fazenda, Eder Moraes, também participará do encontro e aproveitará para expor a proposta da renegociação da dívida, já aprovada pelo Conselho Nacional de Fazenda (Confaz).

O governo de Mato Grosso propõe a suspensão temporária do pagamento dos juros e encargos da dívida dos estados e municípios pelo período de dois anos (2009 e 2010), retirar o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) como indexador das dívidas dos estados e municípios com a Secretaria do Tesouro Nacional, ficando apenas os juros de 6% ao ano e reduzir de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida real para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nº 8.727/93 e 9.496/97.

Maggi também vai em busca de garantir os R$ 92,3 milhões do BNDES para o financiamento na compra de maquinários, repassados aos municípios.

O Estado cobra também o repasse de R$ 92,4 milhões prometidos pelo governo Federal através do Fundo de Exportação. O recurso já deveria ter chegado aos cofres públicos, porém até agora a União não liberou o dinheiro, o que tem prejudicado alguns projetos do Estado.

Secretário de Fazenda aponta insolvência da dívida dos Estados com a União

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A renegociação da dívida dos Estados com a União, a situação econômica e a arrecadação de Mato Grosso foram os principais temas nesta terça-feira (12.05) da entrevista do secretário de Fazenda, Eder Moraes, durante o programa Sérgio Ricardo, transmitido pela TV Cidade Verde (SBT). Numa participação ao vivo, o gestor explicou que em 1998 a dívida mato-grossense com a União era de R$ 3,1 bilhões. Passados dez anos, em 2008, o Estado já havia quitado R$ 5 bilhões e ainda hoje deve outros R$ 5 bilhões. “A solução para esta relação de agiotagem é a diminuição na taxa de juros e a mudança nos indexadores da dívida”, defendeu Moraes.

Segundo o secretário, em 2008 Mato Grosso entregou à União R$ 710 milhões, sendo R$ 510 milhões somente para o pagamento de juros, ou seja, somente R$ 200 milhões foram realmente abatidos da dívida. “Não somos contra o Governo Federal, somos de sua base aliada, mas se for necessário vamos fazer uma caminhada de protesto pedindo menos juros e mais empregos nós iremos convocar os estudantes, os sindicados e a sociedade para participar”, enfatizou Moraes.

O Estado de Mato Grosso vem pagando em torno de R$ 50 milhões em juros todos os meses à União. “Estou representando a vontade de toda a sociedade. Deveríamos pagar menos juros para investir em obras de infraestrutura nos Estados, gerando emprego e melhores condições para o desenvolvimento econômico. Serão recursos que vão retroalimentar o caixa dos Estados”, defendeu o secretário de Fazenda. “Caso o Governo Federal não flexibilize e comece a debater, iremos sim entrar com uma Ação de Inconstitucionalidade contra a União, uma vez que está sendo cobrado juros sobre juros neste atual modelo de dívida, o que é ilegal”, emendou.

Sobre o orçamento previsto para este ano, Eder Moraes destacou que a pasta tem ajustado todas suas ferramentas de fiscalização para combater a evasão fiscal e manter o mesmo nível de arrecadação de 2008. “Neste primeiro quadrimestre nós estamos conseguindo este objetivo, mesmo com problemas específicos como no setor de frigoríficos e no  sucroalcooleiro”, disse. As medidas adotados para isso, pontuou o chefe da Fazenda Estadual, foram a redução de 50% no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no gado em pé. O setor bovino sofreu principalmente com a crise devido à redução na demanda internacional.

Mas a crise também trouxe alguns fatores positivos na opinião do secretário Eder Moraes. Ele citou que o dólar acumulou uma queda de aproximadamente 30% nos últimos meses, e garantiu uma necessidade menor de investimento ao agronegócio. “O agronegócio é responsável por aproximadamente 70% da economia, levando em conta os serviços necessários para seu funcionamento e trabalhos oriundos de sua renda. Com o dólar menor temos mais reais circulando no Estado”, lembrou. Além do dólar, o gestor citou a renegociação das dívidas dos produtores, que garantiu a carência em torno de R$ 600 milhões que deixaram de ir ao Governo Federal e ficaram na mão dos produtores e consequentemente irão circular na economia local.

