• O Governo do Estado de Mato Grosso criou o Movimento Investe Brasil e está percorrendo diversas cidades para defender a tese da reestruturação da dívida pública dos Estados e municípios brasileiros. O movimento está sendo liderado pelo governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que determinou ao secretário de Fazenda, Eder Moraes, difundir e buscar adesão à proposta, apresentando a idéia a empresários nacionais, federações, confederações, senado, câmara federal,
    entre outros, com o objetivo de colher assinaturas em prol dessa luta pelo desenvolvimento do Brasil.
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Maggi determina cortes em obras para 2009

17 de janeiro de 2009 às 22:46
Postado por: luciane

Enquanto pagará cerca de R$ 680 milhões com juros da dívida em 2009, o governo do Estado terá apenas R$ 380 milhões para investimento. Isso fez com que o governador Blairo Maggi determinasse à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) corte em vários projetos da lista de prioritários.

O corte foi determinado durante reunião com o secretário Vilceu Marchetti. “Determinei que fiquem de fora todas as obras novas. Vamos ter que priorizar as obras antigas e que já estão em andamento. Será a prioridade entre as prioridades”, afirmou Blairo, durante visita ao município de Várzea Grande.

Entre as prioridades mantidas por Blairo constam a pavimentação da rodovia que corta o Pantanal a partir de Poconé (MT-370), a que liga Brasnorte a Juína (MT-170) e o trecho na mesma região que se estende até Juara, além do trecho restante perto de Rosário Oeste (MT-010) e a ligação entre Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço (MT-040). Secretário de Estado de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, admite que o corte terá grande impacto mas ainda alimenta a expectativa de incluir mais projetos entre os prioritários. “Vamos ver com o governador o que é possível. Isso vai depender de como se comporta a arrecadação do Estado, mas a determinação que ele deu já foi acatada”.

Crise - Os investimentos desenfreados e sem levar em consideração a responsabilidade fiscal foram os motivos da crise financeira dos estados no período de 1995 a 1998 e que levaram ao aumento da dívida pública e a posterior renegociação naquele período. A renegociação representou um fôlego para os estados e foi elaborada com perspectiva para se estender pelos próximos 30 anos. O problema é que, além do saldo devedor não parar de crescer, o alto comprometimento da receita dos estados com as parcelas vem sendo motivo de muita reclamação.

Fonte: Jornal A Gazeta

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