Condenando o que chamou de “agiotagem do governo federal” que cobra 4% de juros para empréstimos que faz para outros países e 19% para os estados brasileiros, o secretário de Fazenda, Eder Moraes, se mostrou satisfeito com a repercussão que o movimento criado por ele para que haja um tratamento mais digno para com os estados brasileiros que têm uma dívida de R$ 320 bilhões, dos quais R$ 5,4 bilhões são de Mato Grosso. “Estamos conseguindo ser ouvidos”, disse o secretário que esteve em São Paulo e concedeu entrevistas para rádios de alcance nacional como a Jovem Pan, para o jornal Estadão e para a Agência Estado.
“Primeiro de tudo, tem que ficar claro que não estamos propondo calote e não pagamento, ou seja, os pagamentos continuarão mensais, só não haverá durante dois anos, correção de juros nas dívidas porque do contrário elas são impagáveis”, apontou, lembrando que no ano passado pagou R$ 706 milhões para a União, sendo que deste total R$ 420 milhões são de juros e encargos e R$ 286 milhões de principal.
Eder lembrou que se algo não for feito num ano como 2009, com a crise que chegou e se instalou o pagamento da dívida para com a União vai chegar a escorchantes valores de R$ 1 bilhão, recursos que seriam suficientes para fomentar o desenvolvimento de boa parte da economia estadual e enfrentar a crise.
Fonte: Jornal A Gazeta
Tags: crise econômica, eder moraes


Veja mais Vídeos 