Fonte: Daniel Dino/ASC SEFAZ-MT

Maggi vai tentar apoio da União

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Governador de Mato Grosso quer utilizar seu prestigio para conseguir desafogar as finanças públicas dos Estados e Municípios

O Governo do Estado começa um esforço concentrado para convencer o governo Federal de que é possível se acatar a proposta de Medida Provisória aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e referendada pelo Conselho Nacional de Secretários de Planejamento (Conseplan) que prevê a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios, reduzindo o juros e promovendo ajustes necessários. “No momento da renegociação, 1993 e 1997 o ambiente econômico era diferente, com um câmbio fixo, uma taxa Selic de 19,5%/ano e uma Inflação de 17%. Hoje a regra é 6% mais o IGP-DI que promovem verdadeiros juros draconianos”, explicou o governador Blairo Maggi que agendou um encontro com a ministra Dilma Roussef e vai levar a proposta para o presidente Lula.

Maggi vai ainda pedir apoio de todos os senadores e deputados federais de Mato Grosso, além de outros integrantes do Congresso Nacional que conhece para defenderem a proposta apresentada pelo secretário de Fazenda, Eder Moraes e que irá implementar mudanças que permitam a sobra de recursos nos caixas dos Tesouros Estaduais e Municipais, além de garantir que essa sobra seja utilizada apenas em obras de infra-estrutura, visando a geração de emprego e renda.

O secretário apontou que a proposta mantém um fluxo constante de recursos para a União com o recolhimento do principal da dívida, desafoga Estados e municípios e aquece a economia. “Todos estão vendo que a proposta, além de promover uma saída para o aperto nas finanças públicas vai ajudar na consolidação econômica do país”, disse Eder Moraes apontando que o artigo 35 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e o 43 da Resolução do Senado que trata do endividamento, preveem a recomposição e reestruturação do financiamento para permitir o equilíbrio econômico dos contratos.

Brunetto quer o PT a favor da rolagem

O vice-líder do Governo na Assembléia, deputado Ademir Brunetto (PT) defendeu que o seu partido em Mato Grosso encaminhe expediente para a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e para a Presidência da República, referendando a proposta de Mato Grosso já assumida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que representa todos os Estados quanto a renegociação das dívidas dos Estados e Municípios.

“A questão do endividamento público de Estados e Municípios sempre foi uma das principais lutas que o PT enquanto oposição defendeu ardorosamente e agora chegou o momento do discurso dar lugar a prática e encontrar uma solução definitiva que interessa a todos, pois nós vivemos nos Estados e nos municípios, então quanto melhor for a capacidade dos administradores, melhor será a situação do conjunto”, explicou Brunetto.

O deputado acrescentou ainda que a proposta é viável por prever investimentos em infraestrutura que geram emprego e renda e não deixa de recolher parte do que é devido a União, portanto, “o governo vai abrir mão de juros em prol da sociedade”, disse.

Fonte: A Gazeta

Silval e Eder vão até Sarney e Temer

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Se por um lado o governador Blairo Maggi tenta convencer os membros do Governo Federal, de outro lado o vice-governador e o secretário de Fazenda, Silval Barbosa (PMDB) e Eder Moraes, respectivamente, apresentam a minuta da medida provisória da proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios com a União aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, ambos do PMDB. A expectativa é que os presidentes das duas casas do Congresso apóiem a proposta e ajudem a sensibilizar o presidente Lula a editar a medida

Mato Grosso defende que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, os estados e municípios possam reduzir o comprometimento de suas receitas e, dessa forma, aplicar os recursos em infraestrutura e no social.

“A proposta garante dias melhores para as futuras gerações, com mais possibilidades de emprego e renda, sem deixar de pagar a União”, assinala o secretário de Fazenda.

Caso o projeto seja implementado, Mato Grosso vai economizar aproximadamente R$ 300 milhões/ano. A dívida acumulada dos estados e municípios com a União soma cerca de R$ 450 bilhões, sendo que Mato Grosso devia em 1998, R$ 3,8 bilhões, pagou R$ 5,1 bilhões e deve hoje R$ 5,4 bilhões. “Os contratos da dívida, deixaram de ser subsídios e passaram e ser uma relação de agiotagem”, destaca Eder.

Audiência pública está assegurada

O senador Jaime Campos (DEM), confirmou que já foi solicitado da Mesa Diretora do Senado Federal uma audiência pública para que o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresente a proposta de reestruturação das dívidas dos Estados e Municípios com a União, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Ele ponderou que a proposta é consistente e já movimenta boa parte dos senadores que desejam encontram soluções para a crise.

“Espero o quanto antes marcar a audiência e colocar o assunto na pauta do Senado Federal que legitimamente é quem tem a prerrogativa de tratar da questão do endividamento dos Estados e dos Municípios”, disse Jaime apontando que foi governador e prefeito e conhece a realidade das dívidas e da falta que os recursos fazem no dia a dia da administração pública.

Jaime lembrou que a proposta de Mato Grosso, já é de todos os Estados e município e tem um ingrediente a mais na solução de problemas, a exigência dos recursos economizados serem destinados para obras de infraestrutura e ações sociais visando a geração de emprego e renda.

Fonte: A Gazeta

MT aprova no Confaz proposta de reestruturação da dívida dos estados e municípios

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eder Moraes e Blairo Maggi

A proposta de reestruturação da dívida pública dos estados e municípios brasileiros apresentada por Mato Grosso nesta quinta-feira (02.04) ao Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), durante a 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina (PI), foi acolhida na integralidade pelo grupo e aprovada por unanimidade pelos secretários estaduais de Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil. Na ocasião, foi editada minuta de uma Medida Provisória (MP) com os pontos de consenso, que será apresentada à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), presidência da República, Senado e Câmara Federal.

Segundo o secretário de Fazenda de Mato Grosso e mentor da proposta, Eder Moraes, no contexto da trajetória descendente da Dívida Corrente Líquida (DCL) em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) dos estados, DF e municípios, e dos esforços do Programa de Ajuste Fiscal (PAF), que resultaram no equilíbrio das contas públicas, os contratos firmados com a União se desatualizaram, não acompanhando o novo cenário econômico e financeiro. “Diante disso, apresentamos a proposta ao Gefin e aos secretários de Fazenda, onde foi conjuntamente implementada e consolidada para fazermos a defesa frente ao governo federal”, afirmou Moraes.

Assim que a proposta foi aprovada, o secretário de Fazenda entrou em contato com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, e o vice-governador, Silval Barbosa, para comunicar a decisão. “É uma façanha de alguém pré-determinado a executar uma missão do governo”, diz Eder. Os próximos passos incluem marcar uma visita à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e aos presidentes do Senado e da Câmara Federal, José Sarney e Michel Temer, respectivamente. Além disso, o senador Jaime Campos também vai convocar uma audiência pública para debater o assunto.

“O governador e o vice-governador estão à frente da proposta encabeçada por Mato Grosso, que hoje é referência em todo o país, e defendida através do pelotão de elite da Fazenda mato-grossense, que atendeu a solicitação de buscar todos os meios possíveis de discussão desse tema tão importante para todo o país. Em pouco tempo conquistamos um espaço muito grande e hoje também contamos com o apoio do coordenador do Gefin, Cesar Ribeiro Ferreira, do coordenador do subgrupo Dívida, Silvio Vieira da Luz, e dos secretários de Fazenda do país, que estão a postos para nos ajudar nesta luta que envolve todos os estados e municípios brasileiros”, informou Eder Moraes.

Entre as propostas que fazem parte da Medida Provisória estão:

1) Mudança do indexador de IGP-DI para IPCA (contrato de refinanciamento com base na Lei 9496/97), o que resultará em desobrigação estimada de 30% do saldo devedor;

2) O atraso no pagamento da prestação do contrato, implicará taxa SELIC sobre o valor da parcela mensal, durante o período em que durar a inadimplência;

3) Considerar no intra-limite da dívida, a comissão do agente do contrato da Lei 9496/97, inclusive as dívidas de parcelamento com INSS das autarquias e fundações, com vencimento até 30/01/2006, constituídas ou não, inscritas ou não em dívida ativa, incluídas as que estiverem em fase de execução fiscal ajuizada, e as que tenham sido objeto de parcelamento anterior não integralmente quitado ou cancelado por falta de pagamento;

4) Readequar o cálculo da Receita Líquida Real (RLR) para exclusão: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), Fundo de Combate à Pobreza e repasses do Fundo Nacional de Saúde (Gestão Plena Sistema Estadual Saúde);

5) Redução no desembolso do intra limite com o serviço da dívida em até dois pontos percentuais;

6) Adequar a cláusula penal contida nos contratos, excluindo duplicidades e imposição de sanções não compatíveis com o art. 413 do Código Civil vigente;

7) Limitar os juros dos contratos das Leis 8727/93 e 9496/97, ao percentual de 4% ao ano:

8) Exigir a aplicação do Decreto n. 22.626/33 e da Súmula 121 do STF, no que tange a proibição de contagem de juros sobre juros;

9) Adotar para o cálculo das prestações dos contratos de refinanciamento o Sistema Linear Ponderado, que pauta pela aplicação dos juros simples, em substituição a incorporação de juros sobre juros;

10) A remuneração do agente financeiro (BB) no Contrato da Lei nº 8727/93 passa a ser de 0,01% ao ano, calculada sobre os saldos devedores, a ser paga mensalmente, e,

11) Os ganhos financeiros obtidos na MP serão aplicados em investimentos.

PARTICIPAÇÃO

De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi; o assessor econômico Vivaldo Lopes, o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta; o superintendente de Gestão Financeira Estadual, Mauro Nakamura Filho; a superintendente de Gestão do Endividamento Público, Inês Stringheta; o superintendente de Gestão da Contabilidade do Estado, Luiz Marcos de Lima; a técnica da Área Instrumental do Governo, Angelica Wandermurem Scheidegger, da Coordenadoria de Planejamento e Análise de Encargos Gerais do Estado (CPAE); e os agentes de Tributos Estaduais Dilson Benedito, da Superintendência de Gestão da Contabilidade do Estado, e Lucimar Regina Padoan Frois Santiago, da Assessoria de Relações Federativas Fiscais.

MT apresenta proposta de reestruturação das dívidas no Confaz

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, apresentará nesta quinta-feira (02.04), na 133ª reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em Teresina, no Piauí, a proposta do Estado de reestruturação da dívida acumulada de cerca de R$ 400 bilhões das unidades da federação e municípios com a União. A 133ª edição do Confaz começou hoje (01.04) e será realizada até esta sexta-feira (03.04).

A proposta de Mato Grosso defende a redução de 15% para 13% o comprometimento da receita líquida para pagamento anual das prestações das dívidas contratadas ao amparo das leis federais de nºs 8.727/93 e 9.496/97; a exclusão do IGP-DI como indexador inflacionário dos contratos da dívida dos estados e municípios; e a aplicação dos recursos poupados somente em investimentos, não podendo ser gastos com despesas correntes.

Mentor do projeto, Eder Moraes vai demonstrar que, com a viabilização da reestruturação das dívidas, estados e municípios poderão reduzir o comprometimento de suas receitas líquidas com o pagamento das parcelas e, dessa forma, aplicar os recursos poupados em infraestrutura e programas sociais.

Nesse contexto, o Governo de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil, cuja finalidade é buscar apoiadores à proposta, por meio da adesão a um abaixo-assinado virtual. A ideia é colher um milhão de assinaturas e entregá-las ao presidente Lula. O abaixo-assinado está sendo feito pelo site www.movimentoinvestebrasil.com.br.

A reunião do Confaz reúne todos os secretários estaduais da Fazenda, Finanças e Tributação do Brasil, representantes do Ministério da Fazenda, da Receita Federal, da Procuradoria da Fazenda, da Secretaria do Tesouro Nacional e técnicos tributários de todos os estados.

PROGRAMAÇÃO

Na programação desta quarta-feira (01.04) da 133ª edição do Confaz está a reunião do Grupo de Gestores Financeiros dos Estados (Gefin), formado por gestores da área financeira de todas as Secretarias de Fazenda do Brasil.

Na quinta-feira (02.04) será realizado o Pré-Confaz, no qual, além da apresentação da proposta de reestruturação das dívidas dos estados e municípios com a União, haverá explanação sobre o Programa de Modernização da Administração Tributária, Financeira e Patrimonial do Estado (Profisco), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e sobre o resultado dos trabalhos do Gefin, entre outras pautas. O Pré-Confaz terá a participação do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustín e da representante do BID, Fátima Cartaxo.

Já na sexta-feira (03.04) será realizada a reunião ordinária do Confaz, em que os secretários deliberarão sobre as pautas tributárias de interesse dos estados. De Mato Grosso, além do secretário Eder Moraes, participam do evento o secretário-adjunto da Receita Pública, Marcel Souza de Cursi, o assessor econômico Vivaldo Lopes e o assessor de Relações Federativas Fiscais da Sefaz, Fábio Pimenta.

SOBRE O CONFAZ

O Conselho Nacional de Política Fazendária é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, com a finalidade de debater questões de natureza econômica, fiscal e tributária. Tem como missão elaborar políticas e harmonizar procedimentos e normas inerentes ao exercício da competência tributária dos estados e do Distrito Federal.

Eder Moraes divulga Investe Brasil na Rádio Imprensa

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, participou na manhã de terça-feira (31.03), de uma entrevista na Rádio Imprensa FM 102,5 MHZ, em São Paulo (SP), no programa Bom dia Companheiro, do apresentador Luiz Tenório, Tenorinho, lenda viva do Movimento Sindical Brasileiro.

Na oportunidade, Eder falou sobre o Movimento Investe Brasil, iniciativa mato-grossense que defende a revisão dos contratos de renegociação das dívidas estaduais e municipais assumidas pela União no final dos anos 90.

Durante a entrevista, o apresentador Tenorinho, ícone do jornalismo sindical, conclamou toda a sociedade brasileira a aderir e apoiar o movimento. É possível ouvir a entrevista no site: www.radioimprensa.com.br.

Trocando juros por obras

sábado, 28 de março de 2009

Ideia que vem de Mato Grosso pode acelerar o PAC e ajudar o País a enfrentar a crise internacional

OBRAS DO RODOANEL, EM SÃO PAULO: juros da dívida paulista com a União custam mais do que a maior obra do PAC

OBRAS DO RODOANEL, EM SÃO PAULO: juros da dívida paulista com a União custam mais do que a maior obra do PAC

VEM DE LONGE, DOS rincões agrícolas do País, uma proposta inovadora - rotulada de Movimento Investe Brasil - para a gestão da dívida pública dos Estados em relação à União, que supera hoje R$ 430 bilhões. O governo de Mato Grosso lançou uma ideia que tem seduzido governadores e secretários de finanças de vários Estados: propor ao governo federal a suspensão do pagamento dos juros da dívida em troca de investimentos em obras locais de infraestrutura. O débito retira dos cofres estaduais cerca de R$ 80 bilhões por ano. “Isso estrangula totalmente nosso orçamento”, argumentou o governador Blairo Maggi, que endossou a ideia lançada por seu secretário de Fazenda, Eder Moraes. A dívida de Mato Grosso com a União é de R$ 5,7 bilhões, sobre a qual incidiram juros de R$ 719 milhões no ano passado. “Essa situação está insuportável”, disse o secretário.

Por enquanto, 13 dos 27 Estados da Federação se uniram nessa iniciativa. Em contrapartida, os governadores prometem direcionar o recurso economizado integralmente para a construção de estradas, portos, aeroportos, redes de água e esgoto. Na prática, a ideia é descentralizar o PAC e acelerar projetos regionais, que muitas vezes ficam empacados à espera de liberação de verbas. A proposta, no entanto, é embrionária e evidentemente enfrentará muita resistência em Brasília. Mas a ofensiva começará forte. No próximo dia 16, uma passeata pelas ruas do centro de Cuiabá pretende chamar a atenção da sociedade para a reivindicação. Semanas depois, os governadores tentarão sentar à mesa com o presidente Lula para discutir o tema.

A lista de argumentos é extensa. Os R$ 710 milhões desembolsados por Mato Grosso no ano passado com o pagamento dos juros da dívida poderiam, por exemplo, bancar a construção de 80 mil casas populares e restaurar completamente o sistema viário do Estado. No caso de São Paulo, o apelo é ainda maior. A dívida de R$ 153 bilhões com a União - que representa quase a metade do total - rende anualmente aos cofres federais algo próximo a R$ 30 bilhões. Como base de comparação, o Rodoanel, principal bandeira do governo paulista e a maior obra do PAC, custará menos da metade disso.

O ponto de maior indignação dos Estados não é propriamente o pagamento dos juros, mas o fator de correção do débito. O custo da dívida renegociada é de 6% ao ano e mais correção pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), a inflação calculada pela Fundação Getúlio Vargas. Em períodos de descompasso da inflação, como o registrado no ano passado, o bolo da dívida pode crescer acima de 20%, suprimindo a capacidade de pagamento dos Estados. Em 2008, o reajuste foi de 18%. Confrontada com a Selic, a discrepância fica ainda mais evidente. Se a taxa básica de juros da economia ficar realmente abaixo de dois dígitos, como espera o mercado, os governos estaduais e municipais se tornarão financiadores da União, já que o custo das dívidas renegociadas será maior do que o Tesouro Nacional paga para captar dinheiro no mercado.

Exatamente por se tratar de um grande volume de dinheiro e soar como uma ameaça de calote, os governadores sabem que as negociações serão tensas. “Se não houver acordo, vamos recorrer ao Supremo Tribunal Federal”, afirmou o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes. “Afinal, a cobrança de juros sobre juros é inconstitucional.”

O governador de São Paulo, José Serra, é nome certo nesse movimento. “Não faz nenhum sentido agora Estados e municípios pagarem juros maiores do que aqueles que passaram a prevalecer no mercado”, afirmou o governador paulista. Se os Estados e a União chegarem a um consenso, os municípios também serão beneficiados. Apenas a cidade de São Paulo desembolsa nada menos que R$ 200 milhões mensalmente para honrar a dívida, o necessário para construir mais de três quilômetros de metrô por mês.

Fonte: Revista ISTOÉ Dinheiro